segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mary Higgins Clark - O Luar Fica-te Bem [Opinião]

Sinopse: No centro da acção está Maggie Holloway, uma bela jovem independente, fotógrafa de sucesso, que um dia encontra por acaso a madrasta de quem se encontrava há muito afastada  e de quem conserva as melhores recordações de infância . Nuala Moore fica igualmente encantada por reencontrar Maggie e as duas preparam-se para recuperar o tempo perdido.
Mas Nuala morre de repente, aparentemente vítima de assalto.
Maggie fica desesperada e resolve investigar a morte de Nuala, o que a leva a um luxuoso lar de terceira idade onde se encontram as melhores amigas de Nuala que também começam a morrer em circunstâncias misteriosas.
O que Maggie ainda desconhece é que, também ela, se tornou um alvo para o assassino e que, à medida que vai encontrando pistas,também se vai aproximando de um destino terrível e inimaginável.

Opinião: Mary Higgins Clark é já uma autora bem conhecida e recorrente na minha estante. Colecciono os seus livros e até hoje, dos que já li, nenhum me desiludiu. 
Em particular este O Luar Fica-te Bem destacou-se como um dos meus preferidos da autora. E porquê? Porque os elementos fulcrais da história são caixões vitorianos. Um pouco mórbido, não? Mas é verdade, a autora desenvolve uma história que assenta muito neste elemento.

A trama inicia-se com o que aconteceu a Maggie no dia 8 de Outubro, deixando o leitor bastante intrigado e diria chocado. 
A meu ver, o prólogo apesar de desvendar antecipadamente a situação de Maggie, induz e intensifica a vontade para ler a trama. A acção recua até 27 de Setembro onde são apresentadas várias personagens, sendo esse o ponto menos positivo. A autora habituou-nos a um timing de apresentação de personagens que não foi seguido em O Luar Fica-te Bem. Devido à quantidade e à necessidade de aprofundamento das personagens, o início da trama é um pouco lento e explora essencialmente as relações das personagens, debruçando-se além da protagonista Maggie, sobre algumas dinâmicas de casais e outros com papel mais individual.
Claramente destaca-se a relação de Maggie com Nuala. Embora desprovida de consanguinidade, é uma relação bastante maternal e ternurenta, contribuindo para a empatia e posteriormente compaixão na altura da morte de Nuala.

Um dos clichés de MHC é a forma como ela introduz o romance na trama. Neste caso também o há, embora  inicialmente com contornos dúbios que evolui quase como às apalpadelas. Nesse prisma achei um pouco forçado o relacionamento amoroso entre a protagonista e um outro personagem, embora caia sempre bem uma pitada de romantismo num romance policial e em especial este, que como já referi no início, até é um pouco mórbido.
Muitas personagens decretadas como suspeitas, e neste livro há imensas também devido ao que afirmei anteriormente. Todos os intervenientes da narrativa têm um motivo, nem que seja dissimulado para ter morto Nuala e posteriormente outras senhoras idosas.

A minha maior crítica vai também para o final, que na minha opinião, poderia fundamentar melhor as motivações do assassino. A autora optou por enfatizar mais o happy ending de Maggie.
Ainda assim, a trama configura-se bastante original, e devo confessar que muito me fascinou aquele ambiente de recriação vitoriana (embora ajustando-se a costumes de cariz fúnebre). Mais um excelente mistério daquela que é a rainha do crime, Mary Higgins Clark. Até ao próximo livro, em breve!


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