terça-feira, 28 de março de 2017

Tami Hoag - O Caminho do Inferno [Divulgação Circulo de Leitores]


Data de publicação: Março 2017

               Titulo Original: Down The Darkest Road
               Colecção: Oak Knoll #3
               Preço com IVA: 14,99€
               Páginas: 388
               ISBN: 9789724250632

Sinopse: «A minha filha desapareceu a 28 de maio de 1986. Passaram quatro anos. Nunca mais ninguém a viu ou ouviu falar dela desde então. Não sei se está viva ou morta, se é ou se era. Se me conformar ao tempo passado, admito que a minha filha desapareceu para sempre. Se me agarrar ao presente, sujeito-me ao infinito tormento da esperança. Vivo no limbo. Não é um local agradável. Daria o que quer que fosse para de lá sair, ou pelo menos para retirar a melancolia da minha alma. Anseio por alguma espécie de limpeza, de catarse, por uma eliminação do lixo tóxico que ficou para trás, na esteira de uma má experiência. A ideia de catarse incitou-me a começar este livro. A ideia, que, ao partilhar a minha experiência com o mundo, o veneno destas memórias poderia de algum modo diluir-se, foi como lançar uma corda a alguém que estivesse a ser arrastado pelas revoltas águas de um dilúvio. O problema, porém, é que não posso escapar à corrente, por muito forte que seja essa corda. Sou mãe de uma criança desaparecida.»

Sobre a autora: Natural do Minnesota, filha de um vendedor de seguros, casa com apenas 18 anos de idade e, enquanto o marido termina a sua formação académica, Tami Hoag sobrevive entre trabalhos. Treina cavalos, distribui jornais, tenta escrever mais de trinta palavras num minuto enquanto dactilógrafa, mas é a escrita que desde sempre a fascina. Hoje aponta «The Long Goodbye», de Raymond Chandler, como o seu livro favorito mas foi a partir da leitura de «The Wolf and the Dive» que ensaiou um primeiro texto com princípio, meio e fim. Com o dinheiro do seu primeiro sucesso, o mencionado «The Trouble With J.J.» (1988), compra um computador. Escreve então «Magic», «Sarah Sin», e faz uma primeira incursão nos domínios do suspense com «O Perigo Espreita», «Águas Calmas» e «Paraíso das Trevas». Com «Pecados na Noite», «A Mão do Pecado», «Falso Alarme» e «Barreiras Ocultas» assume definitivamente uma viragem do romance para o thriller. Um nova opção que a autora não hesita em justificar.

 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Caroline Eriksson - Desaparecidos [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Mais um livro oriundo da Suécia, desta feita, um thriller psicológico. Para quem, como eu, é fascinada pelas obras literárias oriundas da Escandinávia, foi bom ler algo num registo diferente. Todavia, a literatura policial nórdica ou thriller, que conheço, restringe-se à fórmula de um assassino na mira de um investigador ou um detective. 
Esta obra, por sua vez, distancia-se das demais por não ter um caso criminal subjacente à narrativa. 

A premissa assenta no desaparecimento, numa ilha, de Alex e Smilla, respectivamente o pai e filha da protagonista. Porém parece que a personagem principal, Greta, nunca casou nem teve filhos. 
Note-se que esta história está longe de aprofundar uma situação de desaparecimento, o que acaba por ser invulgar neste tipo de narrativa.

Em primeira análise, o aspecto mais imediato a atentar é a forma dúbia como Greta se relaciona com o leitor. Pessoalmente nunca consegui confiar nela, até porque esta relata alguns episódios do passado, tornando-se notório que a protagonista é psicologicamente perturbada devido a um trauma. Essa condição clínica de Greta apenas será desmistificada no desenvolvimento da acção. Por outro lado senti uma certa dependência da personagem em relação à mãe, facto que não é muito comum se tivermos em conta a sua idade e até o estado civil. 

Agora que reflicto sobre a história, atrevo-me a dizer que expandi a minha incredulidade ao reduzido elenco de personagens. Na minha opinião, todas as personagens carecem de confiança, o que contribui para intensificar o sentimento de suspeita.

Segundo, e porque sou maravilhada pela Suécia, considerei a história como extremamente sensorial. Falo sobretudo do cenário, adorei o ambiente da ilha (imaginei como sendo a ilha de Gotland, que já tive oportunidade de pesquisar quando li um outro livro conterrâneo). Todavia esta descrição não é, na minha opinião, morosa, antes pelo contrário, pois o livro, que tem pouco mais de 250 páginas, restringe-se ao fundamental, interligando o cenário da ilha isolada com a acção. O efeito claustrofóbico funciona muito bem neste tipo de histórias.

Em relação à trama, devo dizer que é feita de impressões e percepções, pois nada é o que parece. Como referi, o facto de termos uma narradora não confiável, faz-nos oscilar por entre várias ilações. Existem efectivamente o marido e o filha? Ou serão estes apenas fruto da sua imaginação? 
Estas teorias, na minha experiência de leitura, não maturaram. Isto porque li o livro durante a tarde de sábado e não houve tempo de interromper a leitura e reflectir nas várias opções para o rumo da história. Por conseguinte, acabei por ser surpreendida com a resolução do puzzle, não obstante esperar um dramatismo mais intenso no clímax.

Em suma, esta foi uma leitura que me prendeu embora o final tenha sido, na minha opinião, anti-climático. Esta é, indubitavelmente, uma autora a ter em atenção de futuro. 


sábado, 25 de março de 2017

Stephen King - Sr. Mercedes [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 24 Março 2017

               Titulo Original: Mr Mercedes
               Tradução: Ana Lourenço e Maria João Lourenço
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 472
               ISBN: 9789722530477

Sr. Mercedes é o novo thriller de Stephen King e já se encontra à venda nas livrarias portuguesas com o selo da Bertrand Editora. Esta obra, vencedora do Prémio Edgar para Melhor Livro do Ano, vai ser adaptada a uma minissérie de televisão, com o ator irlandês Brendan Gleeson (conhecido pela sua participação na saga Harry Potter no papel do professor Alastor Moody – ‘Moody Olho-Louco’) a interpretar o polícia Bill Hodges.

Sr. Mercedes é um «surpreendente e refrescante» thriller, na opinião do The New York Times. Mas os elogios não se ficam por aqui. Também a Associated Press tece boas críticas a esta obra: «Mais uma vez se prova que um dos maiores contadores de histórias da América é também um dos seus melhores escritores.»

Sinopse: Numa madrugada gelada, uma fila de desempregados desesperados vai crescendo para conseguir lugar numa feira de emprego. Inesperadamente, um condutor solitário avança sobre a multidão num Mercedes roubado, atropelando os inocentes; depois recua e torna a avançar. Oito pessoas são mortas, quinze ficam feridas. O assassino foge. Meses mais tarde, noutro lugar da mesma cidade, um polícia reformado chamado Bill Hodges continua perturbado pelo crime que ficou por resolver.
Quando recebe uma carta demente de alguém que se autodenomina «O Assassino do Mercedes» e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges desperta da sua reforma deprimente e decide a todo o custo evitar uma nova tragédia.
Brady Hartsfield vive com a mãe alcoólica na casa onde nasceu. Adorou aquela sensação de morte ao volante do Mercedes, e quer sentir aquilo de novo. Só Bill Hodges, com os seus dois novos (e improváveis) aliados, pode deter o assassino antes que ataque de novo. E não têm tempo a perder, porque a próxima missão de Brady, se for bem-sucedida, irá chacinar milhares de pessoas. Sr. Mercedes é uma luta épica entre o bem e o mal, e a exploração da mente de um assassino obsessivo.

Sobre o autor: Stephen King, apelidado por muitos de «mestre do terror», escreveu mais de quarenta livros, incluindo Carrie, A História de  Lisey e  Cell, Chamada para a Morte. Vencedor do prestigiado National Book Award e  nomeado Grande Mestre  nos prémios Edgar Allen Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco  países.  Números e  um  currículo  impressionantes  a  fazerem  jus  ao  seu  estatuto  de  escritor  mais  bem  pago  do mundo

Rena Olsen - The Girl Before [Opinião]


Mais um livro lido e ouvido em inglês, um thriller psicológico simplesmente dilacerante e perturbador. Esta obra merecia ser atentada pelas editoras portuguesas. Fica a sugestão. O meu mês de Março fica pautado, assim, por duas Raparigas de Antes: a de JP Delaney e esta, de Rena Olsen.

Sem querer desvendar nada do enredo, querendo espicaçar-vos para a leitura da obra, mesmo em inglês, a trama fala sobre Clara, uma rapariga na casa dos 20s que foi encontrada dentro de um armário, junto de uma menina. O primeiro capítulo é, desta forma, repleto de acção e levanta uma pertinente questão: em que circunstâncias vivia Clara? Considero, por isso, que este livro desperta um súbito interesse logo no primeiro capítulo, percepção que ganha maiores contornos à medida que nos envolvemos na história.

Narrado sobre a perspectiva de Clara, a trama oscila entre os momentos do passado e os do presente onde percebemos que a protagonista viveu enganada durante toda a sua vida. Actualmente assume-se casada com Glen e, retrocedendo ao passado, acompanhamos como ela cresceu sob as rígidas ordens dos pais do marido, Mama Mae e o Papa G. Algo me diz que, por muitos livros que leia, nunca me esquecerei destas personagens.

Os episódios que pautam a sua vida, no passado, são contados de forma aleatória. Pessoalmente discordei da opção da autora. Teria preferido ter-me alheado do passado de Clara na sua forma cronológica. Até porque, escrito desta forma, o leitor tem conhecimento de certas informações que teriam maior impacto se fossem reveladas mais tarde. A título de exemplo, uma das primeiras situações do passado que ela relata é a morte de uma personagem (e apercebemo-nos que esta terá ocorrido num passado mais próximo). Este volta a protagonizar outros episódios, relatados mais tarde, muito embora já se saiba qual fora o seu desfecho.

Apesar de considerar a história toda pouco verosímil (ainda que saiba que acontecimentos traumáticos são bloqueados na nossa mente devido a um mecanismo psicológico denominado por recalcamento), não consigo entender como é que este pode apagar memórias passadas. Até porque, no presente caso, falamos de alguém cuja vida mudou aos 6 anos de idade e eu, ainda que, felizmente, não tenha experienciado nenhum trauma, tenho recordações de episódios antes dessa idade. Portanto não consegui entender como é que antes dos seus 6 anos de vida, as recordações de Clara tenham sido simplesmente apagadas ou se houve uma inibição de continuar a existência que tivera até então.

Também não entendi como é que há tantas raparigas que se submetem a uma situação tão decadente como a que é retratada em The Girl Before. E Clara, em especial, como é que não se apercebeu de que tudo o que fazia era em prol da degradação das muitas meninas que moravam com ela. E aquela relação dela com Glen. Seria uma extensão do fenómeno conhecido por Síndrome de Estocolmo?

Esta história levanta, como deixei antever, algumas questões pertinentes. E adianto que há uma outra muito interessante que se reflecte numa dubiedade entre uma vítima e um perpetrador numa situação limite como a que Clara atravessa.

Apesar destas incongruências, não pude deixar de atribuir 5 estrelas no Goodreads a esta obra. Tantas vezes me senti enredada por toda aquela manipulação e toxicidade que me senti genuinamente indignada, arrasada e por vezes esperançada. O desfecho foi emocionante não obstante ser previsível desde o início. 

Um outro aspecto que gostaria de realçar foi o contexto da história. Este livro, salvo erro, foi escrito no ano passado mas a trama passa-se nos anos 90. Será mera especulação (ou uma constatação) de que os anos 80 havia mais facilidade em raptar uma criança, jogando com a morosidade em obter informação. Contrasta muito com a sociedade de hoje, em que a internet é a mais imediata mediadora de referências.

Não deixo de recomendar novamente este livro, salientando novamente o quão fiquei incrédula com o tema retratado, com o estilo degradante de vida de Clara e pela maldade incalculável daquela família.
Simplesmente arrebatador!

quarta-feira, 22 de março de 2017

JP Delaney - A Rapariga de Antes [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Envolto numa aliciante campanha de marketing, A Rapariga de Antes é nova aposta da Suma de Letras em matéria de thriller psicológico, um género que tenho vindo a abraçar com mais entusiasmo nos últimos tempos (por falar nisso, está a decorrer o Especial Thrillers Psicológicos, estejam atentos aos blogues participantes).
O livro será publicado no próximo mês, embora a blogosfera/imprensa tivesse tido acesso atempadamente, permitindo-me ler quase um mês antes da sua edição. Antes, fora espicaçada com uma carta contendo algumas perguntas que constam de um inquérito, peça fulcral na trama.
Agradeço, novamente, à editora pela oportunidade.

A trama suscita um imediato interesse. O nº1 de Folgate Street em Londres, uma casa imbuída pela filosofia minimalista, tem uma renda de módica quantia. Os candidatos a arrendatários têm que se submeter a um vasto (e peculiar) questionário onde são avaliadas as competências sociais e psicológicas. O grau de complexidade destas perguntas era elevado. Nem eu conseguia responder às mesmas e, na posição das personagens, sentir-me-ia dividida entre responder o politicamente correcto ou o mais sincero possível.

Logo por aqui, torna-se evidente que este thriller teria tudo para se destacar dos demais. Estamos perante uma obra cujo cenário tem um grande impacto no leitor, e, numa primeira análise, parece ser a casa o elemento detentor de maior suspense. Até porque algo de anormal se passava numa habitação onde é tudo praticamente informatizado e as regras são rígidas a ponto de, a título de exemplo, não poder conter livros (eu, claramente, falharia nos testes para viver no nº1 de Folgate Street).

Além do cenário, o segundo elemento mais bem conseguido da trama é a caracterização das personagens, em camadas. A história é narrada por duas personagens, em momentos temporais distintos: a rapariga de antes, Emma, que viveu no nº1 de Folgate Street com o seu namorado, Simon e, nos tempos posteriores, é Jane que ocupa a casa. Aos poucos, somos presenteados com alguns segredos de Emma estabelecendo um paralelismo com a moradora actual. 

O outro elemento que merece ser destacado é a forma como o autor interage com o leitor, puxando-o para a história, através do confronto com as perguntas que constam do inquérito. Por vezes senti-me na pele de Emma ou Jane e fazia uma nota mental de como responderia àquela questão. Não encontro muitas obras que funcionem neste sentido.

Sem querer desvendar nada sobre a trama, rapidamente o leitor se apercebe que existe uma relação de obsessão. Denotei que a linha que separa o herói da trama do antagonista é muito ténue. Como referi, as personagens têm imensas camadas, impossibilitando-nos de, numa primeira análise, avaliar o seu carácter.

A trama debruça-se, em grande parte, neste aspecto, tornando um pouco previsível, por exemplo, os planos das protagonistas com Edward Monkford, um personagem masculino com um papel fulcral na narrativa. 
À medida que as peças do puzzle se iam encaixando, a meu ver, a história perdia o fulgor. Tinha a sensação que as personagens femininas eram tão semelhantes que se fundiam e reagiam de forma semelhante. 
Além disso, o círculo tão restrito de personagens, fez com que o desfecho não fosse propriamente uma surpresa. Já me tinha passado pela cabeça que a chave da resolução do puzzle passaria por ali.

Só queria deixar aqui um comentário relativamente à sinopse. Sem saber como é a sinopse original, pessoalmente, teria omitido da mesma que Emma acaba por morrer. Creio que teria consubstanciado uma reviravolta inesperada e deixaria o leitor, numa primeira análise, numa incerteza sobre o paradeiro da personagem feminina. 

Ainda assim é um thriller interessante e, segundo averiguei, é o primeiro do género do autor. 
Merece ser atentado até porque, segundo o que sei, esta obra fez furor na feira de Frankfurt em 2015 e foi ambicionado por diversas editoras de vários países por lá. Numa escala de 1 a 10, querem saber porquê? A resposta estará disponível nas livrarias já no próximo dia 5 de Abril. 


Especial Thrillers Psicológicos [Projecto d´A Mulher Que Ama Livros]


Conforme anunciado, esta semana estou a participar no projecto da Mulher que Ama Livros (aproveito para agradecer novamente o convite à Cláudia!) dedicado ao género que tenho abraçado nos últimos tempos mais entusiasticamente, os thrillers psicológicos.
De 20 a 24 de Março, alguns blogues apresentarão sugestões de livros e filmes do género.

Esta é a lista dos participantes
A mulher que ama livros
Serão no Sofá
Menina dos Policiais
Diário da Chris
Say Hello to My Books

Eu vou debruçar-me sobre os livros. Vós sabeis o meu amor pela literatura. 
Se o post ficar muito extenso, perdoem-me. Foi, para mim, difícil eleger os meus preferidos. Além disso, adoro thrillers psicológicos e provavelmente não vou conseguir cingir-me ao essencial. De qualquer das formas, vou incluir os links, onde encontrarão as opiniões das obras, de forma mais fundamentada.


Começamos com estes dois, em inglês. Ainda não terminei The Girl Before de Rena Olsen mas é um sério candidato ao pódio dos preferidos. Está a mexer imenso comigo. Ainda tenho algumas horas de leitura pela frente mas, pelo sim pelo não, menciono-o por contar uma história tão dilacerante e perturbadora. Gosto de livros assim ;)

Relativamente ao Behind Closed Doors, recomendei-o na semana passada. Li-o em apenas dois dias, mesmo com o entrave da língua e fiquei rendida. A história é dilacerante e alicerçada em casamentos disfuncionais. O que "aprendi" com esta história é que a violência psicológica tem um efeito tão intenso quando a física. E mais não digo, têm mesmo que conhecer o casal Grace e Jack Angel.
Ahhh e para quem não aprecia literatura em inglês, esta obra será publicada em Julho pela Editorial Presença.
 

Estes são os meus thrillers psicológicos favoritos. Confesso que tive bastante dificuldade em aferir os melhores e cheguei à conclusão que tenho que mencionar, para além destes, mais uns quantos que merecem ser referenciados pelos grandes momentos de literatura que me proporcionaram. Mas já lá vamos. Os livros desta pilha foram classificados com 5 estrelas no Goodreads, pelo que, na minha opinião, são o crème de la crème dos thrillers psicológicos.

Confissões de Kanae Minato, também recomendado pela anfitriã do projecto, é um romance brutal sobre vingança. Chocou-me muito o rumo da história e, sobretudo, ler algo embebido numa cultura diferente da nossa. Foi o primeiro livro asiático que li e marcou-me imenso. Curiosamente, não sou fã do cinema oriental mas esta obra tornou-se uma das minhas preferidas e creio que se tornará, com o tempo, um livro que nunca esquecerei.

A Rapariga Corvo, de Erik Axl Sund é o primeiro livro de uma trilogia que li em 2014 e teima em não sair da minha cabeça. É dark, pesado e inquietante. Uma vez que é o primeiro livro de uma trilogia, a história, como é evidente, apenas é fechada no terceiro volume da série, As Instruções da Pitonisa. É uma trilogia que, a par da Millennium de Stieg Larsson, é das minhas preferidas.

Se há uma entendida em thrillers psicológicos, esta será, provavelmente, Gillian Flynn. Já li a sua bibliografia completa e escolhi o meu preferido, Objectos Cortantes. Como mencionei sobre a mesma, na minha opinião, este pareceu-me ser o livro mais intoxicante da autora. Há uma cena que me vem logo à cabeça assim que tiro este livro da estante e que atribui o título à obra. 
Devo também referir que li esta obra duas vezes: quando saiu, pela extinta editora Gótica e, mais recentemente, quando foi reeditada pela Bertrand. Quando o reli, a sensação excruciante persistiu.

No Canto Mais Escuro de Elizabeth Haynes chocou-me pelo teor gráfico. É uma história muito pesada sobre uma relação amorosa que se pauta pela obsessão do marido, traduzindo-se em violência doméstica. Recordo-me que, aquando a sua leitura, senti-me angustiada por várias vezes.
Por último, um livro que infelizmente caiu no esquecimento: Continua Desaparecida de Chevy Stevens. Li-o quando saiu e ainda hoje me lembro da história com grande clareza. A história é sobre um rapto e contado em primeira pessoa. É dilacerante. Lamento nunca mais ter visto publicações desta autora porém, audaz como ando, hei de me aventurar e ler as suas restantes obras em inglês.


Estes merecem menções honrosas. Foram leituras plazerosas e tiveram um efeito bastante semelhante em mim. Quando os livros mexem comigo, só poderão ser bons, certo? Além disso, estes títulos têm algo em comum: uma leitura ávida.

Nunca tinha lido nada de Lisa Scottoline mas fiquei sua fã. Não Contes Nada é a história de um pai que tudo faz para safar o filho de uma situação complexa. Oscila entre o thriller psicológico e o drama, é certo, mas não pude deixar de ficar impressionada com a história.

A Teia de Mentiras volta a pegar num tema que aprecio muito: relações matrimoniais mas fá-lo de uma forma diferente, fomentando a incerteza e a dúvida de um dos elementos do casal. 

Deixei-te Ir é fantástico. Aquela reviravolta a 1/3 do livro... e, posteriormente, o rumo que seguiu. Foi inexplicável. Adorei! Tinha mesmo que falar nesta obra que é marcante no género. 

Numa Floresta Muito Escura é um thriller psicológico que, de certa forma, relembrou-me as histórias da Agatha Christie em que se reuniam os suspeitos para descortinar o culpado. O ambiente resultou muitíssimo bem, conferindo uma certa claustrofobia e o resultado final foi uma história muito bem conseguida e que me cativou. 

Não Digas Nada de Mary Kubica é sobre um rapto e, à medida que a trama se desenvolve, vai tendo uns contornos imprevisíveis. Até que Sejas Minha de Samantha Hayes explora a obsessão pela maternidade. Que história... 

Quando me lembro de Presa e Predador, penso no bullying que a filha da protagonista sofria na escola e na provação a que ela e a mãe são sujeitas, tornando a trama um jogo de caça ao rato.

Desaparecida de Katy Gardner não é um livro muito falado e tenho pena pois gostei imenso desta história. O desaparecimento de uma criança abre as portas para uma realidade bem mais aterradora.

Para finalizar, porque não ler Doce Tortura? Dissecar as fobias de uma personagem tão peculiar como é Anna naquela casa tão sombria foi fascinante. Gostei tanto do título que fui imediatamente comprar a outra obra da autora, Não Há Bela Sem Senão, para degustar um dia destes...

Na calha ainda tenho mais alguns livros do género que quero desesperadamente ler e, quiçá, daqui a uns tempos não reformular o meu top.

E vocês? Que thrillers psicológicos recomendam?

Não percam a continuação deste Especial Thrillers Psicológicos, amanhã, no blogue O Diário da Chris. Estou curiosa em ver as suas sugestões. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Daniel Silva - A Viúva Negra [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: Março 2017

               Titulo Original: The Black Widow
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 508
               ISBN: 9788491391098

Sinopse: A história passa-se na atualidade – entre Paris e Washington, passando por Santorini e o Califado do Estado Islâmico – em cenários trabalhados, mas completamente credíveis.
Gabriel Allon, um dos melhores restauradores de arte do mundo, é também um espião que trabalha para os serviços secretos israelitas – um excelente assassino silencioso, com uma grande equipa atrás dele.
Intrigas, terroristas e mercenários, serviços de inteligência confrontados entre si, vingança entre governos, agentes duplos e triplos… um mundo atual, que realmente poderia ser nosso!

Sobre o autor: Daniel Silva, americano luso-descendente, é mundialmente reconhecido pelos vários romances de espionagem de que é autor.
Os seus títulos são bestsellers e estão frequentemente no topo da lista de ficção do New York Times. Alguns deles já foram adaptados para a televisão e até a Universal Pictures comprou já direitos sobre as  suas obras.
Desde que lançou a sua primeira obra em 1996 – O Espião Improvável – , nunca mais parou, tendo até à data lançado mais de quinze títulos, publicados em mais de trinta países.
O autor traz-nos agora A Viúva Negra, um livro de espionagem emocionante e actual, um thriller fascinante de uma chocante presciência. Esta história é uma viagem ponderada até ao novo coração das trevas, que perseguirá os leitores muito depois de terem virado a última página.
Uma teia de enganos, com líderes e personagens inventadas, mas que, sem dúvida, nos recordam o que é a realidade actual.

Imprensa
«Se ainda não é um fã de Silva e do seu herói Allon, está a perder uma das melhores sagas da literatura moderna.»
Huffington Post

«Allon é o James Bond do século XXI, elegantemente pacato, subtil e bem-informado.»
Daily Mail

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