sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A Estante está mais cheia [Outubro]


Mais um mês que chega ao fim e com ele, mais uns livros novos na estante.
A 5ª Vaga foi oferecido por uma amiga (obrigada Neuza!) e A Gárgula foi uma oferta de um feirante da Feira da Ladra. Nesse dia comprei Priest a 1€ na Feira do Chiado! Sangue Impetuoso foi 4.95 com a promoção da revista TvMais e TeleNovelas.
Os restantes livros foram cedidos pelas editoras parceiras, a quem endereço desde já, o meu muito obrigada!
Dest selecção li Uma Escolha Imperfeita, A Mulher Má, Um Caso de Espíritos (com opinião já no blogue). Espero tecer algumas considerações sobre Surpreende-me e Um Dó Li Tá no fim de semana.

Lars Kepler - O Homem da Areia [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 10 Novembro 2014

               Titulo Original: Sandmannen
               Tradução: Ana Diniz
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 504
               ISBN: 9789720047076

A Porto Editora publica, no dia 10 de novembro, O Homem da Areia, um novo e emocionante policial da dupla Lars Kepler. Tendo já alcançado um tremendo sucesso internacional, O Homem da Areia é o quarto livro da série protagonizada pelo comissário Joona Linna, que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares em todo o mundo.
Para além dos leitores, também a crítica internacional se tem rendido
a este livro. O jornal The Sunday Times escreveu recentemente que «os enredos dos Kepler são sempre surpreendentes, mas O Homem da Areia é um dos policiais mais arrepiantes do ano».

Sinopse: Jurek Walter é um dos assassinos em série mais perigosos e mortais do mundo, um psicopata tão sinistro e tão inteligente como Hannibal Lector. Embora esteja há mais de uma década encarcerado na ala psiquiátrica de um hospital de alta segurança, a Polícia jamais conseguiu desvendar os seus crimes e descobrir o paradeiro das suas inúmeras vítimas. No entanto, quando o jovem Mikael Kohler-Frost, supostamente morto há mais de sete anos, é encontrado a vaguear numa ponte ferroviária, hipotérmico e às portas da morte, o comissário Joona Linna vê-se obrigado a reabrir o caso e a aproximar-se do homem que o privou da sua família, o homem que, mais do que tudo, o deseja morto.
À medida que as investigações avançam, o perigo adensa-se e torna-se imperativo entrar na mente do perigoso assassino, antes que o tempo se esgote…  

Sobre o autor: Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores de sucesso na Suécia: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O Hipnotista, primeiro volume da saga, alcançou um enorme sucesso internacional e foi recentemente adaptado ao cinema pela mão do realizador Lasse Hallström. Depois de O Executor e A Vidente, chega-nos agora O Homem da Areia.

Imprensa
«Lars Kepler, os sucessores de Larsson.»
El Mundo

«Os enredos dos Kepler são sempre surpreendentes, mas O Homem da Areia é um dos policiais mais arrepiantes do ano.»
The Sunday Times

«Um aviso ao leitor: se abrir o livro, não será capaz de o largar. É horrendo. É assustador. É emocionante.»
Sundsvalls Tidning

«Veloz […], carregado de nuances que o separam claramente dos restantes policiais. O leitor ficará aterrorizado.»
Evening Standard

«Joona Lina é um polícia deveras merecedor de uma série de romances.»
José Riço Direitinho, Ípsilon

 Leia as primeiras páginas aqui

Anteriormente publicado









quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Susan Hill - A Mulher de Negro [Opinião]


Sinopse: Arthur Kipps, um jovem solicitador a fazer carreira em Londres, é chamado a uma vila remota para assistir ao funeral de uma cliente da firma para que trabalha. Mrs. Alice Drablow vivia sozinha numa mansão isolada, quase sempre envolta num denso nevoeiro e apenas acessível por um estreito caminho.
O solicitador decide instalar-se na mansão enquanto trata dos assuntos da falecida Mrs. Drablow. E o que parecia ser uma tranquila viagem de negócios transforma-se numa experiência aterradora quando Arthur começa a ser assombrado por sons e imagens arrepiantes - uma cadeira de baloiço a ranger num quarto vazio, o grito de uma criança perdido no meio das brumas e a visão de uma mulher de aspecto fantasmagórico. Ainda mais denso do que o nevoeiro e a escuridão que todas as noites caem sobre a velha mansão são os trágicos segredos que Arthur vem a desvendar, sempre perseguido pela temível mulher de negro.

Com mais de um milhão de exemplares vendidos, A mulher de negro faz jus à melhor tradição das clássicas histórias de fantasmas. Agora adaptada ao cinema, com Daniel Radcliffe no papel de Arthur Kipps.

Opinião: A Mulher de Negro é um livro de terror que encaixa no subgénero sobrenatural. Uma obra que se adequa à época de Halloween que se avizinha, portanto.
Creio que no ano de 1983, data da sua primeira edição, esta obra terá causado sensações mais intensas. Actualmente e na minha opinião, o tema do sobrenatural, em particular, entidades fantasmagóricas e casas assombradas, encontra-se já bastante explanado, sobretudo no cinema.
Tendo apenas 175 páginas, é um livro que se lê rapidamente.

A história é narrada por Arthur Kipps, já idoso, relembrando os terríveis eventos que vivera.
O começo do livro retrata o entusiasmo de Arthur Kipps numa viagem a trabalho em Crythin Gifford, em Inglaterra, para separar os documentos da falecida Sra. Drablow, uma mulher solitária e triste que deixou uma casa isolada. Como principal crítica, aponto alguma morosidade no arranque da história, pois não nos esqueçamos que esta tem apenas 175 páginas e as iniciais debruçam-se sobre o entusiasmo de Arthur na viagem e as burocracias do trabalho que ia executar.
Existem poucas personagens e a que sobressai é, naturalmente, a do o jovem solicitador, não existindo qualquer análise profunda sobre o mesmo, transmitindo apenas a informação essencial ao leitor.

Sobre o reduzido número de páginas, senti que a história, apesar de bem arquitectada, poderia estar mais desenvolvida, sobretudo ao nível do espaço e de toda a atmosfera envolvente.
Um outro aspecto a sublinhar reside no facto de a obra conter poucos diálogos. De facto, são muitas as passagens de puro terror e em que Arthur se encontra sozinho, ora sendo ele o narrador, é natural que a narrativa se componha por descrições que o protagonista experiencia, ainda assim confesso que senti alguma falta de diálogos para variar um pouco da narrativa descritiva.

Uma vez que vi o filme, já conhecia a história, pelo que a narrativa não me trouxe grandes surpresas, não obstante, o desfecho ter uma ligeira cambiante relativamente ao filme.
No livro, constatei que os acontecimentos foram simplificados existindo uma explicação dos fenómenos sobrenaturais que considero que está mais bem explicada no filme.
O ambiente descrito é fascinante, conduzindo o leitor à cidade de Londres vitoriana e posteriormente a um vilarejo rural de seu nome Crythin Gifford, fazendo-se sentir um ambiente gótico, muito ao estilo de Tim Burton. Por outro lado, as descrições dos fenómenos paranormais presenciados por Arthur são muito bem conseguidos, sentindo-se um efeito de suspense.

Louvo a autora que conseguiu transpor para o leitor o ambiente de terror e solidão que o protagonista sentiu na casa da viúva Mrs. Drablow. Como referi, não costumo ler com frequência obras do género de terror, no entanto, face ao desafio da maratona alusiva ao Halloween no Goodreads, achei que este livro seria o ideal. Apesar de não me encher as medidas por completo, confesso, revelou ser uma leitura interessante (e também algo aterradora).
Apesar de apontar algumas críticas à obra, gostei.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Claire Kendal - Diário de Uma Obsessão [Passatempo Saída de Emergência]


Desta vez, e em parceria com a Saída de Emergência, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Diário de Uma Obsessão de Claire Kendal. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 28 de Outubro de 2014 e termina às 23h59 do dia 9 de Novembro de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui.

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

Para mais informações sobre o livro Diário de Uma Obsessão, clique aqui
Para mais informações sobre a editora Saída de Emergência, clique aqui




Fred Vargas - O Exército Furioso [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 31 Outubro 2014

               Titulo Original: L'Armée furieuse
               Tradução: Isabel St. Aubyn
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 368
               ISBN: 9789720045898

Fred Vargas é uma das mais importantes escritoras francesas atuais, sendo um nome incontornável quando se fala dos grandes escritores de policiais do momento. Depois de Um lugar Incerto e A Terceira Virgem, a Porto Editora publica o seu mais recente romance, O Exército Furioso. 
Este livro, que chega às livrarias nacionais a 31 de outubro, foi distinguido em 2013 com o International Dagger Award, atribuído pela Crime Writers’ Association do Reino Unido, sendo já a quarta vez que a autora recebe este prémio. Em todo o mundo, os livros de Fred Vargas venderam mais de 10 milhões de exemplares e estão traduzidos para 35 países.

Sinopse: Uma lenda medieval ensombra a pequena cidade de Ordebec, na região francesa da Normandia: uma horda de cavaleiros mortos, descarnados, sem braços nem pernas, o Exército Furioso, erra à noite por um trilho na floresta, espalhando o terror entre os habitantes. Segundo reza a lenda, o exército de mortos-vivos vem anunciar a morte aos pecadores e, regra geral, os eleitos são os habitantes mais odiados: os assassinos e os ladrões.
Quando o estranho exército, fazendo jus à sua fama, colhe mais uma vítima, o comissário Adamsberg, a pedido de uma estranha mulher, vem de Paris e, juntamente com a sua equipa, os tenentes Danglard, Retancourt e Veyrenc, terá de investigar a crença nessa horda sinistra, desafiar superstições ancestrais e descobrir onde termina a lenda e onde começam os planos macabros de assassinatos em série.

Sobre o autor: Fred Vargas (pseudónimo de Frédérique Audouin-Rouzeau) nasceu em Paris em 1957. Estudou História e Arqueologia e publicou vários romances policiais que estão traduzidos em trinta e cinco países. 
Unanimemente reconhecida como a rainha francesa do polar, os seus livros foram galardoados com inúmeros prémios: o Prix Mystère de la Critique (1996 e 2000), o Grande Prémio da Novela Negra do Festival de Cognac (1999), o Trofeo 813, o Giallo Grinzane (2006) e o CWA International Dagger (2006, 2007, 2009 e 2013). Só em França, as suas obras venderam já mais de cinco milhões de exemplares.

Imprensa
«Mais uma vez, encontramos um pouco de tudo: personagens pertinentes, um cenário inteligente e uma intriga subtil.»
L’ Express

«Soberbo. [...] Apenas a peculiar unidade criminal de Christopher Fowler pode ser comparada com os excêntricos polícias da brigada francesa, que incluem um narcoléptico, uma enciclopédia ambulante e um naturalista.»

Publishers Weekly 

«Fred Vargas tem um estilo levemente cinematográfico, com reminiscências de Hitchcock, num cenário que poderia ter sido pensado por Tim Burton.»
The Independent

Leia as primeiras páginas aqui


Nelson DeMille - A Ilha do Medo [Divulgação Editorial Marcador]


Data de Publicação: 4 Novembro 2014

               Título Original: Plum´s Island
               Páginas: 512
               Preço com IVA: 19,95€
               ISBN: 9789897540851

Sinopse: Ferido no cumprimento do dever, o detetive de homicídios John Corey, da Polícia de Nova Iorque, está a convalescer na região leste de Long Island quando um casal jovem e atraente é encontrado assassinado a tiro no terraço da casa onde habitava. As vítimas eram biólogas na Ilha de Plum Island, um local de pesquisas que os rumores dizem ser uma incubadora de armas biológicas. Subitamente o duplo assassinato adquire terríveis implicações globais – e lança Corey e duas mulheres extraordinárias numa investigação perigosa aos segredos mais profundos da Ilha.

Sobre o autor: Nelson DeMille nasceu em Nova Iorque em 1943. Construiu uma carreira literária marcada por enormes sucessos mundiais. Todos os seus livros chegaram ao primeiro lugar do The New York Times e da Publishers Weekly, tendo totalizado, em conjunto, 380 semanas na lista dos mais vendidos.
É um dos três escritores que mais vendem em todo o mundo, com mais de 100 milhões de livros vendidos. Os seus romances têm sido amplamente aclamados pelo público e pela crítica. Na Marcador publicou os livros Quando a Noite Cai, O Jogo do Leão, O Leão e o Jogo do Leopardo. 

Anteriormente publicado pela Marcador










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Jo Nesbø - O Leopardo [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de Publicação: 4 Novembro 2014

               Título Original: Panserhjerte
               Páginas: 648
               Preço com IVA: 22,90€
               ISBN: 9789722055994

Sinopse:  Perturbado com os acontecimentos que levaram à detenção do Boneco de Neve, o inspetor Harry Hole refugia-se em Hong-Kong onde as únicas regras a que obedece são as que lhe são impostas na sordidez das salas de ópio. Enquanto isso, em Oslo, num Inverno excepcionalmente ameno, a polícia depara-se com o brutal assassínio de duas mulheres. Sem pistas, sem perceber que arma do crime seria capaz de provocar os ferimentos que apresentavam, e com a investigação num impasse, só lhe resta encontrar Harry Hole e convencê-lo a colaborar.
Com o pai gravemente doente no hospital, Harry Hole acaba por regressar à Noruega. Não tenciona trabalhar na investigação, mas o instinto leva a melhor quando a polícia encontra uma terceira vítima, violentamente assassinada, num parque da cidade. Quando consegue desvendar a ligação entre as vítimas, Harry Hole percebe que está a lidar com um psicopata que, tal como o Boneco de Neve, o vai levar ao limite das suas capacidades.
O Leopardo leva-nos de Hong-Kong a Oslo, da Suíça à República Democrática do Congo, da brancura gelada de uma avalanche ao inferno escaldante de um vulcão.
É nestes cenários que Harry Hole enfrenta os demónios mais sinistros da Noruega e, pior do que isso, os que se debatem dentro de si próprio.

Sobre o autor: Jo Nesbø nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos da Europa. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. É traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.

domingo, 26 de outubro de 2014

John Grisham - A Herança [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 31 Outubro 2014

               Titulo Original:Sycamore Row
               Tradução: Fernanda Oliveira
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 544
               ISBN: 9789722529006

Sinopse: Seth Hubbard é um homem de idade com uma enorme fortuna que está a morrer de cancro dos pulmões.
Antes de se enforcar num sicómoro, Seth faz um novo testamento. Este documento irá arrastar os seus filhos adultos, a sua empregada negra e o advogado Jake Brigance para um conflito dramático e arrasador, semelhante àquele que, apenas três anos antes, fez de Jake um dos advogados mais conhecidos da região. 
O segundo testamento levanta muito mais questões do que aquelas a que responde. Por que razão deixou Seth quase toda a sua fortuna à empregada? Teria a quimioterapia afetado a sua lucidez?
John Grisham leva-nos uma vez mais a um julgamento ferozmente controverso que irá revelar velhas tensões raciais e obrigar o condado de Ford a enfrentar a sua história.

Sobre o autor: John Grisham é autor de mais de trinta romances, uma obra de não ficção, uma coleção de contos e vários livros para jovens. Vive na Virginia e no Mississippi.




Donna Tartt - O Pintassilgo [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Pintassilgo é um romance extenso, com cerca de 900 páginas, cuja história é centrada na vida do jovem norte-americano Theodore Decker. A acção começa quando este tem 27 anos, começando a narrativa por mostrar um Theo aterrorizado, num hotel holandês, vendo nas notícias se existe alguma referência à sua pessoa. Por intermédio de um flashback somos então transportados até ao tempo em que Theo tinha 13 anos e é vítima de um atentado num museu onde passeava com a sua mãe.

O que é narrado nesta altura é tão intenso que nos prende de imediato. 
Esta obra de grande envergadura tem a particularidade de se encontrar repleta de emoções dos mais variados tipos, facto que me levou a experimentar diversos estados de espírito ao longo da leitura, pois creio que me comovi, enfureci e até sorri com o pequeno Theo. Arrisco-me a afirmar que tão poucos livros desencadeiam no leitor sensações tão genuinamente díspares como a presente obra, facto ao qual não será alheio o tamanho da mesma.

Confesso que neste livro procurei fugir da minha zona de conforto, procurando uma trama num registo claramente mais dramático, embora com uns laivos de thriller nas páginas finais.

Uma outra característica pertinente que destaco é a seguinte: agora que se passaram uns dias desde que terminei a sua leitura, ainda me recordo do Theo com alguma comoção e nostalgia.

Apesar do título, o quadro O Pintassilgo de Carel Fabritius, pintor holandês do séc. XVII, é um elemento periférico na obra. Apesar das subtis considerações sobre arte, em grosso modo a obra debruça-se essencialmente sobre a vida de Theo, abarcando um período entre os seus 13 e 27 anos, bem como as sua acções que se afiguram como consequências da perda da mãe, explorando uma vontade de viver face a uma situação tão adversa quanto a morte de uma pessoa tão importante.
Como já mencionei em diversas alturas, trabalho com crianças e talvez por isso, tenha ficado ainda mais sensibilizada com o protagonista.

A obra acaba assim, por ter uma carga dramática intensa na medida em que abarca um leque de experiências de Theo bastante complicadas. Esse facto é ainda sublinhado pela narração, na primeira pessoa, sob a perspectiva de Theo. Este acaba por ser um protagonista atípico na medida que, condicionado pelo acidente que mudou a sua vida, se torna um anti-herói. Ainda assim, ele não omite as suas acções e o leitor rapidamente se apercebe que a sua conduta é pautada por algumas imoralidades.

Embora com papel secundário, a personagem Boris é extremamente importante na trama. Amigo de Theo, de nacionalidade russa e a braços com alguns dissabores, o seu sentido de humor face à árdua experiência de vida convida a alguma introspecção por parte do leitor.
Apesar de Boris ser um rapaz com tendências marginais, muitas foram as lições de vida que esta personagem apresentou.

Apesar de O Pintassilgo ser a terceira obra da autora Donna Tartt, gostei da forma detalhada e envolvente com que a história está dotada. O tamanho do livro não corresponde à morosidade da acção, pois ainda que com 900 páginas, O Pintassilgo é um livro que se lê muitíssimo bem, mau grado certas passagens serem mais difíceis de digerir pela intensidade dramática das mesmas, conforme já sublinhei. A trama tem poucos momentos monótonos e, como referi, rico em passagens de cariz dramático, suspense e alguns de natureza mais espirituosa.
A leitura desta obra deixou-me curiosa relativamente aos trabalhos anteriores da autora.

Atrevo-me a dizer que nunca li uma obra como esta, sendo o adjectivo que melhor se adequa à mesma é "memorável". Ainda hoje, volvidas algumas semanas, consigo relembrar com alguma facilidade a história de Theo e Boris e os seus ensinamentos.

O Pintassilgo apela pois a uma reflexão sobre o valor da vida, e sobre o crescimento forçado por acontecimentos traumáticos embora a grande lição que se retire desta obra seja, sobretudo, a preserverança.
Gostei muito!

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Janet Evanovich & Lee Goldberg - Tempo Limite [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: Outubro 2014

               Titulo Original: The Chase
               Colecção: Fox and O´Hare
               Preço com IVA: 16,59€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789898626875

Sinopse: Kate O’Hare, a implacável agente especial, e Nick Fox, um dos criminosos mais procurados do mundo e agora aliado do FBI, são destacados para uma missão de alto risco.
O alvo da missão é Carter Grove, ex-chefe de gabinete da Casa Branca e líder de uma agência de segurança privada. Há 10 anos, Grove roubou um raro artefacto chinês do Smithsonian, o qual foi secretamente substituído por uma peça falsa.
Agora, o governo chinês exige a sua devolução. É preciso recuperar a verdadeira obra de arte sem levantar suspeitas, para evitar o corte de relações entre os EUA e a China.
Em contrarrelógio, Kate, Nick e a sua peculiar equipa de vigaristas têm apenas duas semanas para pôr em prática um plano ousado e mortal. De Washington a Xangai, passando pela Escócia, Canadá, Los Angeles e Nova Iorque, esta dupla improvável embarca numa emocionante aventura repleta de suspense e reviravoltas imprevisíveis.


Anteriormente publicado da mesma colecção
 Opinião AQUI












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Tess Gerritsen - Seita Maldita [Divulgação Editorial 11x17]


Data de publicação: 14 Novembro 2014

               Titulo Original: Ice Cold
               Preço com IVA: 9,00€
               Páginas: 480
               ISBN: 9789722529020

Sinopse: Após ter assistido a uma conferência médica no Wyoming, a Dr.ª Maura Isles decide, num impulso, aceitar o convite de um antigo colega da faculdade com quem se cruza na conferência: acompanhá-lo numa viagem a uma estância de esqui que este vai fazer com a filha e um casal de amigos. A meio do caminho, o jipe onde seguem avaria num local remoto e o grupo vai parar a uma aldeia chamada Kingdom Come, habitada por membros de uma estranha seita liderada por um carismático profeta chamado Jeremiah Goode. No entanto, depressa se apercebem de que algo de muito estranho aconteceu: as casas estão completamente desertas, com os carros nas garagens e as refeições intocadas em cima das mesas, como se residentes tivessem sido obrigados a partir à pressa…
Alguns dias depois, a detetive Jane Rizzoli recebe uma notícia devastadora: o cadáver de Maura foi encontrado no meio dos destroços de um jipe que se despistou e incendiou. Inconformada com a perda da amiga, Jane está determinada em saber o que aconteceu realmente — e a verdade é mais aterradora do que alguém poderia imaginar. 



domingo, 19 de outubro de 2014

V. C. Andrews - Herdeiros do Ódio [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Herdeiros do Ódio é o primeiro volume da saga Dollanganger e data dos finais dos anos 70. Tendo sido publicada pela Círculo de Leitores há uns anos atrás, é uma série cuja edição original dificilmente se encontra à venda. Por mim falo, que busquei incessantemente pela mesma, nunca tendo tido sucesso.
Daí ter ficado felicíssima quando soube que a Quinta Essência iria publicar esta obra da qual vos falo neste post. Uma fantástica aposta por parte da editora que tem publicado, na sua maioria, romances sensuais ou contemporâneos mais dirigidos ao público feminino. Todavia, este livro é completamente diferente. Dir-se-ia que o mesmo consubstancia um verdadeiro soco emocional.

Como referido na sinopse,  um acidente de viação ceifa a vida de Christopher Dollanganger. Era ele o ganha pão da sua família, assim a viúva, Corrine, vai pedir ajuda aos seus pais para que a alberguem na mansão, a ela e aos filhos: Chris, Cathy e os gémeos Cory e Carrie. Os meninos passam a primeira de muitas noites num sotão.

Escrito há 35 anos, por incrivel que pareça, Herdeiros do Ódio apresenta uma narrativa bastante actual. A trama concentra-se fundamentalmente no encarceramento das crianças, durante alguns (morosos) anos, não deixando de associar este facto à temática da negligência parental, um assunto que infelizmente hoje em dia se torna banal.
A toda esta temática junta-se o fanatismo religioso, algums vezes abordado neste tipo de obras, recordando-me, por exemplo, a famigerada obra de Stephen King, Carrie.

Na minha opinião, esta obra tem uma particularidade. Embora haja claramente um par de protagonistas, a narradora e um irmão com um papel mais relevante, diria que nenhuma das personagens transmite qualquer empatia, um aspecto muito curioso visto que o leitor tende a admirar os protagonistas e a desprezar os vilões, como é evidente.
 
O papel de antagonista é disputado pelos avós, os patriarcas da família cujo carácter é moldado por um certo ortodoxismo religioso (embora o papel de destaque seja dado à avó) e pela mãe, negligente para com os seus filhos. Personagens odiosas, portanto. Em relação aos protagonistas, estes estão enquadrados numa situação de vivência em cativeiro, sem contacto para o exterior e por conseguinte sem acesso a informação o que naturalmente condiciona todo o processo de desenvovimento físico, intelectual e emocional dos jovens.

A par dos protagonista, a história assume contornos um tanto ou pouco soturnos, acabando por chocar o mais insensível dos leitores. Por mim falo, que no decorrer da sua leitura, muitas vezes me senti revoltada, nervosa e desconfortável, no entanto, sempre na expectativa de saber mais sobre este sórdido caso, embora o efeito surpresa se tivesse intensificado caso não tivesse visto o filme antes.

O livro Herdeiros do Ódio já foi adaptado para telefilme em 1987 e, já no início de 2014, foi feito um remake com as fantásticas actrizes Heather Graham e Ellen Burstyn. Na minha opinião, embora as interpretações tivessem sido memoráveis, no livro o carácter das personagens é passível de causar ainda maior horror.

Finalizo a minha opinião, expressando o meu desejo pela edição da restante série. Confesso que não resisti e já vi o filme baseado no segundo livro, Pétalas ao Vento, tendo a oportunidade de constatar que a história vai assumindo contornos cada vez mais chocantes. Em suma, não há palavras suficientes para expressar o quanto adorei este livro. Impressionou-me imenso.


sábado, 18 de outubro de 2014

Peter Lovesey - Um Caso de Espíritos [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: A colecção Crime à Hora do Chá da ASA tem-me apresentado autores clássicos de policiais que desconhecia por completo. Associava o policial clássico à afamada Agatha Christie e por intermédio desta colecção, tenho constatado que há uma imensidão de autores, que dentro do género, proporcionam uma boa história. Peter Lovesey é um deles.

Em Um Caso de Espíritos, o cerne da história assenta na vida de um médium e nas suas práticas em casas particulares. Constatei que na época vitoriana, alguma elite intelectual ligada ao romantismo preenchia os seu muito tempo de ócio dedicando-se a conhecer melhor as ciências ocultas e, por conseguinte, a participar em sessões de espiritismo.

Embora não seja grande fã de tramas paranormais que fogem às explicações lógicas, foi com muita curiosidade que folheei as 240 páginas desta história. Posso dizer que a mediunidade constitui apenas o contexto deste caso. Não há explicações paranormais que fundamentem o caso que o Inspector Cribb nos traz na presente obra.

O roubo de uma obra de arte e posteriormente uma morte são os motes da investigação que nos é trazida em Um Caso de Espíritos. Completamente isento de pormenores mórbidos, pormenor que já frisei como um dos meus preferidos na literatura, a presente trama convida ao raciocínio e à capacidade de dedução de forma a descortinar o culpado. Os suspeitos, como é já costume, são vários e todos eles com razões para matar, o que dificulta a percepção do verdadeiro culpado. 

Muito ao estilo de Poirot, o Inspector Cribb é um sujeito bastante inteligente e protagoniza alguns momentos espirituosos juntamente com o guarda Thackeray, podendo o leitor estabelecer um paralelismo entre o par de personagens e a dupla Poirot/Hastings.
No entanto, ainda que certas cenas sejam interessantes, não se conhece muito mais sobre o Inspector Cribb, facto que poderá ser explicado pelo seguinte: Um Caso de Espíritos é o sexto livro protagonizado por este personagem, tendo chegado também ao meu conhecimento que a presente obra terá ganho o Prix Du Roman D’aventures em 1987, pelo que acredito que esta história sobressaia perante as anteriores.

Achei, aliás, como é frequente nos livros do estilo, que a trama se desenvolveu a um ritmo moroso, no caso em apreço, dando a conhecer sobre a sociedade vitoriana e a forma como esta encarava as sessões de espiritismo, tema que considero bastante interessante. Devo referir que as passagens que mais gostei foram precisamente referentes ao desenvolvimento de uma sessão deste tipo. Embora seja céptica em relação ao tema, estas passagens de tão bem desenvolvidas, não deixaram de me fazer sentir alguma inquietação e curiosidade sobre o desfecho da trama. 
Gostei de ver omitida a identidade da vitima na sinopse, tendo constituído a maior surpresa da trama bem como o deslindar do culpado e os fundamentos deste.

Em suma, Um Caso de Espíritos é um livro que, na minha opinião, ainda que seja um policial, é leve e proporciona uma boa e rápida leitura. Gostei do protagonista e fico curiosa em ler mais casos resolvidos por este inspector e pelo fiel ajudante Thackeray.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

M. J. Arlidge - Um Dó Li Tá [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 17 Outubro 2014

               Titulo Original: Eeny Meeny
               Preço com IVA: 19,00€
               Páginas: 336
               ISBN:  9789898626783

Sinopse: Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer…
Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw — Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

Sobre o autor: M. J. Arlidge trabalha em televisão há 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos 5 anos produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido.
Encontra-se presentemente a escrever uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.

Imprensa
«Esta estreia tensa de ritmo alucinante é verdadeiramente excelente.»
The Sun

«M. J. Arlidge vai ser tão grande como Jo Nesbø.» 
Judy Finnigan, apresentadora britânica de televisão 

«M. J. Arlidge criou uma heroína genuinamente nova… não nos poupa a nenhum dos detalhes mais sombrios, tecendo-os numa teia que arrepia o leitor até aos ossos.» 
Daily Mail 

«Com uma orquestração majestosa e uma tensão brutal e cinematográfica, o romance de estreia de M. J. Arlidge agarra o leitor da primeira à última página.» 
Crimetime

Leia os primeiros capítulos aqui


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Marc Pastor - A Mulher Má [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A Mulher Má é um livro alicerçado na história verídica de uma serial killer espanhola de seu nome Enriqueta Martí que viveu entre o final do século XIX e os inícios do século XX. Pessoalmente desconhecia a existência desta mulher mas não consegui deixar de me sentir inquieta perante os requintes de malvadez para com as suas vítimas. Uma mulher tão maquiavélica que chegou a ser apelidada de vampira. Foi talvez a veracidade da narrativa o facto que mais me impressionou nesta leitura.

Por esse facto e dado haver provas documentais desses acontecimento, confesso gostei da inclusão de algumas páginas apenas fotografias desta assassina em série, bem como de outras personalidades a ela ligadas.
Além disso, a história reflecte o panorama sócio económico espanhol dos anos 10. O súbito desaparecimento de várias crianças associado à inquietação social perante a mendicidade, a fome a as doenças que degeneram em morte trouxe um ambiente de medo, sensação facilmente transponível para o leitor.
Senti-me fascninada por aquele ambiente sombrio e algo gótico de Barcelona da época, já para não falar das inúmeras alusões a autores que valorizo como Edgar Allan Poe e Mary Shelley.

Gostei da escrita do autor que me transportou para aquele ambiente e penso ser consensual que o autor nos cativa, ainda que a trama se foque numa mente tão perversa. Passagens de natureza gráfica não abundam mas as descrições envolvendo as vítimas de tão tenra idade foram suficientes para que ficasse nauseada.
A narrativa vai alternando entre o discurso na primeira pessoa, sob a perspectiva de Martí, e o discurso de narrador omnipresente, permitindo-nos chegar até Enriqueta e, desse modo, assim saber o que se passa com o protagonista. Creio que este é o elemento ficcionado na trama, a existência de Moisés Corvo.

Após citar alguns aspectos que gostei particularmente, tenho que confessar que esperava gostar mais ainda deste livro. Creio que as 250 páginas do livro foram insuficientes para aprofundar mais sobre uma personalidade tão ardilosa, pois sinceramente, gostaria de ter visto muito mais. A minha curiosidade sobre Martí foi tanta que, após a leitura, consultei uma imensidão de artigos na internet sobre a mesma, na ânsia de poder satisfazer um pouco mais a minha curiosidade sobre esta mulher.
Além disso, e na minha opinião, o desfecho foi um pouco abrupto, consubstanciando um ponto menos positivo na obra, embora eu tenha consciência que um romance nunca será uma obra biográfica.

Por ser uma história real e devido à curiosidade que me despertou relativamente à antagonista, achei a trama relativamente linear. Senti falta das afamadas reviravoltas que me surpreendem e me deixam boquiaberta como costumam acontecer com os livros que leio habitualmente.

Em suma, A Mulher Má sendo um livro com poucas páginas, proporcionou uma leitura célere numa tarde chuvosa de domingo. Senti-me transportada para aquele ambiente e simultaneamente inquieta pela presença daquela mulher cuja descrição dos actos me causou algum choque. Por ter trazido ao meu conhecimento uma assassina em série, até agora desconhecida para mim, foi uma leitura interessante e acima de tudo, algo didáctica. Ainda que não me tenha fascinado por completo, gostei.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Steven Saylor - Os Salteadores do Nilo [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 17 Outubro 2014

               Titulo Original: Raiders of the Nile
               Tradução: Rita Carvalho e Guerra
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 376
               ISBN:  9789722528993

Sinopse: Em 88 a. C., o mundo parece estar à beira de uma guerra catastrófica - de Roma à Grécia, e ainda ao Egito, onde vive Gordiano, um cidadão romano. Quando não está a resolver quebra-cabeças, o jovem passa o seu tempo com Bethesda, a sua escrava, esperando que o mundo volte a si.
No dia em que Gordiano faz vinte e dois anos, Bethesda é raptada por bandidos que a confundem com a amante de um homem rico. De modo a salvar a mulher que significa mais para si do que suspeita, Gordiano tem de encontrar os raptores antes que eles se apercebam do seu erro e, usando as habilidades que aprendeu com seu pai, convencê-los a libertarem Bethesda.
Enquanto as ruas de Alexandria mergulham lentamente no caos e os cidadãos se começam a revoltar, depois de rumores sobre uma iminente invasão por parte do irmão do rei Ptolomeu, Gordiano vê-se envolvido numa perigosa trama - o saque do sarcófago de ouro de Alexandre, o Grande. 

Sobre o autor: Steven Saylor é autor da série Roma Sub-Rosa, que tem merecido os mais rasgados elogios da crítica. Os seus romances estão traduzidos em mais de dezoito línguas e o autor tem figurado, na sua qualidade de especialista na política e vida romana em geral, em documentários no Canal História.

Imprensa
«O conhecimento enciclopédico Saylor e a sua atenção ao pormenor estão amplamente expostos, assim como a sua impressionante capacidade de tecer séculos de história numa uma narrativa de entretenimento. [Saylor consegue] a proeza magnífica de contar histórias.»
Historical Fiction Review

«Saylor é um excelente guia através deste submundo fascinante. Um ficção histórica soberba.»
Booklist

 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Anders de la Motte em Portugal

A blogger, Vera Brandão com o autor Anders de la Motte
Anders de la Motte esteve em Portugal para promover os livros O Jogo e Vibração, publicados pela Bertrand. Na manhã do dia 16 de Setembro, a menina dos policiais esteve à conversa com o simpático autor numa conversa deveras interessante, a qual passo a transcrever em seguida. Não deixo de endereçar os meus agradecimentos à Bertrand pela oportunidade fantástica de conhecer o autor.

Verovsky (V): Primeiro gostaria de agradecer a oportunidade de entrevistá-lo e conhecer mais sobre uma trilogia que, dentro do género policial nórdico, destaca-se por ser diferente não só pela trama que apela às novas tecnologias, como acima de tudo pelo carácter das personagens.
Onde encontrou inspiração para criar personagens tão diferentes como Henrik e Rebecca?

Anders (A): Eu comecei a escrever em 2007. Sempre fui um leitor muito ávido antes, lia imensos livros. Na altura trabalhava para a Dell e viajava por toda a Europa, aproveitava e lia muito nas viagens. Nessa altura, a minha esposa perguntou "Quando é que começas a escrever?". Eu já tinha a ideia geral mas precisava que alguém me incentivasse a escrever. Então pus as mãos à obra, dizendo à minha mulher: "A ideia foi tua, se correr mal a culpa foi tua!" (risos). O primeiro romance que escrevi foi um policial tradicional mas não chegou a ser publicado por nenhuma editora. Como sabes, na Suécia e em geral, na Escandinávia existem muitos policiais e temos que ser muito bons para podermos ver publicadas as nossas obras.

V: Mas isso aconteceu depois do Stieg Larsson? Pergunto isto porque cá em Portugal, foi esse o autor que despoletou a onda dos policiais nórdicos.

A: Não, ainda antes. Existem bons autores nórdicos do género ainda antes de Stieg Larsson. Por isso, nós temos que ser muito bons ou escrever algo que seja uma novidade. Então fiz mais uma tentativa, desta vez com uma história diferente. Por isso pensei no herói como alguém que não fosse um polícia, pois essa personagem é comum. Pensei como protagonista, alguém de quem não se gosta e foi assim que surgiu HP. Depois de ter escrito algumas páginas com ele pensei que o livro inteiro não poderia ser só sobre ele, daí ter imaginado a Rebecca. Pensei em HP como a voz no subconsciente que representa uma criança interior. Imagina que estás no elevador com o HP. Ele é a pessoa que vai carregar no botão de emergência sem medo das consequências. (risos)
A Rebecca é o contrário, ela gosta de ter tudo sob controle e obedecer às regras.
Depois pensei na história. Se quero uma história diferente tem que ser moderna e não se resumir à investigação de um crime.

V: De facto tenho que concordar. HP é dos protagonistas que, embora encontre redenção ao longo do livro, é uma personagem que não se gosta. E no final até achei que fosse ok.
Os leitores já leram O Jogo, saiu em Janeiro. O que podemos esperar agora de Vibração? E do próximo, Bolha?

A: Bem, para já todos os que sobrevivem em O Jogo, aparecem agora em Vibração. (o autor pega nos livros e fita as capas)

V: Gosta das capas? Como são as capas originais dos livros na Suécia?

A: Não são tão giras quanto estas! Bem, elas também são giras. Têm um fundo branco com a parte de trás de um telemóvel, não se vê a parte da frente do telemóvel. Por isso, estas são mais elaboradas. Dá mesmo vontade de agarrar na capa e mexer nestes botõezinhos (risos)
Vibração passa-se dez meses depois dos acontecimentos de O Jogo. HP tem tudo o que quer, dinheiro e liberdade, pode fazer o que quiser. Uma vida muito pacata para uma personagem como ele, que só quer envolver-se em problemas. Ele quer que O Jogo o encontre, vida pacata não é bem o seu género. Este é o ponto de partida de Vibração.

V: Quando escreveu esta trilogia, que referências é que teve dentro deste género? Costuma falar com outros autores suecos?

A: Sim, falamos bastante. Para a próxima semana encontrar-nos-emos numa feira do livro em Gotemburgo. Muitos de nós temos o mesmo agente por isso cruzamo-nos com frequência nestes eventos a fim de trocar algumas impressões.

V: Está cá em Portugal. Está a gostar? Já cá tinha estado? Conhece alguma literatura portuguesa?

A: Já cá tinha duas vezes quando trabalhava para a Dell. Infelizmente nessa altura não vi muito mais que aeroportos, hotel e escritório. Espero explorar Lisboa hoje e amanhã, agora que estou cá de visita. Devia conhecer alguma literatura portuguesa... alguma coisa que recomendes?

V: Talvez José Saramago, creio que é o expoente da literatura portuguesa.

A: Ahhh sim, já ouvi falar. Ele ganhou um prémio Nobel. Já ouvi falar dele. Gostaria de ler alguma obra da sua autoria, agora que se fala nisso... Agora estou a ler Sharp Objects de Gillian Flynn (falámos um pouco sobre esta autora)

V: Teve alguma experiência pessoal que tivesse passado para o livro?

A: Sim! Eu fui agente da polícia durante 8 anos em Estocolmo e trabalhei como segurança numa empresa. Por isso algumas coisas do livro são baseadas em coisas que experienciei no meu trabalho, outras ouvi falar e outras que inventei, exagerando factos da realidade.

V: Perde muito tempo na investigação para os seus livros? Pergunto-lhe isto porque, sabemos que é um thriller e até com algumas coisas baseadas na sua experiência mas há uma componente tecnológica muito forte, deduzo que tenha havido algum tempo dispendido para investigar e tornar a trama convincente.

A: Conheço bem o ambiente de Estocolmo por ter trabalhado por lá. Por outro lado, e no que respeita à tecnologia, quero certificar-me que conheço os detalhes suficientes. Tento manter as coisas mais próximas quanto possíveis quanto possível. Há claro, alguma pesquisa mas também as minhas experiências condicionaram algumas das situações que escrevi. Ainda tenho alguns amigos na polícia ou na segurança e a troca de impressões ajuda a criar melhor os cenários.

V: Planeia voltar a Portugal? Teve azar com o tempo... esta chuva... Talvez quando sair Bolha (a relações públicas da Bertrand confirma que será no próximo ano)

A: Gostaria muito, Portugal é um país acolhedor. Aliás, quando escrevi a cena inicial de O Jogo, baseei-me num local daqui. Escrevi O Jogo em 2009 e sinceramente não me recordo do nome, mas lembrei-me das casas e do ambiente, por isso escrevi umas páginas baseadas no local. Claro que não eram muito apelativas, com tanta descrição e sendo um thriller. Tirei este excerto mas guardei-o pois foi um trabalho de pesquisa sobre um local português.

V: Depois desta trilogia, o que podemos esperar de Anders de la Motte?

A: Escrevi agora um quarto livro, um stand alone, sem as personagens Rebecca e HP. Haverá um quinto livro mais tarde. Estes serão uma duologia. O primeiro já foi publicado em Março na Suécia e chama-se MemoRandom. É sobre um inspector da polícia perito em informações secretas e faz muitos relatórios criminais, mantendo-os na memória em vez de os formalizar. Entretanto sofre um enfarte e quando acorda, esquece-se de muitas informações... A sequela deste livro chamar-se-á Ultimatum.

V: Muito obrigada pelo seu tempo e por ter dado a conhecer um pouco mais de si e do seu trabalho.

A: Eu é que agradeço e fico satisfeito por teres gostado do livro.

Os meus exemplares de O Jogo e Vibração, agora autografados

domingo, 12 de outubro de 2014

Claire Kendal - Diário de Uma Obsessão [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Diário de Uma Obsessão é a estreia auspiciosa de Claire Kendal.
Com um ambiente sufocante e simultaneamente cativante, este livro é uma incursão à mente de um stalker, um homem que insiste numa relação quando os sentimentos não são recíprocos e se torna, como o próprio título indica, uma obsessão. Inerente a uma obsessão, surgem naturalmente, comportamentos que vão muito para além da racionalidade.

Apesar de achar que a capa está extremamente bem conseguida (sendo inclusivé foto de capa da página de facebook da autora), tenho que salientar que não gostei da rotulagem do livro, pois creio que a presente trama não é comparável a Gone Girl. O único aspecto que considerei comum às obras foi o tom sombrio da narrativa, bem como a referência a um diário da protagonista. Quanto ao resto da trama,  a mesma afasta-se de Gone Girl pelas temáticas abordadas, como o assédio sexual e o disturbio obsessivo compulsivo.

Penso que grande parte das mulheres já experienciou alguma atenção, ainda que indesejada, por parte de indivíduos estranhos. Ora o Diário de Uma Obsessão amplifica até ao extremo essa experiência, explorando os limites da invasão de privacidade e os comportamentos compulsivos. Penso que é consensual que esta é uma atitude capaz de perturbar o mais seráfico dos mortais.

Posto isto, e como referi, senti algum desconforto interior no decorrer da leitura deste livro, o que, por estranho que pareça, é um aspecto que considero positivo, pois aprecio quando estas sensações do protagonista sejam transpostas para o leitor. Creio também que, a par das personagens (em particular Rafe), a sensação esmagadora de tensão reside muito na estrutura da narrativa. A trama que nos é narrada de forma omnipresente é intercalada com excertos do diário da vítima, Clarissa, cujas sensações de medo são bastante palpáveis, pois tratando-se de um diário, muitas das passagens são extremamente cruas e angustiantes, o que confere grande verosimilhança à narrativa.

Simultaneamente é-nos dado a conhecer o lado profissional de Clarissa. No tribunal, ela é jurada de um caso algo semelhante ao seu. Uma rapariga, Carlotta Lockyer, que terá sido abusada por um grupo de homens. À medida que os contornos deste caso vão sendo desvendados, vão sendo cada vez mais os paralelismos que podemos estabelecer entre a jovem e a protagonista. Confesso que, inicialmente, até fiquei um pouco confusa por achar os casos tão similares.

Achei que, dadas as circunstâncias, muito do carácter de Clarissa está condicionado pela situação actual e também pelo rescaldo de uma situação anterior, uma vez que a protagonista dá a conhecer um pouco da relação que teve anteriormente e a forma como a impossibilidade de engravidar a tornou mais frágil. A presente situação pela qual se tornou um alvo da obsessão de Rafe só veio a expor mais a sua fragilidade emocional.

As personagens estão muito bem caracterizadas, com especial enfoque no vilão, Rafe. Não querendo entrar em detalhes da história, acho que este antagonista se encontra caracterizado com mestria. Se me perguntarem se acho as atitudes dele exageradas? Direi que pessoalmente não conheço uma história de assédio assim tão vincada mas penso que a mente humana é capaz de agir com bastante irracionalidade, sobretudo num caso de disturbio obsessivo como parece ser o caso.

Finda esta leitura, achei que a história poderá ser uma súbtil chamada de atenção para as entidades policiais que nem sempre conseguem proteger as vítimas de assédio (mulheres na sua maioria), bem como para a dificuldade em arranjar provas neste tipo de crimes.

Em síntese poder-se-á dizer que esta é uma história aterradora por saber que pode acontecer a qualquer um de nós, com especial incidência nas mulheres. É pois uma leitura que causa desconforto mas, ainda assim viciante, na medida em que nos embrenhamos cada vez mais numa espiral de actos tresloucados, sendo de todo, impossível prever o próximo passo de Rafe. Extremamente negro, angustiante e bom, muito bom!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

James Patterson - Eu, Alex Cross [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 9 Outubro 2014

               Titulo Original: I, Alex Cross
               Colecção: James Patterson #16
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 384
               ISBN:  9789898626738

Sinopse: Um crime macabro. Alex Cross acaba de prometer à família que irá estar mais presente nas suas vidas quando recebe a notícia chocante de que a sua sobrinha foi barbaramente assassinada. Determinado a descobrir o criminoso, depressa percebe que ela estava envolvida num esquema de acompanhantes de luxo que concretizavam as fantasias dos homens mais poderosos de Washington, DC. E ela não foi a única vítima.
Um assassino infiltrado no poder. A caça ao assassino leva o detetive e a sua companheira, a detetive Bree Stone, a entrarem num mundo a que só os mais ricos e poderosos têm acesso. À medida que se aproxima da verdade, Alex Cross descobre segredos que poderão fazer tremer o mundo inteiro. Uma coisa é certa: quem está nesse círculo restrito tudo fará para manter os seus segredos bem guardados.
Conseguirá Alex Cross sobreviver ao seu mais arrepiante e pessoal caso de sempre? Com uma ação alucinante e reviravoltas imprevisíveis, o novo caso do detetive mais admirado em todo o mundo traz-nos momentos de suspense que só James Patterson consegue proporcionar.


Sobre o autor: James Patterson já criou mais personagens inesquecíveis do que qualquer outro escritor da atualidade. É o autor dos policiais Alex Cross, os mais populares dos últimos vinte e cinco anos dentro do seu género. Entre os seus maiores bestsellers estão também as coleções Private: Agência Internacional de Investigação, The Women's Murder Club (O Clube das Investigadoras) e Michael Bennett.
James Patterson é o autor que mais livros teve até hoje no topo da lista de bestsellers do New York Times, segundo o Guinness World Records. Desde que o seu primeiro romance venceu o Edgar Award, em 1977, os seus livros já venderam mais de 300 milhões de exemplares.
Patterson escreveu também diversos livros para leitores jovens e jovens adultos, de grande êxito, entre os quais estão as séries Confissões, Maximum Ride, Escola e Eu Cómico. Em Portugal, James Patterson é publicado pela Topseller (adulto e jovem adulto) e pela Booksmile (juvenil). 


Leia as primeiras páginas aqui



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Louise Doughty - Uma Escolha Imperfeita [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Este foi um livro que, a avaliar pela capa, me teria passado ao lado. Numa incursão pelo Goodreads apercebi-me que o mesmo é um thriller, mais concretamente, este livro, está na categoria dos thrillers eróticos, uma vez que abundam as cenas de sexo num contexto de suspense e intriga.

A história é contada por Yvonne Carmichael, uma mulher na casa dos cinquenta anos, com um casamento aparentemente satisfatório e uma carreira de sucesso na área da genética. Até que, conhece alguém a quem vai chamar simplesmente de X e com quem irá viver um tórrido romance cujas consequências serão, de todo, imprevisíveis.

Grande parte da acção desenrola-se em tribunal o que nos faz subentender que esta obra para além de um thriller erótico, conforme referi, coloque também um pé do subgénero do thriller jurídico, bastante popularizado por nomes como John Grisham, sendo também um género que aprecio embora o mesmo não seja consensual entre os leitores.

O facto de a narrativa se iniciar logo em tribunal faz com que o leitor vá descobrindo gradualmente a razão pela qual Yvonne lá se encontra, através de várias analepses que percorrem a obra. Embora esta estrutura da narrativa confira alguma dinâmica à leitura, não achei que houvesse grandes surpresas, considerando mesmo que a narrativa se torna, a certa altura, demasiado linear.

Com muita sinceridade afirmo que não apreciei particularmente a personagem de Yvonne, pois não me pareceu verosimil que uma mulher daquela idade tivesse actos tão irreflectidos que a enredassem numa teia e a conduzissem a resultados desastrosos, parecendo-me que tais atitudes são típicas de adolescentes. Não sendo explícito se Yvonne é ou não uma mulher mal vivida a verdade é que a sua situação em tribunal acaba por despertar alguma compaixão no leitor. Por outro lado, considero que a personagem do marido de Yvonne, Guy, poderia estar mais desenvolvida uma vez que o seu papel na narrativa é meramente periférico.

Um aspecto que considerei curioso no livro é o facto de o mesmo se encontrar dividido em três partes, cada uma delas contendo uma designação relacionada com a genética, que é justamente a área profissional de Yvonne.
  
Em síntese poder-se-á dizer que é um livro de fácil leitura e simultaneamente envolvente, dada a temática em questão, a infidelidade e as paixões furtuitas, contudo, é um livro demasiado linear e desprovido de reviravoltas que tão bem caracterizam este género de thriller.