quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Anna Ekberg - A Mulher Secreta [Divulgação ASA]


Data de publicação: Setembro 2017

               Título Original: Den hemmelige kvinde
               Preço com IVA: 17,00€ 
               Páginas: 480
               ISBN: 9789892339610

Sinopse: O que faria se descobrisse que a sua vida não é sua?
Louise tem tudo para ser feliz. Gere um café que adora numa ilha dinamarquesa, onde mora com o namorado, Joachim. E Louise é, de facto, feliz. Até ao dia em que um homem entra no café e vira a sua vida do avesso. Trata-se de Edmund, que jura que Louise se chama, na verdade, Helene, e é a sua mulher, desaparecida há três anos. E tem provas...
Depressa se torna evidente que Louise não é quem julga ser. É, sim, Helene Söderberg, herdeira de uma vasta fortuna, proprietária de uma grande empresa, mãe de dois filhos pequenos e casada com um marido dedicado. Mas há perguntas que permanecem sem resposta. Porque é que ela não se lembra de nada? Quais são os seus planos para o futuro quando desconhece por completo o passado? Conseguirá recuperar o amor dos seus filhos? E os sonhos que partilhou com Joachim?
Obrigada a retomar a sua vida misteriosamente interrompida, Helene é posta à prova de uma maneira tão brutal quanto comovente. Mas no seu coração continua a existir um lugar especial para Louise, a mulher que, por momentos, viveu a vida dos seus sonhos.
Um thriller romântico intenso e visceral sobre traição, ganância, laços de família... e um amor avassalador.


Michelle Richmond - O Pacto [Divulgação ASA]


Data de publicação: Setembro 2017

               Título Original: The Marriage Pact
               Preço com IVA: 17,90€ 
               Páginas: 512
               ISBN: 9789892339986

Sinopse: Alice e Jake, apaixonados e recém-casados, recebem um insólito presente de casamento: uma chave que lhes permite a entrada num clube secreto chamado O Pacto. Ambos têm fortes motivos para acreditar que não terão nada a perder. Muito pelo contrário. Todos os seus membros são bem-sucedidos e aparentemente felizes. E, à primeira vista, as regras parecem fazer todo o sentido.
O objetivo do clube? Um casamento feliz e duradouro. E também festas glamorosas, amizades fortes, uma sensação de comunhão com os outros participantes, que apenas querem o melhor uns para os outros.
E tudo corre bem... até ao dia em que alguém quebra uma das regras...
Pois, à semelhança do matrimónio, O Pacto deve ser um compromisso para toda a vida. Alice e Jake depressa descobrem que, para que assim seja, vale absolutamente tudo. O seu casamento de sonho está prestes a tornar-se um tremendo pesadelo. Será o amor deles realmente para a eternidade? Ou terão ambos cometido um erro fatal?
Suspense psicológico num ritmo alucinante, esta obra de Michelle Richmond é intensa, aterradora e... irresistível. 


Sobre a autora: Michelle Richmond é uma escritora e ensaísta americana. Nasceu em Demopolis, Alabama, nos Estados Unidos da América. Já anteriormente premiada, como autora de ficção, O Ano do Nevoeiro é o seu segundo romance e foi, em 2007, um bestseller dos mais importantes jornais americanos.

Anteriormente publicado


Angela Marsons - Jogos Cruéis [Divulgação Quinta Essência]


Data de publicação: Setembro 2017

               Título Original: Evil Games
               Preço com IVA: 16,90€ 
               Páginas: 400
               ISBN:  9789897417030

Sinopse: Quanto mais negro é o coração, mais mortífero é o jogo...
A inspetora detetive Kim Stone está de volta. Em causa está a morte macabra de um violador. À primeira vista, não é um caso complicado, pois tudo aponta para a vítima da violação. Mas, para a incansável detetive, há algo que não bate certo...
A sua intuição rapidamente prova estar certa. As mortes sucedem-se. Por detrás de todas elas, um só motivo: vingança. Kim tem pela frente um adversário admirável. Alguém que está a realizar fantasias letais. Um sociopata que parece conhecer intimamente as fraquezas da detetive. E que não planeia parar.
Kim percebe que se deixou enredar num perigoso jogo do rato e do gato... e que terá de descer ao inferno para solucionar este caso. E desta vez... é pessoal. 
Angela Marsons, a estrela em ascensão do policial britânico, regressa com um romance que o vai fazer desconfiar de tudo e de todos...

Sobre a autora: Já autora de contos, com Gritos Silenciosos Angela Marsons fez a sua estreia no género do thriller, alcançando um imediato êxito internacional. Gritos Silenciosos é o primeiro capítulo na série protagonizada pela inspetora detetive Kim Stone. Angela vive na região inglesa de Black Country, a mesma onde se passam os seus thrillers.

Anteriormente publicado




terça-feira, 15 de agosto de 2017

Dick Haskins - O Sono da Morte [Opinião]


Sinopse: Todos os indícios encontrados incriminavam Hilda Morgan, acusando-a da morte do tio, o milionário Gustav Eric Morgan: um pedaço de tecido de um vestido de noite preso no degrau de uma escada secreta, o facto de ter sido ela a última pessoa que estivera com Morgan nos seus derradeiros minutos de vida, a justificação de uma herança antecipada… e a própria confissão de culpa manuscrita e assinada por ela!
Mas seria realmente Hilda Morgan a autora da morte do tio?

Opinião: Finalmente estreio-me nas obras de Dick Haskins! 
Hoje em dia são um pouco difíceis de reunir esta colecção (a revista Sábado há uns tempos editou umas obras da sua autoria mas só eram quatro).

O Sono da Morte foi precisamente a primeira que ele escreveu, em 1955, tendo como particularidade a de ser também participante na história. Não sendo inspector, desenvolve um papel fulcral na trama como repórter criminologista que ajuda a Scotland Yard a descortinar o caso. Pelo que pude constatar, na altura só vingavam os policiais estrangeiros pelo que o pseudónimo do autor, trama e personagens (que nos remetem para um cenário britânico) dever-se-á, muito provavelmente, para a maior aceitação do público português.

É um livro que me fez revisitar obras do Ellery Queen ou Agatha Christie por ser um policial da escola clássica. O whodunnit assume um particular destaque uma vez que a acção se move em torno da identidade do homicídio de um milionário e todas as pistas apontam para a sobrinha. 
Um dos ingredientes da literatura policial que mais aprecio é que, por norma, o mais óbvio nunca é o caminho seguido. Assim, foi com interesse que acompanhei a investigação, maioritariamente por inquérito, por parte de Haskins e a Scotland Yard, em busca do verdadeiro culpado desta morte.

O autor (e participante na trama) inclui uma breve lista das personagens antes de iniciar a história, de forma a que o leitor saiba quem é cada um. Uma nota que, pessoalmente, considero importante. O carácter das personagens não e profundamente esmiuçado (creio que a história foca-se na investigação do crime), pelo que achei interessante a inclusão desta lista, permitindo o leitor associar e reter melhor a identidade dos participantes na trama.

É um livro que se lê rapidamente devido ao seu reduzido número de páginas. Além disso, a história não se torna maçuda, há sempre desenvolvimentos na acção, outras mortes e até um leve romance do protagonista com uma personagem minha homónima (confesso que até achei piada, não costumo ver muitas Veras na literatura), não obstante considerar que logo no epílogo ele desvenda demasiado sobre este caso amoroso. Este foi o ponto que considerei previsível. Já o desfecho, mais concretamente a identidade do homicida, creio que provou ser uma surpresa e gostei da forma como foi revelado, numa reunião das personagens, relembrando-me o mítico Poirot que desvendava o crime em moldes bastante similares.

Na estante constam mais algumas obras do autor. Quero torná-lo mais constante nas minhas leituras, de forma a conhecer melhor este autor que foi um marco na literatura policial portuguesa. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Elísabet Benavent - Nos Sapatos de Valéria [Opinião]

 
Sinopse: Divertida, emocionante e sexy como tu! Valeria é uma escritora de histórias de amor. Valeria vive o amor de forma sublime. Valeria ama Adrian até que conhece Victor. Valeria tem de ser sincera consigo mesma. Valeria chora, Valeria ri, Valeria caminha... Mas o sexo, o amor e os homens não são objectivos fáceis. Valeria é especial. Como todas nós.
Aviso: Pode causar dependência. 

Opinião: Sim, é verdade! Li um chamado chick-lit, portanto, um livro completamente fora da minha zona de conforto. Por um lado, estava curiosa com esta história que vi ser considerada como O Sexo e a Cidade espanhol, por outro, queria desanuviar um pouco dos crimes (objectivo cumprido, dêem-me JÁ um thriller ou um policial). 
Além disso, precisava de um livro desta categoria para o Book Bingo.

Um dos aspectos interessantes do livro é que não apresenta uma sinopse desenvolvida, por isso, numa fase inicial, desconhecia a história de todo. Apenas nos são dadas umas parcas referências sobre a protagonista, Valéria. Tirando a percepção de que me iria deparar com uma história ao estilo do Sexo e a Cidade, não sabia o que esperar da trama.
À medida que a história se desenvolvia, comecei a encontrar alguns pontos que, para mim, foram previsíveis. Contudo, isso não atenuou o interesse com que acompanhei Valéria e as suas amigas nas suas cruzadas. Não obstante discordar com algumas decisões das personagens (a mais flagrante é a da protagonista e a sua relação com o seu marido, Adrián).

A história debruça-se sobre quatro mulheres: Valeria, Carmen, Nerea e Lola que vão relatando os seus dramas e alegrias, de forma a que a leitora se sinta também ela (aqui dirijo-me ao público feminino pois creio ser o alvo deste género de literatura) inserida neste grupo de amigas. O assunto maioritariamente abordado é a relação com o sexo oposto e são destrinçados os vários tipos de relacionamento. Estes são narrados pelas amigas sem qualquer tabu. A trama é, assim, repleta de várias passagens extremamente eróticas.
No entanto, apesar da história abordar as situações mais caricatas destas raparigas, devo dizer que a história é propensa à reflexão não só sobre o amor e sexo, como também à amizade e ao mundo laboral. 

As amigas apresentam diferentes personalidades e acaba por ser inevitável que nós, mulheres, não nos revejamos um pouco ali e acolá. Embora não me identifique pessoalmente com nenhuma das personagens femininas, congratulo aquela garra e o girl power que as quatro revelam. De certa forma, lembraram-me as personagens criadas por Megan Maxwell e creio que esta característica é partilhada pelas mulheres latinas na literatura.

Nos Sapatos de Valéria é um livro que, apesar de não ser o meu género, entretém bastante. É um livro leve e divertido, tendo-o lido em dois ou três dias.
No entanto, foi notória a falta do ingrediente que tanto procuro na literatura e cinema: a adrenalina, o entusiasmo em reunir as pistas e formular várias hipóteses... (não consigo largar esta faceta de Sherlock que há em mim...). Mas soube bem ler um livro que não me pusesse constantemente a pensar em teorias da conspiração.

Em suma, embora não tenha ficado deslumbrada com Nos Sapatos de Valéria, devo reconhecer que este é um livro descontraído e leve, adequado para uma leitura agora de Verão.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Darcey Bell - Um Pequeno Favor [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Um Pequeno Favor é o romance de estreia de Darcey Bell. Inicialmente considerei-o bastante similar ao afamado Gone Girl. Esta minha percepção mais imediata prendeu-se essencialmente com dois factores: o de construção de personagens detestáveis e o desaparecimento de uma personagem feminina com um papel preponderante na trama.

Creio que, a par da trama com elementos bizarros, o ingrediente mais delicioso deste livro é, sem dúvida, as personagens.
Aparentemente nenhuma delas têm carácter de herói, o que muito me agrada. Confesso que personagens sem escrúpulos me regozijam. Mas esta é, como se podem aperceber, uma percepção muito pessoal. Sei que este tipo de personagens pode condicionar o leitor a não gostar da obra, por não haver empatia.

Uma das particularidades que creio ter funcionado bem é o círculo restrito de personagens cujo protagonismo é disputado por três: Stephanie, Emily e Sean. Stephanie, a blogger, divaga sobre as várias considerações sobre a maternidade e lifestyle no seu blogue. Os variadíssimos posts nada têm a ver com a realidade: à medida que vão sendo revelados os seus segredos, senti-me engolida naquela teia de mentiras, algumas com um carácter deveras excêntrico. Sentindo-me cada vez mais intrigada, devo contar-vos que este livro foi lido em pouco mais de um dia. 

A obra, que se estrutura em três partes, permitiu aperceber-me da percepção das três personagens principais. Ainda que não tenha sentido uma particular afinidade com as entradas no blogue de Stephanie (interesso-me particularmente pela blogosfera literária), devo dizer que foi nesta parte que me senti verdadeiramente surpreendida com a trama. À medida que esta desenvolve, a meu ver, vai perdendo o fulgor, embora o meu interesse teimava em não desvanecer. Considerei que, na recta final, a previsibilidade vai tomando conta da trama.

Não gostei particularmente do final (nem creio que tenha sido surpreendente) mas agora que reflicto sobre o livro, era o desfecho que mais fazia sentido. É que, ao longo da história, vamos encontrando várias referências às obras de Patrícia Highsmith, a criadora do psicopata Tom Ripley. E creio que este terá servido de inspiração para caracterizar uma personagem em particular. E pensando como Ripley, aquele final é perfeito!
Achei curioso a menção de dois filmes, Diabolique e Peeping Tom, este último já vi e julgo que é bastante inovador para a época. Quanto à obsessão de Emily por filmes de terror ou livros do thriller, estou em querer que seja para acentuar a sua sociopatia/psicopatia mas por favor, não generalizemos... é que eu própria também sou obcecada pelos mesmíssimos géneros e sou perfeitamente sã!

Na minha opinião, e pesando os pontos positivos/negativos, creio que estamos perante uma obra bem-conseguida, especialmente se tivermos em conta que este é o livro de estreia da autora.
De leitura ávida, proporcionou-me horas bem agradáveis de leitura. Para fãs de personagens maradas, acho que não devem perder este Um Pequeno Favor. 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Stephen King - Carrie [Divulgação 11x17]


Data de publicação: 4 Agosto 2017

               Título Original: Carrie
               Preço com IVA: 9,00€ 
               Páginas: 272
               ISBN: 9789722534529 

 «Carrie», livro de estreia do aclamado autor, é um clássico do suspense e do terror que continua a fascinar leitores por todo o mundo, aumentando a legião de fãs daquele que é apelidado por muitos de «mestre do terror».
«Carrie», de Stephen King, nas livrarias a 4 de agosto 

Sinopse: Neste  épico  do  terror,  Stephen  King relata  a  história  de Carrie,  uma rapariga reservada e estranhamente diferente de todas as pessoas da sua cidade. Na escola é rejeitada por todos, sendo alvo de partidas maldosas e humilhantes. Em casa, a vida não é mais fácil, tendo uma mãe possessiva e obcecada com a religião e o pecado, reprimindo-a constantemente.
Carrie encontra refúgio e canaliza toda a sua energia para os objetos, que consegue mover apenas com o poder da mente... até ao dia em que o rapaz mais popular da escola a convida para o baile de finalistas. Este acontecimento muda a visão que Carrie tem de si própria e leva-a a ganhar alguma confiança.
Ingénua, volta a ser humilhada por todos, num ato de uma crueldade inimaginável. Não suportando tamanha desumanidade, Carrie liberta por fim todo o seu poder, transformando-se numa  arma perigosa e destruindo tudo em seu redor.
Um cenário de pânico e horror instala-se, com os risos a serem substituídos pelos gritos e a diversão a dar lugar ao medo.




Jeannette Walls - O Castelo de Vidro [Opinião]


Sinopse: Esta é a história de Jeannette Walls, uma jornalista de sucesso que, durante muitos anos, ocultou um grande segredo. O da sua família. Uma família profundamente disfuncional e ao mesmo tempo extremamente viva e vibrante. O pai, Rex, é um homem carismático e entusiasta, que logra transmitir aos seus filhos a paixão pela vida. Ensina-lhes física, geologia, conta-lhes histórias. Mas Rex é alcoólico e, quando está bêbedo, é uma pessoa destrutiva e nada confiável. A mãe é um espírito livre, uma pintora muito orgulhosa da sua arte, que se entendia perante a ideia de uma vida convencional e que não está disposta a assumir a responsabilidade de criar os quatro filhos.
É uma família nómada. Vivem aqui e ali e sobrevivem como podem. Os filhos aprendem a cuidar de si, a proteger-se uns aos outros e, por fim, a sair do círculo vicioso da família e ir para Nova Iorque.
Os pais decidem seguir-lhes as pisadas, mas optam pela indigência. No caminho, muitas noites ao ar livre no deserto, dias em escolas onde só assistem às aulas durante uma semana, com vizinhos que os ajudam e enfrentando abusos de todo o tipo. 

Opinião: Tenho uma particularidade: gosto de livros que me choquem. Talvez por isso, tenha elegido como género preferido o thriller e o policial. Contudo, há toda uma panóplia de livros que, não pertencendo a estes géneros, também arrasam o leitor devido ao intrínseco carácter dramático. Falo de certos livros de memórias, um género que tenho descurado mas que, após esta experiência de leitura, vou reconsiderar essa opção.

Finda a leitura de O Castelo de Vidro, é inevitável não sentir um sufoco. Afinal de contas, esta é a autobiografia de Jeannette Walls. 
O livro inicia-se quando esta tem 3 anos de idade e sofre um acidente na cozinha. Rapidamente desenhou-se a ideia do quão negligentes seriam os seus pais por não a supervisionarem naquela tarefa. E imediatamente esta percepção toma dimensões maiores...

Ao longo da obra, deparamo-nos com inúmeros episódios que demonstram o quão imprudentes eram os pais, obrigando os filhos a crescer demasiado depressa. A capacidade de sobrevivência e a resiliência das crianças são factores importantíssimos.
São várias as situações que colocam a maternidade como perspectiva e como há excepções à regra. Nem todas as mães são maternais e acarinham. Há o reverso da medalha ainda que, felizmente, não conheça pessoalmente.
Creio que o ponto forte do livro reside na reflexão contínua sobre famílias disfuncionais. O flagelo do alcoolismo e estruturas financeiras familiares em declínio vêem aqui uma abordagem credível. 
Por norma, até então, e tendo em conta que li apenas histórias ficcionadas, devo afiançar que esta me impressionou muito por ter sido real. É, por isso, um livro muito emocionante e que joga constantemente com as nossas emoções.

O livro garante uma leitura ávida por manter o interesse em acompanhar a infância e adolescência da protagonista bem como dos irmãos, etapas que caracterizaria como instáveis e infelizes. Contínuo a referir-me a algumas situações como insólitas se comprarmos com uma infância saudável e normal.

Creio que é consensual desenvolver um laço afectivo com as crianças daquela família. Tive compaixão não só por Jeanette como pelas irmãs Lori e Maureen e pelo irmão Brian. Não posso deixar de manifestar um sentimento contraditório pelos pais das crianças.

Um aspecto que retive e é importante de ser mencionado é a forma como Jeannette lida com as várias situações ao longo da vida e o relacionamento com os pais. Muito provavelmente, um comum mortal ter-se-ia afastado dos progenitores mas a protagonista faz questão de ter contacto com os pais ao longo da sua vida e apesar das suas escolhas, o que considero louvável.

Indubitavelmente que uma história com este carácter tem maior valor se tivermos em conta de que os factos narrados são verídicos. É uma história chocante e comovente que recomendo por apresentar uma realidade que eu julgara ser apenas ficção. Creio que esta história, por muitos livros que leia, se tornará memorável.
Valeu mesmo a pena ter saído da minha zona de conforto: gostei imenso deste livro. Irei, certamente, ver o filme que estreará brevemente nas nossas salas de cinema.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dot Hutchison - O Jardim das Borboletas [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Agosto 2017

               Título Original: The Butterfly Garden
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896652913

Sinopse: Perto de uma mansão isolada, encontra-se um jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e... uma coleção de preciosas «borboletas». Jovens mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem esses belos insetos. Quem toma conta deste estranho lugar é o aterrador jardineiro, um homem retorcido, obcecado com a captura e a preservação de seus espécimes únicos. 
Quando o jardim é descoberto pela Polícia, os agentes do FBI Hanoverian e Eddison têm a tarefa de juntar as peças de um dos quebra-cabeças mais complicados das suas carreiras. Maya, uma das vítimas, ainda se encontra em choque e o seu relato está cheio fragmentos de episódios arrepiantes, no limite da credibilidade. O que esconderão as suas meias palavras?

Sobre a autora: Dot Hutchison é a autora de A Wounded Name, uma novela young adult baseada na obra Hamlet de Shakespeare. O Jardim das Borboletas é o seu primeiro thriller destinado ao público adulto. 


Colecção Noites Brancas da ASA

Hoje venho falar de uma colecção, certamente conhecida por vários adeptos da literatura policial. Tanto quanto consegui averiguar, esta colectânea cobre os vários subgéneros de thriller: conspiração, criminal, jurídico, político e psicológico. Refiro-me à colecção Noites Brancas da editora ASA.

Não sei se recordam das capas: a jacket era branca que envolvia a obra, de lombada preta.

Desde há uns tempos para cá que me tenho vindo a interessar por esta colecção que, para mal dos meus pecados, já se encontra esgotada. Atrevo-me a dizer que isto parece um deja vú e que passei por isto duas vezes: quando reuni os exemplares das colecções O Fio da Navalha e Minutos Contados. 

Estou a fazer um esforço hercúleo para completar esta colecção. Deixo a listagem, ao que consegui averiguar:
  1. Jean-Christophe Grangé - Rios de Púrpura
  2. Philip Kerr - A Vingança Serve-se Fria
  3. Patrick Redmond - Jogos Cruéis
  4. Dick Haskins - A Embaixadora
  5. Brigitte Aubert - A Morte dos Bosques
  6. Leonardo Padura - Morte em Havana
  7. Marianne Wesson - Habeas Corpus
  8. Jean-Christophe Grangé - O Voo das Cegonhas
  9. Marcello Fois - Sempre Caro
  10. Leonardo Padura - Paisagem de Outono
  11. Brigitte Aubert - Os Quatro Filhos do Dr. March
  12. Paul Adam - A Morte do Padre Vermelho
  13. Ruth Rendell - Jogos Perversos
  14. Philip Kerr - O Segundo Anjo
  15. Michael Dibdin - Lagoa Morta
  16. Joseph Kanon - A Última Traição
  17. Marcello Fois - Sangue do Céu
  18. Ramón Diaz Eterovic - Os Sete Filhos de Simenon
  19. Ed McBain - A Última Dança
  20. Bernhard Schlink/ Walter Popp - Neblina Sobre Mannheim
  21. Erle Stanley Gardner - A Noiva Atormentada
  22. Hector MacDonald - A Ratoeira
  23. Brigitte Aubert - A Morte das Neves
  24. Jean-Christophe Grangé - O Concílio de Pedra
  25. Patrick Redmond - Os Fantoches
  26. Leonardo Padura - Ventos de Quaresma
  27. Marco Vichi - O Comissário Bordelli 
  28. Philip Kerr - O Tiro
  29. Barbara Vine - Os Telhados do Bem e do Mal
  30. Andrew Taylor - As Quatro Últimas Coisas
  31. Leif Davidsen - A Foto de Lime
  32. Lee Child - Do Fundo do Abismo
  33. Martin Cruz Smith - O Homem Com Dois Corações
  34. Brigitte Aubert - A Morte da Branca de Neve
Desconheço se a colecção vai além deste número, há muito pouca informação sobre estes livros. Deixo-vos também um apelo: no caso de conhecerem algum local em Lisboa (provavelmente alfarrabista), que tenham estes livros, por favor avisem-me. Fico-vos imensamente agradecida!