segunda-feira, 18 de julho de 2011

Lars Kepler - O Executor [Opinião]

Dadas as expectativas bem altas que criei pelo fenómeno Lars Kepler (O Hipnotista foi um dos melhores lidos em 2010, como podem ver aqui) não hesitei em passar a leitura d´O Executor como prioritária. O livro integra a colecção da Porto Editora dedicada exclusivamente à literatura thriller/policial, denominada Alta Tensão.

O livro começa com uma morte de uma jovem, bastante misteriosa uma vez que apenas os seus pulmões estavam cheios de água do mar, sugerindo um afogamento. Um dia depois morre Carl Palmcrona, director-geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa da Suécia, enforcado em casa. Estarão estas duas mortes relacionadas?

Mais uma vez a dupla cria um enredo completamente alucinante. Sem qualquer momento morto, a narrativa basicamente compõe-se pela descoberta de pistas que conduzem ainda a outras pistas, completamente inesperadas, por parte de Jonna Linna (e eventualmente Saga Bauer, a ex pugilista que actualmente integra a equipa dos serviços secretos). Esta primeira personagem é a única que é comum ao Hipnotista e ao Executor. Ainda assim, as histórias são completamente independentes, podendo o leitor optar por ler este livro ao invés do primeiro. Mas entre os dois livros, foi definitivamente o Hipnotista que me cativou...

Sim, este livro tem muita acção, suspense, adrenalina, momentos eróticos bem intensos, mas a trama conduz a vários conflitos políticos e sociais, relembrando que a corrupção pode efectivamente emergir nos países nórdicos. É neste ponto que a acção se distancia mais do Hipnotista, mais focado em patologias humanas, em psicologia e na terapia da hipnose. São portanto duas linhas de acção bastante diferentes mas que originaram histórias quase igualmente viciantes!

Apenas duas vulnerabilidades que encontrei no próprio enredo: achei que para dois crimes que terão ocorrido quase como simultaneamente, foi demasiado explorado o homicídio da jovem Viola face à morte de Palmcrona, dado o estatuto deste no país. Penso que as duas acções que decorriam em simultâneo (perseguição do executor vs investigação do Joona Linna) podiam ter sido exploradas com um intervalo menor entre capítulos logo no início da narrativa. Naturalmente tal acaba por acontecer, mas numa fase mais tardia do livro. No entanto, gostei da estrutura do livro: capítulos curtos e com o título referente ao conteúdo de cada capítulo, agilizando bastante a acção.
Peculiar a forma como Lars Kepler termina o livro, especializando um capítulo para cada personagem e desta forma, dissertar sobre os destinos dos protagonistas, terminada a acção.

Jonna Linna, o comissário da polícia, é fantástico. Além de ser atraente, é extremamente inteligente, aquele protótipo de homem pelo qual o sexo feminino se sente atraída... Neste livro é explorado um lado mais íntimo da vida de Joona, pelo que devo confessar, senti uma empatia maior n´O Executor do que no Hipnotista.
Apenas não gostei do desfecho do comissário, mas penso que deixa em aberto o seu destino, a ser retomado talvez no próximo livro de Lars Kepler.
As restantes personagens não deixam de mostrar o seu fascínio e complexidade. Associado a alguns intervenientes da história, é deixado o seu passado em background, com relatos do seu passado incorporados na corrente narrativa, como se reflexões por parte das personagens se tratasse.

Um livro entusiasmante, de tirar o fôlego que resulta numa história muitíssimo bem conseguida e que recomendo sem qualquer reserva!


14 comentários:

  1. Ola Vera, com esta tua opinião sobre o Execture fiquei ainda com mais vontade de o começar a ler.
    Só que devia alguns problemas so vou conseguir o ler para o próximo mes ='(, não sem se vou aguentar até la.

    Beijo
    Ricardo

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  2. Ricardo a sério? :( Até lá o que vais ler? Vai dando feedbacks se escolheres um policial (já penso em compras futuras eheheh)

    Beijinho, boas leituras :))

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  3. Vera, até lá pedi emprestado a um colega de trabalho "A Conspiração" de Dan Brown, para não estar este tempo todo sem ler.
    Ainda dava em doido se nao pega-se em algum livro durante este tempo todo XD

    Beijo =D

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  4. Ehehe ainda bem! Do Dan Brown li o Código Da Vinci, mas tenho cá esse e os Anjos e Demónios, ainda por ler. Gosto de coisas + sangrentas eheheh Vou dando uma olhada no teu blog para saber feedbacks desse livro ;)

    Beijoca

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  5. Eu ja li o "Anjos e Demonios" este ate foi o meu primeiro livro, e gostei do mistério que todo o livro têm.

    Olha Vera, Gostarias de fazer uma parceria comigo, eu coloca um link no meu blog direccionado para o teu e tu vice-versa?

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  6. Sim, dá para fazer uma lista de blogs amigos, vou actualizar isto e incluo lá o teu ;) Uma outra forma de "expansionares" publicidade é através do Facebook

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  7. Excelente opinião!!! Fiquei desejosa de ler ambos os livros destes autores :)

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  8. Já o tenho mas ñ faço ideia p qdo será a leitura!?...
    Parece-me q 'O Hipnotista' te arrebatou mais...
    Eu cm ainda ñ o li acabo por ñ poder fazer comparações, e pelo q descreve a tua opinião, acho q vou ficar completamente rendida a este.

    Bjinhu***

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  9. Martinha,vais gostar :D tanto deste como do Hipnotista :D Leituras completamente viciantes :))

    Beijinho grande

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  10. Olá Vera
    Estou a ler este livro e estou a gostar muito. Acho que é o primeiro policial que leio e ainda bem que comecei com Lars Kepler pois estou a gostar bastante do género.
    Beijinhos.
    Boa leitura!;)

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  11. Boa noite
    Li os três livros. Gostei muito dos do Executor e também do Hipnotista. Têm um bom ritmo e dá vontade de não parar de os ler até ao fim. Já a Vidente não me conquistou.....
    Boas leituras
    Carlos

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    1. A sério Carlos? Eu gostei de todos! Pronto vá achei o Executor menos bom. Mas lá está, são gostos ;) Adoro policiais nórdicos ;)

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  12. Olá
    Acabei de ler o hipnotista e gostaria de saber se faz alguma diferença ler outro livro desta serie sem ser por ordem (comprei o Stalker).

    Adoro o blog
    Ana.

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    1. Olá Ana! Obrigada pelo elogio ;) O Stalker é muito fixe mas pega em acontecimentos da vida do Joona Linna que vêm do livro anterior, O Homem da Areia. O caso, no entanto, é independente.

      Um beijinho e boas leituras

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