sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Wilbur Smith - O Deus do Deserto [Passatempo Editorial Presença]


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro O Deus do Deserto de Wilbur Smith. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 15 de Dezembro de 2017 e termina às 23h59 do dia 31 de Dezembro de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

Para mais informações sobre o livro O Deus do Deserto, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui


Wilbur Smith - O Deus do Deserto [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: Novembro 2017

               Titulo Original: Desert God
               Colecção: Grandes Narrativas, #676
               Tradução: Isabel Andrade
               Preço com IVA: 18,40€
               Páginas: 456
               ISBN: 9789722361279

Sinopse: Nas vastas planícies do Egito, nas margens do Nilo, surge um herói.
Taita, um escravo eunuco liberto, usa com subtileza a sua autoridade. Não só é um dos principais conselheiros do Faraó Tamose, como é também o guardião das suas irmãs mais novas, as princesas Tehuti e Bekatha.
O reino não está em paz. Enfrenta os ataques dos seus inimigos de sempre, os Hicsos do Norte. Para
finalmente conseguir esmagá-los, o Faraó procura o apoio do seu amigo mais fiável.
Taita, filósofo, poeta e um estratega militar exímio, prepara um plano para destruir os exércitos dos Hicsos e estabelece uma aliança com Creta. Este plano conduzi-lo-á, juntamente com Zaras, o comandante da expedição planeada, e os seus corajosos guerreiros, a uma perigosa jornada pelo Nilo acima, através da Arábia , até à cidade mágica de Babilónia e, em seguida, mar adentro até Creta. É uma missão de alto risco que custará muitas vidas e tempo. E Taita não poderá ignorar as suas responsabilidades inerentes à segurança das duas joviais princesas Tehuti e Bekatha, cuja atração pelos guerreiros que lideram as tropas ameaça o seu plano meticuloso e o próprio futuro do Egito.
Wilbur Smith é um mestre na reconstituição de uma das maiores histórias de todos os tempos.

Sobre a autora: Wilbur Smith nasceu em 1933, na Rodésia do Norte, atualmente República da Zâmbia. Tornou-se escritor a tempo inteiro em 1964 após a publicação de When the Lion Feeds, e desde então escreveu 39 romances, todos eles valorizados por meticulosas pesquisas realizadas durante as inúmeras expedições em que participou por todo o mundo. A sua obra encontra-se traduzida em 32 línguas, tendo vendido cerca de 135 milhões de exemplares no seu conjunto. Muitos dos seus romances foram adaptados ao cinema. Depois da série «Hector Cross» com A Lei do Deserto, Vingança de Sangue e No Rasto do Predador, a Presença publica O Deus do Deserto, um romance apaixonante cuja ação se desenrola no Antigo Egito.

Imprensa
«Um dos autores de thrillers mais apreciados em todo o mundo.»
Washington Post
«Wilbur Smith é um contador de histórias magistral, que cruza como mais ninguém intriga, ação, suspense e uma rigorosa pesquisa histórica.»
Publishers Weekly
«Um dos maiores escritores da atualidade de livros de aventura e ação.»
Daily Express

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

C.J. Tudor - O Homem de Giz [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 16 Janeiro 2018

               Titulo Original: The Chalk Man
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896579937

Um fenómeno mundial que começou antes da Feira de Frankfurt 2016.
Direitos vendidos para 48 países.
Um thriller arrepiante de que todos irão falar.

Toda a gente tem segredos.
Toda a gente é culpada de alguma coisa.
E as crianças nem sempre são inocentes.

NINGUÉM FICARÁ INDIFERENTE
O livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias.
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.
As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite.
O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante. O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o imaginário infantil.

Sinopse: A história começa quando aos doze anos Eddie e os amigos tiveram contacto com o misterioso Homem de Giz. Uma personagem central na trama e Eddie será assombrado por ela.
As estranhas figuras de giz conduzem Eddie e os amigos a um cadáver de uma rapariga pouco mais velha que eles e esta descoberta irá marcá-los para sempre.
Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos.
À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.

Sobre a autora: C. J. Taylor é natural de Salisbury e cresceu em Nottingham, onde ainda vive com o companheiro e a filha pequena. O seu amor pela escrita, em especial pelo macabro e pelo sinistro, manifestou-se desde cedo. Enquanto os jovens da sua idade liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e de James Herbet.
Ao longo dos anos, envolveu-se em tarefas tão diferentes como jornalista estagiária, empregada de mesa e de loja, autora de textos radiofónicos, voz off, apresentadora de televisão, redactora publicitária e agora escritora. Vencedora da competição nacional de escrita de Twenty7, em 2016, O Homem de Giz é o seu livro de estreia.

Imprensa
«[Há] muito tempo que não tinha uma noite em branco devido a um livro. O Homem de Giz mudou isso. Muitos parabéns C. J Tudor!»
Fiona Barton, autora best-seller de A Víuva e O Silêncio

«Há muito tempo que não lia uma estreia tão impressionante. O ritmo foi perfeitamente delineado, as personagens desenhadas soberbamente e há uma sensação de desconforto que começa com o prólogo e cresce ao longo do livro. E esse fim é tão diferente que o livro merece ser um êxito.»
James Oswald, autor best-seller do Sunday Times da série Inspector McLean
 
«Que estreia impressionante! Que ideia tão hábil e engenhosa! Fiquei absorvida desde a primeira página. Adorei como as histórias de 1986 e as de hoje se unem e criam este fim inesquecível e inesperado. Apelativo, tenso e muito muito arrepiante. Este livro irá assombrá-lo!»
Claire Douglas, autora best-seller do Sunday Times de Irmãs
 
« C. J. Tudor brilha intensamente e apresenta uma história assustadora e vividamente imaginada. Muito mais do que um mistério de assassínio é uma exploração inteligente e aterrorizante dos laços e limitações das amizades de infância e de segredos que se recusam a permanecer enterrados. Apaixonei-me pela voz que nos guia no romance, Eddie, pensativo e solitário. Prepare-se para se surpreender uma e outra vez, até à última página!»
Michelle Richmond, autora de O Pacto



domingo, 10 de dezembro de 2017

Patricia MacDonald - Baptizo-te Para a Morte [Opinião]


Sinopse: Segredos e mistério, num thriller inesperado. Claire e Guy pareciam o casal perfeito. A casa em Long Island e o bebé que enche de alegria a família espelham uma imagem de felicidade. Morgan só se apercebe de que algo se passa com a sua amiga Claire na festa de baptismo do bebé. A depressão pós-parto deixou-a desorientada, e Morgan tenta apoiá-la, mas tem de partir em viagem. Já no aeroporto, recebe uma notícia trágica – Claire assassinou o marido e o filho. Incrédula e determinada a ajudar a melhor amiga, Morgan decide investigar ela própria tão tenebroso crime.

Opinião: Ia jurar que, quando li a sinopse que estava na contracapa do livro, esta omitia as últimas linhas pelo que a maior surpresa, além do desfecho da trama, foi a morte do bebé, Drew, e do marido de Claire, Guy. Bem, creio que omitindo este facto, o leitor teria uma grande surpresa, logo na parte inicial da história.
Como não li a sinopse e optei por esta leitura por dois motivos: precisava de ler um livro com um título macabro para um desafio;  teria que ler um livro esquecido na estante para outro e devo dizer que fiquei bastante satisfeita.

É um thriller psicológico bastante interessante e com uma particularidade: convenceu-me que Claire teria mesmo cometido o crime e, por isso, a minha percepção inicial foi ter considerado que, possivelmente, a história seria previsível. Contudo, a história mostrou ser bastante aliciante e surpreendente, embora seja um thriller simples. Reflectindo sobre este aspecto, sem dúvida já li tramas com construção mais complexa.

O primeiro elemento digno de ser mencionado é, e não menosprezando a morte de Guy, a morte do bebé. Creio que é consensual: as mortes de crianças, especialmente em tenra idade, são chocantes. Não menosprezando, claro, o homicídio de Guy. Não obstante aquele trágico destino do bebé deixar-me algo inquieta...

O outro aspecto que achei deveras interessante foi a abordagem à depressão pós-parto, uma doença que ainda vejo tabu ou desacreditada por terceiros devido à ideia de que a maternidade é tão maravilhosa que não tem associados quaisquer efeitos negativos. A trama mostra uma realidade que é um abre-olhos para muitos.

Não tinha qualquer suspeita sobre o rumo da história. Como referi anteriormente, pouco ou nada sabia sobre a história pelo que fui sendo apanhada de surpresa.

Baptizo-te para a Morte manteve-me entretida. Sem dúvida que tenho que introduzir mais frequentemente a autora Patricia MacDonald nas minhas leituras. Gostei! 


Michelle Adams - Se Conhecessem A Minha Irmã [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Se Conhecessem A Minha Irmã é a obra de estreia de Michelle Adams.
Confesso que demorou a minha entrega ao livro. A minha percepção inicial relacionava-se com alguma incredulidade com a relação entre as duas irmãs. Compreendia perfeitamente que Elle e Irini não tivessem sido criadas juntas e, como consequência, ter gerado um fosso entre estas. Contudo, à medida que mergulhei nos acontecimentos passados, sob a forma de flashbacks, cada vez mais atribuía aquele ambiente sinistro a Elle e me pareciam óbvios os contornos da história. Enganei-me. A história acaba até por ter alguns volte-faces e, exceptuando os requintes de malvadez da vilã, certos aspectos até foram imprevisíveis.

Ainda sobre as personagens, é definida a fronteira entre a vilã e a heroína. Tudo aponta que seja Elle a antagonista e os vários (estranhos) acontecimentos corroboram a percepção do leitor. É, portanto, num cenário sombrio e entre uma animosidade por parte de Elle que a história se desenvolve.
À medida que me fui apercebendo dos segredos daquela família, sentia-me engolida naquele drama familiar. Razão pela qual considero que, a dado ponto, o leitor dificilmente perde o interesse pela trama.

Gostei da exploração em torno desta relação disfuncional entre irmãs. Embora a competição fraternal seja um ingrediente usado em várias narrativas, creio que esta se destaca pelas situações sombrias, aparentemente desencadeadas por Elle, fazendo o contraponto com uma submissão incomum por parte de Irini. A caracterização das irmãs teve um grande peso na história.

Lido com muito interesse, até porque não conseguia conter o meu entusiasmo com a vilã (confesso ser apreciadora de antagonistas com aquele nível de malícia), considerei que a componente de thriller psicológico quase se difunde no género de terror pois a certo ponto temi genuinamente por Irini. Gosto de livros sombrios, como este.

Já se passaram uns meses desde que li esta obra, ainda assim me recordo tão bem daquele final tão twisted e intenso. O clímax perfeito para uma história tão sombria e tortuosa. 

Em suma, Se Conhecessem A Minha Irmã destaca-se pelo cariz aterrador que pode caracterizar uma relação fraternal. Uma excelente sugestão de Natal, quiçá, para oferecer aos vossos irmãos/irmãs. 


Hjorth & Rosenfeldt - A Menina Silenciosa [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: 2017 começou com a leitura de O Homem Ausente. Confesso que esse título não foi o meu preferido da dupla Hjorth & Rosenfeldt não obstante aguardar com grande expectativa o 4º volume da série. Ei-lo, ainda este ano! (Obrigada, Suma de Letras, por não nos teres feito esperar muito por mais um livro desta dupla nórdica que se tornou obrigatória na minha estante).

A Menina Silenciosa mexeu muito comigo. Isto porque, como refere o título, alicerça sobre uma criança. E declaro ser muito sensível quando as tramas implicam crianças. Apesar de estar a atentar sobre o título do livro, a forma como esta menina apareceu foi, para mim, surpreendente. 
Considerei esta a primeira de inúmeras reviravoltas da trama. 
A minha primeira percepção relacionou-se, como não podia deixar de ser, com a iminência do desfecho da situação Sebastian/ Vanja. Creio ser consensual que este episódio, que apesar de se arrastar desde o primeiro livro, acaba por ter tanta relevância como os casos criminais.

E é sobre este ponto que gostaria de tecer algumas considerações. Os contornos daquele crime deixaram-me simplesmente abismada.
Confesso que temia uma trama semelhante à do livro, também este de uma dupla sueca, O Hipnotista. Felizmente a semelhança cingiu-se apenas ao homicídio colectivo da família. Um crime desta envergadura é de difícil assimilação. Quem teria coragem em matar uma família inteira, incluindo crianças?
Procurava avidamente qualquer pista para tentar destrinçar o autor da tamanha atrocidade. E eis que, uma vez mais, os autores Hjorth e Rosenfeldt me tiraram o tapete debaixo dos pés. 

Embora estejamos perante um livro volumoso, é com bastante avidez que o leitor se presta a envolver-se na investigação juntamente com a equipa. Atento à importância de seguir a série. Desta forma o leitor se sente duplamente interessado pela trama na medida em que as vidas pessoais dos personagens também evoluem. Até este livro, diria que o interesse recaía maioritariamente sobre a situação de Bergman e Vanya. Doravante há um personagem em particular que me parece ser alvo de curiosidade.

Não devo terminar sem mencionar a exímia reviravolta final. Fiquei estupefacta com a resolução do crime sobretudo com o cair da máscara de uma personagem. Decerto que este dará cartas no próximo volume da série. Estou deveras ansiosa em ler o 5º livro!

Em suma, A Menina Silenciosa entra no pódio dos preferidos, disputando o primeiro lugar com O Discípulo. É uma série imprescindível para os fãs do género!


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Novembro em Livros


Foram poucos, muito poucos... Destaco A Menina Silenciosa e Mal Me Quer como os melhores do mês. E fica a promessa de devorar mais uns quantos livros em Dezembro para terminar o ano em grande. 

Espero que desse lado tenha sido um mês repleto em livros fantásticos!

A Estante está mais cheia [Novembro 2017]


Novembro foi um mês parco em leituras e compras de livros. Ainda assim chegaram alguns cá a casa, cortesia das editoras parceiras a quem devo uma palavra amiga de agradecimento. O da Anne Perry, relíquia, foi presente do marido.
Estava longe de imaginar que o orçamento destinado aos livros seria endereçado a umas compras de roupas na Black Friday... 

E vocês? Compraram muitos livros neste mês ou já pensam no próximo, pelo Natal?

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sarah Pinborough - Behind Her Eyes [Opinião]


OK, com tantos livros para ler escolhi um, em ebook, que tem feito algum burburinho na internet. Falo de Behind Her Eyes de Sarah Pinborough, aclamado como o thriller psicológico cujo desfecho é o mais surpreendente de sempre. Há até uma campanha de marketing que desafia os leitores a partilhar a hastag #WTFThatEnding. Tive que ler para crer.

Desconheço se será publicado por cá (este ano foi editado pela Bertrand o livro 13 Minutos da autora) mas consta que esta história era superior, razão pela qual optei por esta obra.
Debruçando-se sobre um casal disfuncional, David e Adele, a trama adensa-se quando surge Louise. Esta, sem saber, engata David num bar e no dia seguinte percebe que é o seu novo patrão. A partir deste acontecimento, a história ergue-se sobre um triângulo amoroso (se bem que a relação do casal já esfriou tanto que já nem romance havia entre as personagens).

Nem sei muito bem como me expressar relativamente a este livro. Gostei da história com algumas ressalvas. Portanto, não fiquei completamente rendida mas a história teima em não sair da minha cabeça. Tem-me acompanhado desde ontem de madrugada, altura em que terminei a leitura.

Aprecio tramas credíveis e claramente que Behind Her Eyes não corresponde, de todo, a esta componente. A narrativa é pautada por alguns laivos de sobrenatural, ingrediente que vai ganhando força à medida que a história se desenvolve. Para mim, e claro que é uma percepção muito pessoal, o maior terror advém precisamente do ser humano, na maldade que este exerce (e que acaba por ser explorado no género de thriller psicológico). Porém, a história, sendo claramente do domínio paranormal devia ter uma outra categorização.

Não senti grande empatia com as personagens. Adele é uma narradora que suscita constantemente a dúvida e David pareceu-me também não ser digno de confiança. Há, no entanto, um aspecto que gostei na caracterização de Adele, uma psicopatia assumida e ao longo da leitura tive sempre presente a Amy Dunne (Gone Girl). Quanto a Louise, achei que, por vezes, teve atitudes contraditórias, Tanto tinha alturas em que ia à luta como mostrava autocomiseração e dependência. Sinceramente, nenhuma das personagens me cativou.

No que concerne ao malfadado twist, sim é verdade, é impossível adivinhá-lo. Fiquei estupefacta pois confesso que nunca pensei que a história se resolveria assim. Tendo em conta o que lera até então, sim é um final coerente com aquela trama. Contudo, também tenho uma noção de que será um final detestado por muitos leitores. Tenho para mim que não há meio termo para esta história e, em particular, este desfecho. 

Porém, sendo eu uma cinéfila de filmes de terror, asseguro que já vi dois filmes com situação semelhante e, por esse prisma, o final não é completamente inovador. Abstenho-me, claro, de mencionar os filmes afim de evitar qualquer tipo de spoiler.

É um livro completamente bizarro. Nem sei que nota lhe hei de atribuir no Goodreads. Dividido em três partes, confesso que não fiquei entusiasmada nas primeiras duas. Achei que o ritmo foi muito lento e não saía muito da vida rotineira de Louise, dos dilemas éticos sobre ser amiga da mulher do amante e outras crises existenciais. 
Contudo a terceira parte já foi lida com mais interesse. O final foi bem intenso, à sua maneira.

É um livro que deve ser lido open minded pois é muito diferente dos thrillers psicológicos que proliferam por aí. Gostei de ler algo fora da minha zona de conforto e, sobretudo, de ser surpreendida no final. No entanto, confesso que o paranormal não é bem a minha praia... 

Terei aqui leitores que já tenha lido esta obra tão incomum? Digam-me o que acharam, sem spoilar nada para desafiarmos outros leitores a descobrir o que afinal escondem David, Adele e Louise.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

M.J. Arlidge - Mal Me Quer [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Ahhh como é bom rever Helen Grace! Correndo o risco de me tornar repetitiva, M. J. Arlidge consagrou-se como um dos autores obrigatórios na minha estante. E melhor, este ano contámos com a publicação de dois títulos da série, pelo que foi excelente! No entanto, começa a instalar-se um sentimento de vazio porque, segundo constatei, este é o último livro publicado da série. Restam-nos dois contos para amenizar as saudades que, certamente, sentiremos de Helen.

Simplesmente não me canso desta série (e recomendo-a com grande frequência) porque o autor desenvolve tramas diferentes, tendo como denominador comum a protagonista e sua equipa bem como a jornalista Emilia Garanita. Devo deixar um parêntesis e mencionar que fiquei surpreendida com a provação pela qual passou a personagem nesta história.

O autor elevou a fasquia, a meu ver, com o último livro publicado até então, O Anjo da Morte. Tendo-se passado na prisão, pessoalmente, achei todo o enredo muito intenso. Parti com bastante expectativa para este. 
Relativamente a Mal Me Quer, o vilão é conhecido sensivelmente a meio da trama, após uma reviravolta que me surpreendeu de sobremaneira. Ainda que a identidade do antagonista seja revelada atempadamente, creio que a trama é estimulante devido às acções (e até descobrir as motivações) deste.

A estrutura viciante a que o autor nos habituara nos seis livros anteriores mantém-se: capítulos curtos, terminados em suspense e intercalados em duas acções. 
Creio ser consensual que o autor fomenta o suspense de uma forma exímia. O leitor folheia, com grande interesse, as páginas repletas de acção e adrenalina. Algumas mortes brutais pautam o enredo, começando logo no primeiro capítulo. Não obstante considerar, ainda assim, que de toda a série protagonizada por Grace, esta é, talvez, a história mais previsível. E mesmo com esta percepção, foi um livro que li avidamente, sempre empolgada.

Contrariamente aos outros livros da série que se debruçavam igualmente sobre o passado sombrio de Helen Grace, creio que Mal Me Quer, sendo o sétimo da saga, faz uma breve referência à vida pessoal da detective. Quem acompanha a saga, está familiarizado com a protagonista feminina assim como o restante elenco. Isto permitiu ao autor incidir mais sobre o caso criminal e novos acontecimentos sobre as personagens.

Em suma, embora com contornos mais previsíveis, a acção frenética da trama de Mal Me Quer, transforma este livro num page turner. Ficaremos, com certeza, a aguardar com grande ansiedade o próximo trabalho do autor. Esta série de Helen Grace é obrigatória para os fãs deste género!


Universal Pictures compra direitos de «Vidas Finais»


Vidas Finais, de Riley Sager, foi a grande aposta internacional deste ano. Vendido para mais de 20 países ainda em manuscrito, foi publicado em outubro passado pela Topseller. Agora vê os seus direitos cinematográficos serem comprados pela Universal Pictures.

A Anonymous Content será a produtora responsável pela adaptação ao grande ecrã desta história. Do seu repertório fazem parte sucessos como Being John Malkovich, Babel ou Eternal Sunshine of the Spotless Mind, e séries como 13 Reasons Why.

A Anonymous Content foi já distinguida com um Oscar com o filme Spotlight, e com um Globo de Ouro com o filme The Revenant.

Tudo boas razões para que seja um dos filmes mais aguardados dos próximos tempos, com um enredo que Stephen King apelidou de «o grande thriller de 2017».


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Chris Carter - O Escultor da Morte [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 27 Novembro 2017

               Titulo Original: The Death Sculptor
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789898869579

Sinopse: Até a obra de arte estar completa, a morte vai ter de esperar.
Quando a enfermeira Melinda Wallis entra no quarto de um paciente a seu cuidado, mal pode imaginar aquilo que vai encontrar.
Derek Nicholson, um importante advogado de Los Angeles, foi brutalmente assassinado. O homicida mutilou os seus membros e
construiu com eles uma escultura.
Chamado de emergência ao local do crime, o inspetor Robert Hunter não percebe as motivações por detrás de um crime tão hediondo. Especialmente porque Nicholson, que sofria de cancro em fase terminal, já não tinha muitas semanas de vida.
Quando um segundo corpo aparece num barco ancorado na marina de Los Angeles, o mistério adensa-se. Trata-se, agora, de um agente da polícia. E o macabro da cena repete-se, com o corpo decepado a criar uma escultura estranha.
Qual será a ligação entre as duas vítimas? Que significado terá a disposição dos seus corpos? O que estará o assassino a querer dizer?
Um thriller vibrante e misterioso, com surpresas e revelações inesperadas ao virar de cada página.

Sobre o autor: Chris Carter nasceu no Brasil mas cedo se mudou para os Estados Unidos, onde se formou em Psicologia com especialização em Comportamento Criminal. Foi psicólogo criminal durante vários anos antes de se mudar para Los Angeles e depois para Londres, onde tocou como músico para artistas conhecidos, até que deixou tudo para se tornar escritor a tempo inteiro.
Hoje, aplica na escrita a sua experiência de vários anos enquanto psicólogo criminal. A série Robert Hunter conta já com seis volumes publicados, todos bestsellers internacionais. Os seus livros já foram traduzidos para 14 línguas e são êxitos de vendas na Dinamarca e na Alemanha. Neste último país, o autor já vendeu mais de um milhão de exemplares.
Saiba mais sobre o autor em www.chriscarterbooks.com.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Mary Higgins Clark - Toda Vestida de Branco [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 10 Novembro 2017

               Titulo Original: All Dressed in White
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 280
               ISBN: 9789722534659

Sinopse: Há cinco anos, Amanda ia casar-se com o seu namorado do liceu. Depois, desapareceu. Laurie Moran escolhe o caso para o seu programa e faz uma reconstituição dessa noite com a presença dos familiares e amigos. Uma irmã ciumenta, um padrinho playboy, o noivo de Amanda agora casado com uma das damas de honor e diversos boatos sobre a «adorada» noiva levam Laurie a perceber que toda a gente tem uma teoria acerca do desaparecimento sem deixar rasto de Amanda. Mas onde estará a verdade?

Sobre os autores: Mary Higgins Clark é autora de mais de trinta romances que obtiveram um êxito assinalável, tendo vendido mais de 150 milhões de exemplares dos seus livros em todo o mundo.
Foi secretária e hospedeira, mas depois de se casar dedicou-se à escrita. Com a morte prematura do marido, que a deixou com cinco filhos pequenos, a autora investiu na escrita de guiões para rádio e, depois, nos romances. Rapidamente se tornou um dos grandes nomes da literatura de suspense, conquistando os tops de vendas, a crítica e os fãs.
Foi eleita Grand Master dos Edgar Awards 2000 pela Mystery Writers of America, que também lançou um prémio anual com o seu nome. Já foi presidente da Mystery Writers of America, bem como do International Crime Congress. 

Alafair Burke é autora best-seller de mais de uma dúzia de livros. Antiga advogada de acusação, é hoje professora de direito criminal em Manhattan.

Imprensa
«Muita intriga e emoção.»
Publishers Weekly 

 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Jane Robins - Corpos Perfeitos [Divulgação ASA]


Data de publicação: 14 Novembro 2017

               Titulo Original: White Bodies
               Preço com IVA: 15,90€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789892340654

Sinopse: Tilda e Felix aparentam ser o casal perfeito. São jovens e belos. Ela é uma atriz em ascensão. Ele é rico e especialista em finanças. Mas, por detrás da fachada de harmonia, nem tudo é o que parece...
Pois Callie, a tímida irmã gémea de Tilda, tem observado o casal de perto. Algo não bate certo. Desde a perda de apetite à decisão de deixar de trabalhar, tem de haver um motivo para os estranhos comportamentos da irmã. Tilda parece definhar, adquiriu hábitos invulgares, esconde seringas na casa de banho, tenta disfarçar nódoas negras... A Callie também não passaram despercebidas as fúrias incontroláveis de Felix.
Intrigada, Callie recorre à Internet, onde conhece um grupo de apoio a vítimas de maus-tratos. Mas a situação não tarda a descarrilar. Quando uma das suas novas amizades é assassinada, a jovem começa a duvidar de si própria. E, de repente, também Felix aparece morto. Não há indícios de crime, mas esta morte parece demasiado perfeita...
Suspense psicológico no seu melhor, Corpos Perfeitos dá-nos uma nova perspetiva sobre a obsessão, a violência que infligimos aos outros – e a nós próprios – ao mesmo tempo que revela o lado obscuro do amor e a força tremenda dos laços de fraternidade.

Sobre a autora: Jane Robins começou a sua carreira como jornalista no The Economist, The Independent e na BBC. Especializou-se na escrita do crime e tem um particular interesse na história da ciência forense. Robins publicou três livros de não ficção no Reino Unido, Rebel Queen (Simon & Schuster, 2006), The Magnificent Spilsbury (John Murray, 2010), e The Curious Habits of Doctor Adams (John Murray, 2013).
Ultimamente ela tornou-se membro do Royal Literary Fund.




terça-feira, 31 de outubro de 2017

A Estante está mais cheia [Outubro 2017]


Ahhh!
Portei-me bem! Pois foi! Comprei dois livrinhos apenas! Num alfarrabista encontrei A Menina dos Meus Olhos, um livro esgotadíssimo e recomendado pelas lides do thriller psicológico. Lá veio também, a um excelente preço, A Sombra da Noite.
O marido ofertou o da Lisa Gardner, Não me Apanhas. Era o único que faltava da autora. A minha querida Maria João doou-me o seu exemplar de Paisagem de Outono de Leonardo Padura. Era um dos que me faltavam da colecção. Ficaram a faltar apenas dois! Extremamente difíceis de encontrar, é certo...
Das editoras parceiras vieram os restantes. Endereço-lhes uma palavra de carinho e agradecimento. 

E vocês? Contiveram-se mais neste mês? Que livros compraram?

Outubro em Livros


Um mês, de facto, produtivo.
Li bastante, 7 livros, e escrevi sobre os mesmos. Portanto, até ver, não tenho opiniões em atraso (tirando livros mais antigos...). Vou tentar seguir esta metodologia, doravante.
Contudo, agora para o final do mês, andei uns dias sem ler. Estou completamente absorvida pelo trabalho, o que se traduziu numa menor disponibilidade para ler. Há fases assim... 
Não consigo eleger o melhor do mês pois gostei muito de Menina Boa, Menina Má assim como Vidas Finais. 

E vocês? Leram muito em Outubro?

S.S. Van Dine - O Crime do Escaravelho [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 9 Novembro 2017

               Titulo Original: The Scarab Murder Case
               Tradução: Roberto Ferreira
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 256
               ISBN:

Mitologia egípcia e alta sociedade nova-iorquina no centro do novo mistério de S. S. Van Dine na Livros do Brasil
O Crime do Escaravelho, de S. S. Van Dine, é o próximo número da coleção Vampiro a chegar às livrarias, a 9 de novembro. Esta que foi a quinta aventura policial de Philo Vance, publicada originalmente em 1929, é apontada como um dos melhores exemplos dos talentos narrativos de S. S. Van Dine.

Sinopse: No centro desta trama encontra-se o brutal assassinato do velho milionário filantropo Benjamin H. Kyle, que se tornou quase imediatamente conhecido como o crime do escaravelho. Bastou que fosse descoberto junto ao corpo ensanguentado da vítima, num museu privado de egiptologia, um valioso alfinete de gravata adornado com a imagem de um escaravelho azul. Com efeito, artefactos e referências ocultas da mitologia egípcia parecem ser os fumos escolhidos pelo culpado para encobrir a sua identidade. Mas conseguirá ele ludibriar Philo Vance? Recorrendo aos seus vastos conhecimentos sobre a história do Egito, o genial detetive amador terá de contornar as pistas falsas deixadas pelo caminho e, apenas após descortinar o seu perfil psicológico, conseguirá apontar o dedo ao verdadeiro assassino.

Sobre o autor:  S. S. Van Dine (pseudónimo de Willard Huntington Wright) nasceu a 15 de outubro de 1888, em Charlottesville, EUA. Aluno brilhante, estudou em Harvard antes de partir para Paris e Munique, onde prosseguiu a sua formação em artes e letras e iniciou carreira como editor e crítico de arte. Em 1923, na convalescença de uma tuberculose, lê uma série de romances policiais e fica fascinado pelo género. Três anos mais tarde, lança o seu primeiro romance com assinatura S. S. Van Dine, O Caso Benson, que se revela um best-seller imediato. Este será o primeiro de uma série de romances protagonizados por Philo Vance, um detetive amador algo arrogante que privilegia os indícios psicológicos dos casos a que se dedica.
Com várias adaptações de obras suas ao cinema, Van Dine torna-se um nome fundamental da literatura policial norte-americana dos anos 20 e 30. Morre a 11 de abril de 1939 em Nova Iorque.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Haylen Beck - Desapareceram... [Resultado Passatempo]


Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar do livro Desapareceram... de Haylen Beck para oferecer.
Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 195 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Para onde se dirigia Audra? Califórnia
2. O que foi encontrado no carro de Audra pelo xerife? Um saco com marijuana
3. Haylen Beck é o pseudónimo de que autor? Stuart Neville
4. Quem afirmou o seguinte sobre Desapareceram... «Uma das melhores estreias literárias do ano. Recomendo vivamente.» Harlan Coben

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

176 - Andreia Silva (Vila Nova de Famalicão)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre Desapareceram... clique aqui
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Haylen Beck - Desapareceram... [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: A minha primeira crítica a esta obra está logo à vista: a capa não corresponde, de todo, à história. Se a ideia era apresentar um brinquedo abandonado, poder-se-ia ter ilustrado a capa com um peluche cor-de-rosa (o Gogo da Louise) num deserto. Não vejo qualquer correlação entre esta capa e a história, apesar de reconhecer, de certa forma, um elemento aterrador nesta imagem. 

Além disso, aponto uma crítica à tradução que não é das melhores. Não me recordo de ter lido um livro da Editorial Presença com uma tradução tão pobre.
Para fundamentar esta minha percepção, gostaria de enumerar alguns exemplos. Não me convenceu que duas crianças americanas cantem músicas infantis como 'Fui ao Jardim da Celeste' e 'Atirei o Pau ao Gato', já para não mencionar o uso de termos da gíria portuguesa em situações que careciam de uma linguagem mais formal. Não fiz um levantamento minucioso mas outra expressão que cortou a tensão da trama foi "escangalho-te à porrada". Comecei a rir. Não sou licenciada em língua portuguesa mas fez-me alguma confusão o facto de aparecerem os pronomes interrogativos no final da frase ("Estás onde?") ou usar um verbo auxiliar (totalmente dispensável) em frases como "O que foi que aconteceu?". O uso do grau diminutivo dos nomes foi uma constante e não entendo a razão.
Outro exemplo, este deixou-me furiosa, na página 283 "... não devia ter deixado ela ir-se embora" e mais tarde, na 290 "Não deixe ele sair de lá...". Curiosamente é neste ponto que mais insisto com os meus alunos pois valorizo uma pronominalização correcta.
Em suma, a obra carecia, de facto, de uma tradução e revisão mais cuidadas. 

Mesmo com estas distracções decorrentes da tradução, esta é uma história muito séria, abordando dois temas aos quais sou sensível. Um deles é mencionado na sinopse, podendo, por isso, falar sobre o mesmo: a violência doméstica. Audra é apanhada nesta situação pois fugia de um marido abusivo. Não é explorado em demasia, mas os seus flashbacks relatam a evolução da relação do casal, nada saudável. Recordo-me logo de um outro título da editora, No Canto Mais Escuro, em que o desenvolvimento da história era muito mais dilacerante. Aqui não senti tanto esse efeito, até porque estamos a braços com uma outra situação complicada.

Omito o outro tema para que sejam apanhados de surpresa: o motivo pelo qual as crianças desaparecem. E a partir da identificação deste, a trama tornou-se linear e parca em reviravoltas. Portanto, o desfecho não me surpreendeu porque está em consonância com tudo o que lera até então.

É um livro com acção frenética, tornando-se, por isso, uma obra viciante. Atrevo-me a dizer que daria uma excelente adaptação cinematográfica.
Não demorei muito mais que 24 horas para a terminar, sempre com expectativa numa viragem na acção. Algo que nunca aconteceu e que nesse aspecto me decepcionou. 

O que mais gostei nesta trama foi o facto de se debruçar sobre o desaparecimento das duas crianças e haver uma parte da narrativa que transcorre sob o ponto de vista das mesmas.
Sendo vítimas de duas situações: repercussões da violência doméstica sobre a mãe e agora a nova situação, não deixamos de nutrir compaixão pelos pequenos Sean e Louise. Creio que é palpável o medo que o leitor chega a sentir por aqueles meninos. Igualmente convincente foi a atitude da mãe perante todo aquele horror.

Bem conseguida foi também a análise à complexidade moral das diversas personagens, denotando-se uma grande amplificação. Creio que a que se tornará mais memorável é, sem dúvida, a corrupção policial. Também considerei o trato da influência dos media como interessante e verosímil. 

Desapareceram... parecia, à primeira vista, um livro promissor. Estava perante a incerteza sobre o destino daqueles miúdos e devastada com a história de vida de Audra. Contudo, com o decorrer da trama, linear e previsível, senti que não apreciei tanto a obra como gostaria. E confesso que o desmazelo na tradução, já aqui explanado, intensificou esta minha percepção. 

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Fiona Barton - O Silêncio [Divulgação Editorial Planeta]


Data de publicação: 2 Novembro 2017

               Título Original: The Child
               Preço com IVA: 17,99€ 
               Páginas: 360
               ISBN: 9789896579425

Fiona Barton, jornalista de investigação - vencedora do prémio Jornalista do Ano pela British Press Awards -, que teve em mãos assuntos polémicos, como o Caso Maddie, serve-se magistralmente dos seus conhecimentos jornalísticos e de investigação
criminal.
Uma trama complexa, um narrador potente, uma escrita que prende o leitor até à última página e um desfecho inesperado e brilhante.
Concentrando-se no lado humano do jornalismo de investigação, a autora conta uma história sobre a vida de três mulheres e como destino as une e entretece um enredo de vida arrepiante.
Um enredo bem imaginado, narradores fortes e consistentes e personagens já conhecidas e de referência em A Viúva.
A jornalista Kate e o detective Sparkes regressam para desvendar mais um grande mistério a par de uma envolvente e misteriosa mulher.

Sinopse: Pode-se enterrar a história, mas não se pode esconder a verdade.
Quando um parágrafo num jornal revela uma tragédia com décadas, a maioria dos leitores quase nem se apercebe. Mas, para três estranhos, é impossível ignorar...
Numa demolição em curso de uma velha casa de classe média em Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, que parece estar enterrado há anos. Para a jornalista Kate Waters, é uma história que lhe chama a atenção. 

Escreve uma notícia para o jornal onde trabalha, mas sente que faltam muitas respostas, e a pergunta que lhe surge é: quem é o bebé sepultado?
À medida que Kate investiga, descobre ligações com um crime que abalou a cidade há anos: um bebé recém-nascido foi raptado da maternidade de um hospital local e nunca foi encontrado. Os pais ficaram devastados pela perda e ausência de respostas. Mas há muito mais nesta história e Kate investiga a casa e o passado das pessoas que moraram no bairro e que se recusam a falar do grande mistério do rapto da criança.
E Kate depressa se encontra na posse de segredos inesperados que surgem das vidas de três mulheres — e divididos entre o que ela pode e não pode contar...

Sobre a autora: Fiona Barton tem aprendido e trabalhado com jornalistas de todo o mundo. Foi jornalista principal do Daily Mail, editora de noticiário no Daily Telegraph e jornalista principal no Mail on Sunday, onde foi considerada a Jornalista do Ano pela British Press Awards.
A Viúva foi o seu primeiro romance e obteve excelentes críticas.
Natural de Cambridge, vive no Sudoeste de França.


Imprensa
«Fiona Barton escreveu de novo um livro magistral com O Silêncio,[...] conta a história de uma criança de uma forma única, como só ela consegue, brilhantemente.»
The Star Telegram 


«Tenso, tentador e, muito, muito gratificante ...definitivamente, uma das leituras obrigatórias do ano.» 
Lee Child


Hjorth & Rosenfeldt - A Menina Silenciosa [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Novembro 2017

               Título Original: Den stumma flickan
               Colecção: Sebastian Bergman #4
               Preço com IVA: 21,90€ 
               Páginas: 564
               ISBN: 9789896653125

Sinopse: Suécia. Uma bonita casa branca, de dois andares. Dentro, uma família brutalmente assassinada - mãe, pai e duas crianças pequenas, mortos a tiro, em plena luz do dia. E o assassino escapou. Sebastian Bergman, com o Departamento de Investigação Criminal, tenta deslindar o crime, mas, com o principal suspeito morto, está num beco sem saída. Até que descobre que há uma testemunha do crime.
Uma menina, Nicole, viu tudo e fugiu, assustada. Quando a encontram, descobrem que o trauma do que viu a deixou totalmente muda, comunicando apenas através de caneta e papel. Os seus desenhos revelam um facto convincente e inescapável: ela viu o assassino. Bergman fica obcecado com o desafio de romper a parede de silêncio de Nicole. Enquanto isso, o assassino está apostado em garantir que ela fique calada.

Sobre os autores: MICHAEL HJORTH nasceu em 1963 em Visby. Sempre amou filmes e livros e hoje é um dos guionistas e produtores mais talentosos da Escandinávia. É um dos fundadores da produtora de sucesso Tre Vänner, responsável pela primeira comédia de grande sucesso da Suécia assim como por alguns dos guiões dos filmes da série Wallander de Henning Mankell.

HANS ROSENFELDT nasceu em 1964 em Borås. Trabalhou como tratador de leões-marinhos, motorista, professor e actor até 1992, quando começou a escrever para a televisão. Escreveu guiões para mais de vinte séries e já foi apresentador de programas de rádio e televisão. É o criador da série sueca de maior sucesso - a premiada série policial Bron (“The Bridge”), reproduzida em mais de 170 países e com remakes nos EUA, com o mesmo nome, e em França (“The Tunnel”).