quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Anna Snoekstra - A Única Filha [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Outubro 2017

               Titulo Original: The Only Daughter
               Preço com IVA: 16,59€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789898869401

Sinopse: 2003. Uma adolescente desaparece.
Rebecca Winter é uma rapariga de 16 anos que desfruta tranquilamente as suas férias de verão quando coisas estranhas começam a acontecer ao seu redor: encontra sangue na cama, apercebe-se de um vulto no quarto e sente-se constantemente observada.
Um dia, Rebecca desaparece sem deixar rasto.
Onze anos depois, alguém assume a sua vida.
Em 2014, para evitar ser presa, uma mulher muito parecida com Rebecca faz-se passar por ela, conseguindo convencer toda a gente.
Retoma, assim, a vida de Rebecca, mas rapidamente se apercebe de que a família e os amigos da rapariga desaparecida não são quem parecem ser. E torna-se óbvio para ela que a pessoa responsável pelo desaparecimento de Rebecca ainda está à solta e que a sua vida corre perigo.
Conseguirá a impostora descobrir a verdade por detrás do passado de Rebecca e fugir ao mesmo trágico destino?

Sobre a autora: Anna Snoekstra nasceu em Camberra, na Austrália, em 1988. Estudou Escrita Criativa e Cinema na Universidade de Melbourne,
frequentando posteriormente o curso de Guionismo no Instituto Real de Tecnologia de Melbourne.
Após concluir o ensino superior, Anna Snoekstra começou a escrever guiões para filmes independentes e para peças de teatro, tendo escrito também uma série de contos que foram publicados e premiados.
A Única Filha é o seu primeiro romance, que já foi publicado em mais de dez países.
Atualmente, vive com o marido e o seu gato, dedicando-se à escrita a tempo inteiro.


Hakan Nesser - A Próxima Vítima [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Outubro 2017

               Titulo Original: Borkmanns punkt
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 304
               ISBN: 9789898869449

Sinopse: Kaalbringen. Uma pequena cidade costeira na Suécia. Toda a gente se conhece. Toda a gente confia no seu vizinho. À noite, ninguém fecha a porta de casa. Até que surgem, em rápida sucessão, dois cadáveres. Ambos os homens foram assassinados.
Ambos foram, ao que parece, atacados com a mesma arma: um machado. A polícia local está desesperada.
O inspetor Van Veeteren é chamado ao local, mas nem ele consegue uma solução imediata para o problema. O assassino, aparentemente, não cometeu erros. Quando um terceiro cadáver surge, todos redobram esforços, mas a informação disponível é praticamente nula. Van Veeteren e a polícia não sabem o que fazer. Já seguiram todas as ideias e investigaram todas as pistas, mesmo as mais vagas.
Apenas quando uma das agentes da polícia local desaparece, sem deixar rasto, é que Van Veeteren percebe que o assassino está a
jogar um jogo. E que ele é o seu adversário.
Sem pistas, sem suspeitos, sem solução à vista.
Quem será a próxima vítima?

Sobre o autor: Håkan Nesser é um escritor sueco, autor de mais de 20 livros, sobretudo policiais, já traduzidos para 20 línguas.
A sua obra tem sido galardoada com vários prémios, entre os quais o Ripper (Melhor Ficção Policial Europeia), o Prémio da Academia Sueca de Literatura Policial e ainda o prémio Glass Key (Melhor Romance Policial da Escandinávia).

Anteriormente publicado
Opinião AQUI










Pierre Lemaitre - A Cicatriz do Mal [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 4 Outubro 2017

               Titulo Original: Camille
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789897243844

Temos boas e más notícias para os leitores portugueses. Camille Verhoeven está de regresso às livrarias nacionais mas A Cicatriz do Mal é o último livro da trilogia protagonizada pelo célebre comandante Verhoeven criado por Pierre Lemaitre. 
Verhoeven é uma personagem inesquecível, que se dá a conhecer ainda mais profundamente neste livro. Bom amigo, bom polícia, de convicções fortes e incomparável capacidade de argumentação, Verhoeven vai certamente deixar saudades.
Neste livro, como sempre acontece com Pierre Lemaitre, temos a impressão de se tratar de uma narrativa clássica, numa abordagem literária ao mais alto nível. E a verdade é que A Cicatriz do Mal revela um escritor na plena posse das suas qualidades estilísticas.

Sinopse: Galerie Monier, Paris. Uma mulher é apanhada de surpresa por três homens armados que assaltam uma joalharia em plena galeria de lojas dos Campos Elísios. A mulher chama-se Anne Forestier. Trata-se nada mais nada menos do que a companheira do comissário Camille Verhœven, responsável pela Brigada Criminal. Fazendo tábua rasa da lei e correndo o risco de perder o posto de trabalho, o comissário esconde dos demais polícias o facto de conhecer Anne e toma a investigação a seu cargo. É o primeiro passo de uma manipulação orquestrada por um assassino vingativo. 
Na realidade, quem dá caça a quem? E quem é a verdadeira presa?
Gravemente ferida e coberta de cicatrizes, Anne fica internada no hospital, até que Camille a esconde na casa isolada que herdou da mãe. Perseguida por um dos atacantes, esta misteriosa mulher manterá o comissário na corda bamba, tanto a nível pessoal como profissional. 
Digno herdeiro de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, com uma costela de Philip Marlowe, o comandante é um mestre na arte de bem investigar, mas este caso revela-se uma manipulação com requintes de vingança pessoal.
Como habitualmente acontece na escrita de Lemaitre, as aparências enganam, e Camille acabará por compreender que é vítima de uma intriga que remonta ao passado, vendo-se obrigado a recorrer a todos os expedientes e mais algum para descobrir o responsável, bem como as razões que motivam o enigmático assassino.

Sobre o autor: Pierre Lemaitre nasceu em Paris, em 1951. Deu aulas de Literatura francesa e americana durante vários anos e atualmente dedica-se à escrita e ao teatro.
Os cinco thrillers que escreveu, premiados pela crítica e aplaudidos pelos leitores, fizeram dele um dos grandes nomes das letras francesas e granjearam-lhe o reconhecimento internacional.
A trilogia do comandante Camille Verhoeven recebeu, entre outros, os prémios Dagger, Prix du Premier Roman Policier de Cognac, the Prix du Meilleur Polar Francophone e Melhor Romance Policial Europeu. Até nos vermos lá em cima, a sua primeira incursão fora do romance «negro», foi galardoado com o Prémio Goncourt de 2013, o Prix du roman France Télévision, o Prix des lycéens en toutes lettres, o Prix des librairies Nancy/Le Point e o Prix littéraire de la ville de Brignoles.
As suas obras estão traduzidas em trinta línguas, e várias foram adaptados ao cinema e ao teatro.

Imprensa
«Lemaitre eleva o género negro a um nível que raramente se encontra: o lugar onde mora a literatura.» 
Le Figaro Magazine

«Um excelente escritor de livros de suspense.» 
Stephen King

«Uma trama que proporciona o melhor de Lemaitre: qualidade literária, ritmo, controlo da narrativa e uma personagem distinta, por vezes enternecedora e sempre tocante.» 
El País

«Lemaitre é um autor imprescindível no panorama literário atual. […] A cicatriz do mal é um romance de ação vibrante, visualmente perfeito.» 
El Periódico de Catalunya

«Lemaitre sabe renovar-se constantemente, surpreender a cada romance, e isso torna a verificar-se nesta obra, construída graças a uma maquinaria perfeita, com desenvolvimentos imprevisíveis. Decididamente, estamos perante um verdadeiro escritor.» 
L’Humanité

«Fascínio e medo. Uma arte maior.» 
Avantages


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Stephen King - O Retrato de Rose Madder [Opinião]


Sinopse: Ao fim de 14 anos de um casamento terrível Rose Daniels resolve fugir de casa. Refugia-se numa pequena cidade mas continua a viver aterrorizada com a possibilidade do marido a encontrar, pois é um investigador persistente além de ter uma louca obsessão por Rose, tornando-o um monstro de crueldade quase mítico. Para escapar a esse poder quase mítico Rose terá de compactuar e transformar-se numa mulher que nunca desejou ser: Rose Madder.

Opinião: Nos dias que antecederam a estreia de It em Portugal, sentia-me empolgada, quase sedenta por Stephen King. Impossibilitada de ler o livro que deu origem ao filme (está em processo de tradução. Verovsky, por favor, aguarda) optei por este, O Retrato de Rose Madder, um livro que tinha na estante a aguardar leitura já há 5 anos.
Para ser sincera, nem sei se gostei desta obra. Ora vejamos:

Numa primeira análise, encontrei algumas semelhanças com a história do filme Dormindo com o Inimigo. A cena inicial é bastante intensa e fez-me compreender que Norman Daniels, o marido de Rosie, era ainda mais violento do que o marido de Julia Roberts no filme. Ele é polícia/detective, o que pode ser eventualmente intimidante na medida em que exerce funções de autoridade.
Norman submeteu a mulher às maiores atrocidades, agredindo-a com grande violência e violando-a. As páginas iniciais são aterradoras e chocaram-me muito pois retratam um episódio em particular, bastante angustiante.
Curiosamente, numa situação de dimensão inferior a esta, Rosie decide fugir do marido e instala-se numa nova cidade. Aí, compra um quadro e sente uma estranha ligação com ele.

Antes de mais, gostei de ver mencionado o Paul Sheldon e os seus romances protagonizados por Misery, livros apreciados por Rosie. Norman considera que estes livros são fúteis. 
Percebo que os livros de King sejam bastante complexos e introduzam personagens ou elementos de obras passadas, como foi o caso.

Estava a gostar bastante desta trama e, inicialmente, pensei que este enredo de King diferia dos demais por ser isento de elementos sobrenaturais. A meio da trama apercebi-me que me enganara redondamente. A componente sobrenatural de O Retrato de Rose Madder tem contornos bastante semelhantes com a trama de 22/11/63. Apesar dos eventuais clichés, talvez tivesse apreciado mais a obra se a mesma se passasse inteiramente no mundo real. Afinal de contas, eu sou péssima para ler entrelinhas e interpretar metáforas e alegorias. Gosto da escrita o mais objectiva quanto possível.

O excerto dito sobrenatural terminou e a trama focou-se novamente em Norman, cada vez mais perto de Rosie e eu aguardava com grande ansiedade o confronto entre o malévolo detective e a destemida esposa quando, uma vez mais, Stephen King tirou-me o chão e projectou este episódio, novamente, no outro mundo que não o real. Talvez eu esteja a desvendar demasiado mas é a única forma de expressar o quão me desagradou a componente sobrenatural deste livro.

Compreendo que, caso não houvesse este ingrediente, a trama poderia facilmente cair nas frequentes histórias de violência doméstica mas há que ter em atenção que estamos perante um livro de Stephen King, exímio no género de terror. Ele teria que trazer algo de diferente à história.
Além disso, creio que o vilão é verdadeiramente arrepiante. Atrevo-me a dizer que deste livro retenho o vilão. O Norman tornar-se-á memorável por ser dos psicopatas mais astutos e sádicos que vi dentro deste género de trama de violência doméstica.

Avaliando o livro como um todo, para mim, será uma tarefa árdua. Adorei a caracterização do antagonista, as várias cenas descritas na sua perspectiva e o aparente rumo da trama. 
Contém uma importante moral sobre coragem e superação. Um verdadeiro exemplo para as mulheres vítimas deste flagelo.
Contudo, devo confessar que me desagradou a componente sobrenatural. Dada a fama do autor, pessoalmente considerei O Retrato de Rose Madder como um dos menos assustadores que li de King. Com excepção da caracterização de Norman, o elemento da história que me pareceu mais tenebroso.

Não destrona as minhas obras favoritas do autor que, até ao momento, são Carrie, Misery e alguns contos. Continuarei a ler mais umas obras do autor a fim de mergulhar neste universo tão fascinante de Stephen King.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Ali Land - Menina Boa Menina Má [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 20 Setembro 2017

               Titulo Original: Good Me, Bad Me
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 384
               ISBN: 9789896652951

Sinopse: Quando Annie, 15 anos, entrega a sua mãe à polícia, espera um novo começo de vida - mas será que podemos realmente escapar ao nosso passado? A mãe de Annie é uma assassina em série. Annie ama a sua mãe, mas a única maneira que tem de a fazer parar é entregá-la à polícia. Com uma nova família de acolhimento e um novo nome - Milly -, espera um novo começo. Agora pode ser quem quer. Mas, com o julgamento da mãe à porta, os segredos do passado de Milly não vão deixá-la dormir… Quando a tensão sobe, Milly vai ter de decidir: será uma menina boa? Ou uma menina má? Porque a mãe de Milly é uma assassina em série. E ela é sangue do seu sangue.

Sobre a autora: Depois de se licenciar em Saúde Mental, Ali Land passou uma década a trabalhar como enfermeira especializada em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes em hospitais e escolas no Reino Unido e na Austrália. Ali é, actualmente, uma escritora a full time e vive na parte ocidental de Londres.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

C.L. Taylor - Em Fuga [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Em Fuga é o primeiro livro de C.L. Taylor publicado por cá. Um thriller psicológico muito interessante que me prendeu quase de imediato. No primeiro momento de leitura, li praticamente 100 páginas e imperava a vontade de continuar.

Numa primeira análise, o que mais me intrigou na história foi a chantagem de Paula a uma mulher sem que, aparentemente, nada as ligasse. A vítima é Jo, uma mulher casada com uma filha pequena de dois anos e que possui uma particularidade. 
Mais uma vez, o estigma da saúde mental acaba por determinar o juízo que fazemos de uma dada personagem e Jo sofre de agorafobia. Aliada à fobia, tem constantes ataques de pânico, alturas em que demonstra alguns devaneios. Portanto, a minha percepção (note-se, muito pessoal) é que esta personagem é algo duvidosa. Ao longo das várias páginas, nunca consegui confiar nela e houve um momento em concreto em que esta minha sensação se intensificou. Omito, obviamente, o acontecimento em causa mas, relacionado com a criança de apenas dois anos, chocou-me muito. 

Creio que, e pegando na personagem da pequena Elise, esta dá um impacto maior à estrutura familiar de Jo. A minha dúvida, além da inquietação perante os estranhos comportamentos de Jo, prendiam-se com a relação desta com a filha. Questionava-me com frequência se esta seria boa mãe e pus-me na pele da personagem. Definitivamente não tomaria grande parte daquelas decisões. 
Portanto a criança surge na trama para intensificar o suspense, a meu ver. 
O outro ponto de grande mistério foi, a meu ver, a forma como a chantagista pode não ser a vilã da história, colocando-nos a nós, leitores, na incerteza sobre quem, afinal, poderá ser o verdadeiro antagonista e porque razão.

Uma das temáticas que mais gosto de ver exploradas no subgénero de thriller psicológico é, sem dúvida, a exploração da relação entre o casal. Temo que, numa interacção tão íntima, haja a possibilidade de um dos elementos boicotar a relação para prejudicar o outro. De forma intencional, claro.
Esta componente é bem jogada com a chantagem e, ao longo de grande parte da acção, não sabia como ligar os dois acontecimentos. O que me leva a escrever sobre o ponto que, na minha opinião, foi o menos positivo. Creio que a chave do mistério é resolvida muito antes do clímax e, muito sinceramente, pensei que toda aquela perseguição da Paula se devesse a um motivo mais rebuscado. A partir desse momento, a meu ver, a trama tornou-se um pouco previsível. O desfecho foi, na minha opinião, pouco intenso e sem grandes surpresas, não obstante congratular a autora pela escolha do cenário onde se dá o confronto final.
Talvez o ponto mais interessante se tenha repetido no epílogo, altura em que, claramente, se aplica o ditado "cá se fazem, cá se pagam". Confesso que esbocei um sorriso na frase final.

Em suma, Em Fuga é um livro de rápida leitura, bastante empolgante, embora peque pela eventual previsibilidade a um dado ponto. Confesso que senti falta do último twist que me deixasse boquiaberta.
Ainda assim, um thriller psicológico bem conseguido alicerçado, uma vez mais, num núcleo familiar que, não diria totalmente disfuncional, mas com algumas lacunas. Fiquei, pessoalmente, curiosa em ler mais trabalhos da autora.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Jane Corry - A Mulher do Meu Marido [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 20 Setembro 2017

               Titulo Original: My Husband's Wife
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 464
               ISBN: 9789896579531

Sinopse: Lily é advogada e, quando casa com Ed, está decidida a recomeçar do zero. A deixar para trás os segredos do passado. Mas quando aceita o seu primeiro caso criminal, começa a sentir-se estranhamente atraída pelo cliente.
Um homem acusado de assassínio. Um homem pelo qual estará em breve disposta a arriscar tudo. Mas será ele inocente? E quem é ela para julgar?
Mas Lily não é a única a ter segredos. A sua pequena vizinha Carla só tem nove anos, mas já percebeu que os segredos são coisas poderosas, para obter o que deseja.
Quando Lily encontra Carla à sua porta dezasseis anos depois, uma cadeia de acontecimentos é posta em marcha e só pode acabar de uma forma... a pior que Lily podia imaginar. 

Sobre a autora: É escritora, jornalista e professora de escrita criativa. Ao fim de três anos a trabalhar numa prisão de alta segurança para homens, decidiu escrever o seu primeiro thriller.
A Mulher do Meu Marido inspira-se em algumas das suas experiências durante este período.

Imprensa
«Este romance é tão provocante como o seu título.»
Washington Post

«Uma estreia brilhante. Este thriller psicológico tem surpresas até ao fim.»
Publishers Weekly

«As mentiras multiplicam-se, minando relacionamentos íntimos neste thriller psicológico.»
Booklist

«Se gostaram de Em Parte Incerta e do Talentoso Mr. Ripley, vão adorar A Mulher do Meu Marido. O triunvirato do thriller: amor, casamento e assassínio.»
Parade 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Dot Hutchison - O Jardim das Borboletas [Opinião]

Sinopse: AQUI 

Opinião: A minha análise mais imediata a este livro prende-se com algumas semelhanças com outra obra que li, não publicada em Portugal, denominada The Girl Before e escrita por Rena Olsen. E vou, sucintamente, mencionar as duas maiores razões que justifiquem esta minha percepção:

a) a história:
Falamos de uma trama que, sem querendo desvendar demasiado, se debruça sobre um grupo de raparigas que terão sido raptadas e colocadas num espaço confinado. É igualmente dada uma nova identidade às vítimas, que são torturadas e violadas.
Porém, este título destaca-se por o cenário ser equiparado a um jardim e o proprietário, um homem a quem é atribuído o nome de Jardineiro, submeter as mulheres a um extenso processo de tatuagem nas costas a fim de se parecerem com borboletas. Insistindo que estas têm um reduzido tempo de vida, o leitor fica apoquentado com o destino das mulheres. E não se esqueçam, leitores, de como são tratados os insectos por um coleccionador entomológico. O objectivo deste é sempre a conservação post mortem...

b) a estrutura da narrativa:
A história é narrada através de depoimentos de uma das raparigas que saiu do Jardim (embora como não se saiba logo, ao contrário de The Girl Before).
Esta, denominada no Jardim como Maya, relata várias situações que experienciou no local, com grande ênfase na interacção com as restantes "borboletas" e com o Jardineiro que as submete a várias atrocidades.
Note-se que, na minha opinião, a estrutura desta forma, em testemunho, permite ao leitor acompanhar com mais realismo o sofrimento da protagonista.

Posto isto, creio que se não tivesse lido The Girl Before, teria ficado mais impressionada. 
À parte de pensar nas várias coincidências entre as obras, sem dúvida que esta história acaba por ser mais original. Senti que a trama era pejada de contornos perturbadores na medida em que as raparigas eram vistas como borboletas. Questionei a mim própria, várias vezes, qual seria a mente que desenharia um vilão com uma mente tão retorcida a este ponto. 

De salientar que, exceptuando os procedimentos alusivos à "transformação" das raparigas, não considerei a trama surpreendente. Na minha opinião, o maior elemento de suspense pendia sobre uma questão: Como é que Maya teria escapado? e o interesse da obra reside na sensação de choque e perturbação que se entranhou em mim. Confesso que senti falta dos vários twists característicos do género de thriller.

Não é muito usual a abordagem à terminologia científica das espécies mas pessoalmente gostei das indicações sobre as várias borboletas (sou da área de Ciências, com grande afinidade para Biologia e tive curiosidade em procurá-las na internet). Não sou obcecada por estes insectos, não como o Jardineiro, mas é consensual achar que estes são animais muito bonitos.

O Jardim das Borboletas é um thriller interessante, pelas razões que mencionei, não obstante considerar que a semelhança entre este e a outra obra, me coibiu de me entrosar mais a este título. 
É parco em volte-faces mas repleto de elementos que horrorizam sendo, por isso, uma história forte e que, eventualmente, poderá chocar o leitor.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Especial MOTELx 2017: Better Watch Out de Chris Peckover


Sinopse: Luke é um rapaz como muitos outros, com uma família suburbana atenciosa. É a altura do Natal e os seus pais vão jantar fora, deixando o rapaz de 12 anos ao cargo da babysitter Ashley que, por acaso, também é a rapariga por quem tem uma grande paixão. Enquanto Luke a tenta impressionar, ambos apercebem-se rapidamente de que um estranho se está a meter com eles. Fechados em casa sem forma de comunicar com o mundo exterior, e forçados a jogar ao gato e ao rato, esta vai ser uma autêntica luta pela sobrevivência... ou será que é algo ainda mais sinistro? Com claras referências ao “Home Alone”, “Better Watch Out” pega no conceito do clássico dos anos 1990 e faz dele uma inteligente comédia negra, onde o Natal se transforma em plano de fundo para uma história sangrenta de home invasion.

Opinião: Um filme surpreendente que parece apostado em acabar com o espírito natalício que ainda resta.
A premissa desta comédia negra poderia perfeitamente ser: "E se Sozinho em Casa tivesse sido realizado por Wes Craven, por Tobe Hooper ou mesmo por Rob Zombie?"

Quando começamos a ver Better Watch Out vamos com a expectativa de ver algo relacionado com a subtrama "Home Invasion" e por alguns momentos, parece que a acção vai nesse sentido. Contudo, vemo-nos perante um "volte face" algo inesperado e a narrativa passa a seguir uma linha completamente diferente.

É óbvia a inspiração deste filme no franchise familiar "Sozinho em Casa" que imortalizou Macaulay Culkin no papel do engenhoso Kevin McCallister. Todavia Better Watch Out não é um filme que mereça, de forma alguma, a classificação de "Maiores de 6", nem tampouco "Maiores de 12".

De realçar a magistral interpretação do jovem actor australiano Levi Miller que tinha apenas 14 anos aquando do lançamento desta obra.

Uma vez mais é um filme surpreendente, provocador e que poderá até perturbar alguns espectadores mais sensíveis.


Especial MOTELx 2017: The Bad Batch de Ana Lily Amirpour


Sinopse: A jovem Arlen é abandonada numa zona árida do Texas separada da civilização por uma barreira. Enquanto se tenta orientar por entre a paisagem implacável, é capturada por um grupo de canibais selvagens liderados pelo misterioso Miami Man. Com a vida em risco, ela decide fugir ao encontro de um homem a quem chamam O Sonho. Enquanto se adapta à vida no seio da Má Fornada, Arlen descobre que ser-se bom ou mau depende essencialmente de quem se encontra ao nosso lado. Depois de ter chamado a atenção com o western spaghetti vampírico “A Girl Walks Home Alone at Night”, a realizadora Ana Lily Amirpur oferece-nos agora esta ‘odisseia pop pós-apocalíptica’ que conta com nomes de peso no elenco como Keanu Reeves, Jim Carrey, Jason Momoa ou Diego Luna.

Opinião: Passado algures na fronteira entre o México e o Texas, num futuro pós-apocalíptico, acompanhamos o percurso errático de Arlen, desde uma comunidade de canibais, até uma pequena vila-refúgio que, aparentemente, se apresenta como um pequeno paraíso no meio daquela paisagem inóspita e que é gerida pelo enigmático The Dream.

O filme começa bem com algumas cenas mais fortes a fazer lembrar títulos de culto como Hostel ou Guinea Pig. Contudo, com o passar do tempo, a trama começa a arrastar-se de forma penosa.

Um dos pontos negativos vai para a falta de empatia da protagonista que, claramente, não sabe o que quer, limitando-se a andar para trás e para a frente, entre o deserto e a vila-refúgio, oscilando entre a auto-comiseração e o desprezo por tudo o que a rodeia.

Penosas também as interpretações de Keanu Reeves e Jim Carrey, claramente já no ocaso das respectivas carreiras. Mais coerente e consistente acaba por ser a interpretação de Jason Momoa, em linha com outras actuações do mesmo actor.

Em suma, um filme que começa bem, mas que acaba por se arrastar durante quase duas horas para, no fim, ficarmos com a sensação de que o mesmo foi completamente "pointless".