terça-feira, 15 de agosto de 2017

Dick Haskins - O Sono da Morte [Opinião]


Sinopse: Todos os indícios encontrados incriminavam Hilda Morgan, acusando-a da morte do tio, o milionário Gustav Eric Morgan: um pedaço de tecido de um vestido de noite preso no degrau de uma escada secreta, o facto de ter sido ela a última pessoa que estivera com Morgan nos seus derradeiros minutos de vida, a justificação de uma herança antecipada… e a própria confissão de culpa manuscrita e assinada por ela!
Mas seria realmente Hilda Morgan a autora da morte do tio?

Opinião: Finalmente estreio-me nas obras de Dick Haskins! 
Hoje em dia são um pouco difíceis de reunir esta colecção (a revista Sábado há uns tempos editou umas obras da sua autoria mas só eram quatro).

O Sono da Morte foi precisamente a primeira que ele escreveu, em 1955, tendo como particularidade a de ser também participante na história. Não sendo inspector, desenvolve um papel fulcral na trama como repórter criminologista que ajuda a Scotland Yard a descortinar o caso. Pelo que pude constatar, na altura só vingavam os policiais estrangeiros pelo que o pseudónimo do autor, trama e personagens (que nos remetem para um cenário britânico) dever-se-á, muito provavelmente, para a maior aceitação do público português.

É um livro que me fez revisitar obras do Ellery Queen ou Agatha Christie por ser um policial da escola clássica. O whodunnit assume um particular destaque uma vez que a acção se move em torno da identidade do homicídio de um milionário e todas as pistas apontam para a sobrinha. 
Um dos ingredientes da literatura policial que mais aprecio é que, por norma, o mais óbvio nunca é o caminho seguido. Assim, foi com interesse que acompanhei a investigação, maioritariamente por inquérito, por parte de Haskins e a Scotland Yard, em busca do verdadeiro culpado desta morte.

O autor (e participante na trama) inclui uma breve lista das personagens antes de iniciar a história, de forma a que o leitor saiba quem é cada um. Uma nota que, pessoalmente, considero importante. O carácter das personagens não e profundamente esmiuçado (creio que a história foca-se na investigação do crime), pelo que achei interessante a inclusão desta lista, permitindo o leitor associar e reter melhor a identidade dos participantes na trama.

É um livro que se lê rapidamente devido ao seu reduzido número de páginas. Além disso, a história não se torna maçuda, há sempre desenvolvimentos na acção, outras mortes e até um leve romance do protagonista com uma personagem minha homónima (confesso que até achei piada, não costumo ver muitas Veras na literatura), não obstante considerar que logo no epílogo ele desvenda demasiado sobre este caso amoroso. Este foi o ponto que considerei previsível. Já o desfecho, mais concretamente a identidade do homicida, creio que provou ser uma surpresa e gostei da forma como foi revelado, numa reunião das personagens, relembrando-me o mítico Poirot que desvendava o crime em moldes bastante similares.

Na estante constam mais algumas obras do autor. Quero torná-lo mais constante nas minhas leituras, de forma a conhecer melhor este autor que foi um marco na literatura policial portuguesa. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Elísabet Benavent - Nos Sapatos de Valéria [Opinião]

 
Sinopse: Divertida, emocionante e sexy como tu! Valeria é uma escritora de histórias de amor. Valeria vive o amor de forma sublime. Valeria ama Adrian até que conhece Victor. Valeria tem de ser sincera consigo mesma. Valeria chora, Valeria ri, Valeria caminha... Mas o sexo, o amor e os homens não são objectivos fáceis. Valeria é especial. Como todas nós.
Aviso: Pode causar dependência. 

Opinião: Sim, é verdade! Li um chamado chick-lit, portanto, um livro completamente fora da minha zona de conforto. Por um lado, estava curiosa com esta história que vi ser considerada como O Sexo e a Cidade espanhol, por outro, queria desanuviar um pouco dos crimes (objectivo cumprido, dêem-me JÁ um thriller ou um policial). 
Além disso, precisava de um livro desta categoria para o Book Bingo.

Um dos aspectos interessantes do livro é que não apresenta uma sinopse desenvolvida, por isso, numa fase inicial, desconhecia a história de todo. Apenas nos são dadas umas parcas referências sobre a protagonista, Valéria. Tirando a percepção de que me iria deparar com uma história ao estilo do Sexo e a Cidade, não sabia o que esperar da trama.
À medida que a história se desenvolvia, comecei a encontrar alguns pontos que, para mim, foram previsíveis. Contudo, isso não atenuou o interesse com que acompanhei Valéria e as suas amigas nas suas cruzadas. Não obstante discordar com algumas decisões das personagens (a mais flagrante é a da protagonista e a sua relação com o seu marido, Adrián).

A história debruça-se sobre quatro mulheres: Valeria, Carmen, Nerea e Lola que vão relatando os seus dramas e alegrias, de forma a que a leitora se sinta também ela (aqui dirijo-me ao público feminino pois creio ser o alvo deste género de literatura) inserida neste grupo de amigas. O assunto maioritariamente abordado é a relação com o sexo oposto e são destrinçados os vários tipos de relacionamento. Estes são narrados pelas amigas sem qualquer tabu. A trama é, assim, repleta de várias passagens extremamente eróticas.
No entanto, apesar da história abordar as situações mais caricatas destas raparigas, devo dizer que a história é propensa à reflexão não só sobre o amor e sexo, como também à amizade e ao mundo laboral. 

As amigas apresentam diferentes personalidades e acaba por ser inevitável que nós, mulheres, não nos revejamos um pouco ali e acolá. Embora não me identifique pessoalmente com nenhuma das personagens femininas, congratulo aquela garra e o girl power que as quatro revelam. De certa forma, lembraram-me as personagens criadas por Megan Maxwell e creio que esta característica é partilhada pelas mulheres latinas na literatura.

Nos Sapatos de Valéria é um livro que, apesar de não ser o meu género, entretém bastante. É um livro leve e divertido, tendo-o lido em dois ou três dias.
No entanto, foi notória a falta do ingrediente que tanto procuro na literatura e cinema: a adrenalina, o entusiasmo em reunir as pistas e formular várias hipóteses... (não consigo largar esta faceta de Sherlock que há em mim...). Mas soube bem ler um livro que não me pusesse constantemente a pensar em teorias da conspiração.

Em suma, embora não tenha ficado deslumbrada com Nos Sapatos de Valéria, devo reconhecer que este é um livro descontraído e leve, adequado para uma leitura agora de Verão.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Darcey Bell - Um Pequeno Favor [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Um Pequeno Favor é o romance de estreia de Darcey Bell. Inicialmente considerei-o bastante similar ao afamado Gone Girl. Esta minha percepção mais imediata prendeu-se essencialmente com dois factores: o de construção de personagens detestáveis e o desaparecimento de uma personagem feminina com um papel preponderante na trama.

Creio que, a par da trama com elementos bizarros, o ingrediente mais delicioso deste livro é, sem dúvida, as personagens.
Aparentemente nenhuma delas têm carácter de herói, o que muito me agrada. Confesso que personagens sem escrúpulos me regozijam. Mas esta é, como se podem aperceber, uma percepção muito pessoal. Sei que este tipo de personagens pode condicionar o leitor a não gostar da obra, por não haver empatia.

Uma das particularidades que creio ter funcionado bem é o círculo restrito de personagens cujo protagonismo é disputado por três: Stephanie, Emily e Sean. Stephanie, a blogger, divaga sobre as várias considerações sobre a maternidade e lifestyle no seu blogue. Os variadíssimos posts nada têm a ver com a realidade: à medida que vão sendo revelados os seus segredos, senti-me engolida naquela teia de mentiras, algumas com um carácter deveras excêntrico. Sentindo-me cada vez mais intrigada, devo contar-vos que este livro foi lido em pouco mais de um dia. 

A obra, que se estrutura em três partes, permitiu aperceber-me da percepção das três personagens principais. Ainda que não tenha sentido uma particular afinidade com as entradas no blogue de Stephanie (interesso-me particularmente pela blogosfera literária), devo dizer que foi nesta parte que me senti verdadeiramente surpreendida com a trama. À medida que esta desenvolve, a meu ver, vai perdendo o fulgor, embora o meu interesse teimava em não desvanecer. Considerei que, na recta final, a previsibilidade vai tomando conta da trama.

Não gostei particularmente do final (nem creio que tenha sido surpreendente) mas agora que reflicto sobre o livro, era o desfecho que mais fazia sentido. É que, ao longo da história, vamos encontrando várias referências às obras de Patrícia Highsmith, a criadora do psicopata Tom Ripley. E creio que este terá servido de inspiração para caracterizar uma personagem em particular. E pensando como Ripley, aquele final é perfeito!
Achei curioso a menção de dois filmes, Diabolique e Peeping Tom, este último já vi e julgo que é bastante inovador para a época. Quanto à obsessão de Emily por filmes de terror ou livros do thriller, estou em querer que seja para acentuar a sua sociopatia/psicopatia mas por favor, não generalizemos... é que eu própria também sou obcecada pelos mesmíssimos géneros e sou perfeitamente sã!

Na minha opinião, e pesando os pontos positivos/negativos, creio que estamos perante uma obra bem-conseguida, especialmente se tivermos em conta que este é o livro de estreia da autora.
De leitura ávida, proporcionou-me horas bem agradáveis de leitura. Para fãs de personagens maradas, acho que não devem perder este Um Pequeno Favor. 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Stephen King - Carrie [Divulgação 11x17]


Data de publicação: 4 Agosto 2017

               Título Original: Carrie
               Preço com IVA: 9,00€ 
               Páginas: 272
               ISBN: 9789722534529 

 «Carrie», livro de estreia do aclamado autor, é um clássico do suspense e do terror que continua a fascinar leitores por todo o mundo, aumentando a legião de fãs daquele que é apelidado por muitos de «mestre do terror».
«Carrie», de Stephen King, nas livrarias a 4 de agosto 

Sinopse: Neste  épico  do  terror,  Stephen  King relata  a  história  de Carrie,  uma rapariga reservada e estranhamente diferente de todas as pessoas da sua cidade. Na escola é rejeitada por todos, sendo alvo de partidas maldosas e humilhantes. Em casa, a vida não é mais fácil, tendo uma mãe possessiva e obcecada com a religião e o pecado, reprimindo-a constantemente.
Carrie encontra refúgio e canaliza toda a sua energia para os objetos, que consegue mover apenas com o poder da mente... até ao dia em que o rapaz mais popular da escola a convida para o baile de finalistas. Este acontecimento muda a visão que Carrie tem de si própria e leva-a a ganhar alguma confiança.
Ingénua, volta a ser humilhada por todos, num ato de uma crueldade inimaginável. Não suportando tamanha desumanidade, Carrie liberta por fim todo o seu poder, transformando-se numa  arma perigosa e destruindo tudo em seu redor.
Um cenário de pânico e horror instala-se, com os risos a serem substituídos pelos gritos e a diversão a dar lugar ao medo.




Jeannette Walls - O Castelo de Vidro [Opinião]


Sinopse: Esta é a história de Jeannette Walls, uma jornalista de sucesso que, durante muitos anos, ocultou um grande segredo. O da sua família. Uma família profundamente disfuncional e ao mesmo tempo extremamente viva e vibrante. O pai, Rex, é um homem carismático e entusiasta, que logra transmitir aos seus filhos a paixão pela vida. Ensina-lhes física, geologia, conta-lhes histórias. Mas Rex é alcoólico e, quando está bêbedo, é uma pessoa destrutiva e nada confiável. A mãe é um espírito livre, uma pintora muito orgulhosa da sua arte, que se entendia perante a ideia de uma vida convencional e que não está disposta a assumir a responsabilidade de criar os quatro filhos.
É uma família nómada. Vivem aqui e ali e sobrevivem como podem. Os filhos aprendem a cuidar de si, a proteger-se uns aos outros e, por fim, a sair do círculo vicioso da família e ir para Nova Iorque.
Os pais decidem seguir-lhes as pisadas, mas optam pela indigência. No caminho, muitas noites ao ar livre no deserto, dias em escolas onde só assistem às aulas durante uma semana, com vizinhos que os ajudam e enfrentando abusos de todo o tipo. 

Opinião: Tenho uma particularidade: gosto de livros que me choquem. Talvez por isso, tenha elegido como género preferido o thriller e o policial. Contudo, há toda uma panóplia de livros que, não pertencendo a estes géneros, também arrasam o leitor devido ao intrínseco carácter dramático. Falo de certos livros de memórias, um género que tenho descurado mas que, após esta experiência de leitura, vou reconsiderar essa opção.

Finda a leitura de O Castelo de Vidro, é inevitável não sentir um sufoco. Afinal de contas, esta é a autobiografia de Jeannette Walls. 
O livro inicia-se quando esta tem 3 anos de idade e sofre um acidente na cozinha. Rapidamente desenhou-se a ideia do quão negligentes seriam os seus pais por não a supervisionarem naquela tarefa. E imediatamente esta percepção toma dimensões maiores...

Ao longo da obra, deparamo-nos com inúmeros episódios que demonstram o quão imprudentes eram os pais, obrigando os filhos a crescer demasiado depressa. A capacidade de sobrevivência e a resiliência das crianças são factores importantíssimos.
São várias as situações que colocam a maternidade como perspectiva e como há excepções à regra. Nem todas as mães são maternais e acarinham. Há o reverso da medalha ainda que, felizmente, não conheça pessoalmente.
Creio que o ponto forte do livro reside na reflexão contínua sobre famílias disfuncionais. O flagelo do alcoolismo e estruturas financeiras familiares em declínio vêem aqui uma abordagem credível. 
Por norma, até então, e tendo em conta que li apenas histórias ficcionadas, devo afiançar que esta me impressionou muito por ter sido real. É, por isso, um livro muito emocionante e que joga constantemente com as nossas emoções.

O livro garante uma leitura ávida por manter o interesse em acompanhar a infância e adolescência da protagonista bem como dos irmãos, etapas que caracterizaria como instáveis e infelizes. Contínuo a referir-me a algumas situações como insólitas se comprarmos com uma infância saudável e normal.

Creio que é consensual desenvolver um laço afectivo com as crianças daquela família. Tive compaixão não só por Jeanette como pelas irmãs Lori e Maureen e pelo irmão Brian. Não posso deixar de manifestar um sentimento contraditório pelos pais das crianças.

Um aspecto que retive e é importante de ser mencionado é a forma como Jeannette lida com as várias situações ao longo da vida e o relacionamento com os pais. Muito provavelmente, um comum mortal ter-se-ia afastado dos progenitores mas a protagonista faz questão de ter contacto com os pais ao longo da sua vida e apesar das suas escolhas, o que considero louvável.

Indubitavelmente que uma história com este carácter tem maior valor se tivermos em conta de que os factos narrados são verídicos. É uma história chocante e comovente que recomendo por apresentar uma realidade que eu julgara ser apenas ficção. Creio que esta história, por muitos livros que leia, se tornará memorável.
Valeu mesmo a pena ter saído da minha zona de conforto: gostei imenso deste livro. Irei, certamente, ver o filme que estreará brevemente nas nossas salas de cinema.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dot Hutchison - O Jardim das Borboletas [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Agosto 2017

               Título Original: The Butterfly Garden
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896652913

Sinopse: Perto de uma mansão isolada, encontra-se um jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e... uma coleção de preciosas «borboletas». Jovens mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem esses belos insetos. Quem toma conta deste estranho lugar é o aterrador jardineiro, um homem retorcido, obcecado com a captura e a preservação de seus espécimes únicos. 
Quando o jardim é descoberto pela Polícia, os agentes do FBI Hanoverian e Eddison têm a tarefa de juntar as peças de um dos quebra-cabeças mais complicados das suas carreiras. Maya, uma das vítimas, ainda se encontra em choque e o seu relato está cheio fragmentos de episódios arrepiantes, no limite da credibilidade. O que esconderão as suas meias palavras?

Sobre a autora: Dot Hutchison é a autora de A Wounded Name, uma novela young adult baseada na obra Hamlet de Shakespeare. O Jardim das Borboletas é o seu primeiro thriller destinado ao público adulto. 


Colecção Noites Brancas da ASA

Hoje venho falar de uma colecção, certamente conhecida por vários adeptos da literatura policial. Tanto quanto consegui averiguar, esta colectânea cobre os vários subgéneros de thriller: conspiração, criminal, jurídico, político e psicológico. Refiro-me à colecção Noites Brancas da editora ASA.

Não sei se recordam das capas: a jacket era branca que envolvia a obra, de lombada preta.

Desde há uns tempos para cá que me tenho vindo a interessar por esta colecção que, para mal dos meus pecados, já se encontra esgotada. Atrevo-me a dizer que isto parece um deja vú e que passei por isto duas vezes: quando reuni os exemplares das colecções O Fio da Navalha e Minutos Contados. 

Estou a fazer um esforço hercúleo para completar esta colecção. Deixo a listagem, ao que consegui averiguar:
  1. Jean-Christophe Grangé - Rios de Púrpura
  2. Philip Kerr - A Vingança Serve-se Fria
  3. Patrick Redmond - Jogos Cruéis
  4. Dick Haskins - A Embaixadora
  5. Brigitte Aubert - A Morte dos Bosques
  6. Leonardo Padura - Morte em Havana
  7. Marianne Wesson - Habeas Corpus
  8. Jean-Christophe Grangé - O Voo das Cegonhas
  9. Marcello Fois - Sempre Caro
  10. Leonardo Padura - Paisagem de Outono
  11. Brigitte Aubert - Os Quatro Filhos do Dr. March
  12. Paul Adam - A Morte do Padre Vermelho
  13. Ruth Rendell - Jogos Perversos
  14. Philip Kerr - O Segundo Anjo
  15. Michael Dibdin - Lagoa Morta
  16. Joseph Kanon - A Última Traição
  17. Marcello Fois - Sangue do Céu
  18. Ramón Diaz Eterovic - Os Sete Filhos de Simenon
  19. Ed McBain - A Última Dança
  20. Bernhard Schlink/ Walter Popp - Neblina Sobre Mannheim
  21. Erle Stanley Gardner - A Noiva Atormentada
  22. Hector MacDonald - A Ratoeira
  23. Brigitte Aubert - A Morte das Neves
  24. Jean-Christophe Grangé - O Concílio de Pedra
  25. Patrick Redmond - Os Fantoches
  26. Leonardo Padura - Ventos de Quaresma
  27. Marco Vichi - O Comissário Bordelli 
  28. Philip Kerr - O Tiro
  29. Barbara Vine - Os Telhados do Bem e do Mal
  30. Andrew Taylor - As Quatro Últimas Coisas
  31. Leif Davidsen - A Foto de Lime
  32. Lee Child - Do Fundo do Abismo
  33. Martin Cruz Smith - O Homem Com Dois Corações
  34. Brigitte Aubert - A Morte da Branca de Neve
Desconheço se a colecção vai além deste número, há muito pouca informação sobre estes livros. Deixo-vos também um apelo: no caso de conhecerem algum local em Lisboa (provavelmente alfarrabista), que tenham estes livros, por favor avisem-me. Fico-vos imensamente agradecida! 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

A Estante está mais cheia [Julho 2017]


Abusei... uma vez mais... E faltam aqui livros que ainda não chegaram (como as promoções da Wook e uns da colecção Noites Brancas da ASA). Mostrá-los-ei no próximo mês.
Esta pilha é a dos oferecidos, agradecendo uma vez mais, a cortesia das editoras parceiras. A Musa foi oferecida pelo marido e Entre Mortos e Feridos ofertado pelo autor. Endereço a todos os meus sinceros agradecimentos.


Pilha dos comprados. Comprei O Contágio e Re-Viva O Imperador a um excelente preço. In Tenebris é, sem dúvida, o ex-libris. Há muito tempo que o procurava e quando uma amiga decidiu desfazer-se dele, foi com muito gosto que lho comprei. 
Pancada do momento: colecção Noites Brancas. Um deles foi 2,50 na feira de Belém e o outro a 1€ na feira da Ladra. 
Estão a ver uma série de Rex Stouts? Comprei-os anteontem na Ladra a 50 cêntimos. Nem há palavras pois não? Dick Haskins foi encontrado na feira da Gare do Oriente. A minha perdição foi a secção dos Policiais usados. 

Agosto vai ser calmo, tenho a certeza! E vocês? Compraram muitos livrinhos neste mês?

Julho em Livros


Este mês foi riquíssimo em leituras. Julho foi, indubitavelmente, um reading month, relegando para segundo plano séries e filmes (tirando, talvez, o Game of Thrones).
O mês começou com uma maratona muito especial dedicada aos meus géneros de eleição, como já postei aqui. Quis fazer jus ao evento e li imenso!

Mas o mês continuou...
 
Ainda estou a ler Cães de Caça e nem sei se consigo terminar hoje...

Um mês que foi pautado por boas leituras. No caso de escolher um que não tenha apreciado tanto, escolheria, provavelmente, Fala-me de Um Dia Perfeito, cujo género não é o de minha eleição. Her Last Tomorrow, publicado por cá como O Último Amanhã foi uma leitura ávida mas não me deslumbrou como teria gostado.

Por falar em leituras vorazes, li Um Pequeno Favor e O Castelo de Vidro enquanto o Diabo esfrega um olho.

Em suma, foi um mês bastante frutífero e não me resta desejar que tenha meses similares em termos de leituras. E vocês, leram muito neste Julho que termina hoje?

L.S. Hilton - Domina [Resultado Passatempo]


Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar do livro Domina de L.S. Hilton para oferecer.
Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 132 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Como se chama o primeiro livro protagonizado por Judith Rasleigh? Maestra
2. Em que cidade é que Judith tem uma vida de luxo? Veneza
3. Quantos exemplares do primeiro livro da trilogia foram vendidos à escala global? 1 milhão
4. Que órgão de imprensa é que se referiu a Domina como o cruzamento entre As Cinquenta Sombras de Grey e o Código da Vinci? Independent

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

123 - Liliana Silva (Sepins)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre o livro Domina, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ruth Ware - A Mulher do Camarote 10 [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Depois de ter lido Numa Floresta Muito Escura, tencionava revisitar a autora Ruth Ware. Não precisei de ter lido The Woman in Cabin 10 em inglês, a editora Clube do Autor já publicou a obra, de forma que a pude ler na minha língua materna.

Trata-se de uma história muito diferente da anterior, mantendo apenas como denominador comum o cenário claustrofóbico. Não existe, a meu ver, nenhum local mais ermo do que um camarote, num cruzeiro, que navega Oceano fora. E até a localização geográfica foi deliciosa: este cruzeiro navegava até aos fiordes noruegueses, um destino que, pessoalmente, considero deveras estimulante.

Não sendo um aspecto inovador mas funciona no género de thriller é a caracterização da narradora, Jo Blacklock, como não confiável. Esta percepção assenta logo nas primeiras páginas, altura em que há um acontecimento insólito entre ela e o seu namorado Judah. Além disso, esta impressão intensifica-se quando nos apercebemos que ela toma medicação, combinando-a com o álcool. Por esta razão, reconheci uma certa dificuldade em empatizar com a protagonista, embora julgue ser consensual que ela é detentora de algum poder. 
Sem dúvidas, estamos perante mais uma história que acentua o poder da mulher.

Portanto este tipo de narradores faz-nos duvidar da veracidade dos acontecimentos, não obstante crer que essa impressão se vai desvanecendo à medida que a trama se desenvolve e, finalmente, temos alguma certeza que efectivamente ocorreu um crime na altura em que aparece uma mensagem apelando à desistência de Lo em investigar o caso. Não podia ser mais revelador: aconteceu, com certeza, um crime e o que Lo ouviu não é fruto da sua imaginação.

O interesse na história até então divide-se em duas vertentes: o leitor fica curioso sobre a identidade da misteriosa mulher do camarote 10 e, acima de tudo, quem a teria morto. É legítimo afiançar que um dos pontos positivos é precisamente este.

É uma trama que desperta grande curiosidade desde os primeiros instantes e cujo desenvolvimento é francamente apelativo. Sendo uma história que ocorre num ambiente tão fechado, quis crer, a dada altura, que o desfecho seria previsível mas antes pelo contrário, a resolução do puzzle apanhou-me despercebida.

Ainda sobre a história, creio que esta é ágil e dinâmica, devido às transcrições de emails e mensagens em redes sociais. Na minha óptica, são elementos que poderão, eventualmente, ajudar o leitor a elaborar uma hipótese sobre o clímax, hipótese que cairá por terra. Volto a realçar que o final é completamente imprevisível e coerente.

Perante estas considerações, e tendo presente que gostei do livro anterior da autora, creio que este é ainda superior. A sensação claustrofóbica é palpável (mais ainda do que a floresta inóspita da história anterior); o desenvolvimento da história é intrigante e o final bastante satisfatório. Gostei! 


terça-feira, 25 de julho de 2017

Erle Stanley Gardner - Perry Mason E O Caso do Gato Distraído [Divulgação ASA]


Data de publicação: 25 Julho 2017

               Título Original: The Case of the Careless Kitten
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789892339450

Sinopse: Quando Helen Kendal recebe um telefonema do seu tio, Franklin Shore, fica tudo em alvoroço. É que o afamado banqueiro desaparecera misteriosamente dez anos antes, tendo deixado para trás a sua vasta fortuna. Agora, alguém parece querer impedir o reencontro entre os dois… Alguém capaz de deixar um rasto de sangue atrás de si.
Num caso mirabolante que envolve um jardineiro “raptado”, um gatinho distraído, e uma fiel secretária a braços com a justiça, Perry Mason vê-se obrigado usar os seus dotes para repor a verdade.

Considerado um dos melhores romances de Erle Stanley Gardner, "Perry Mason e o Caso do Gato Distraído" vendeu mais de 2 milhões de exemplares.

Sobre o autor: Erle Stanley Gardner foi um advogado criminalista norte-americano e escritor de histórias de detetives que também publicou sob os pseudônimos: A.A. Fair, Kyle Corning, Charles M. Green, Carleton Kendrake, Charles J. Kenny, Les Tillray, e Robert Parr. Foi o criador do detetive Perry Mason, de Della Street, confidente de Mason e de Paul Drake, um velho amigo de Mason que é chefe da Agência Detetive Drake. 
Ao todo foram quase 150 romances policiais e histórias de ficção científica, Erle Stanley vendeu mais de 3000 milhões de livros e entrou para o Guiness. Após a sua morte, a série de Perry Mason teve continuidade através de Thomas Chastain.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Passatempo Editorial Presença: L.S. Hilton - Domina


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Domina de L.S. Paris. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 24 de Julho de 2017 e termina às 23h59 do dia 30 de Julho de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)






Para mais informações sobre o livro Domina, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui

Ross Macdonald - Dinheiro Negro [Divulgação Alfaguara]


Data de publicação: 19 Julho 2017

               Título Original: Black Money
               Preço com IVA: 16,90€
               Páginas: 336
               ISBN: 9789896652838

Um clássico de literatura policial noir-hardboiled daquele que foi, por muitos, considerado melhor que Raymond Chandler.

Sinopse: Lew Archer é o detective privado mais carismático de Los Angeles. Quando é contratado por Peter Jamieson Jr. para investigar a fuga da sua noiva, dona de uma beleza intoxicante, com um misterioso professor francês, Archer convence-se de que se trata de um simples e banal caso de alienação de afectos. Este caso, porém, nada tem de simples e tudo muda de figura quando o astuto detective descobre ligações deste esquivo francês a um antigo caso de suposto suicídio e a incomensuráveis dívidas de jogo. Ninguém é quem parece ser nesta incrível trama conduzida pelo poder da paixão e do dinheiro.
Dívidas de jogo, cobiça, homicídio, sexo e chantagem são os ingredientes principais de um clássico policial confirmado por leitores e pela crítica, de um realismo, ironia e envolvência de que apenas o grande mestre Ross Macdonald é capaz. Originalmente publicado em 1966, Dinheiro Negro revela-nos o verniz estalado da sociedade sul-californiana dos anos 60 através de uma linguagem cativante e de personagens eximiamente criados.
Um clássico imperdível.

Sobre o autor: O verdadeiro nome de Ross Macdonald era Kenneth Millar. Nascido perto de São Francisco em 1915 e criado em Vancouver, na Columbia Britânica, Millar regressou aos Estados Unidos ainda jovem e publicou o seu primeiro romance em 1944.
Desempenhou funções como presidente dos Escritores de Mistério da América e foi laureado com o Prémio Grão-Mestre desta associação, bem como com a Adaga de Prata dos Escritores de Mistério da Grã-Bretanha. Faleceu em 1983.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Selva Almada - Raparigas Mortas [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 4 Setembro 2017

               Título Original: Chicas muertas
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 192
               ISBN: 9789722063050

Sinopse: «Três adolescentes de província assassinadas nos anos oitenta, três mortes impunes ocorridas quando ainda, no nosso país, desconhecíamos o termo femicídio.» Três assassínios entre centenas que não chegam aos títulos de capa nem atraem as câmaras dos canais de TV de Buenos Aires. Três casos que chegam desordenados: são anunciados na rádio, recordados no jornal de uma cidade, alguém fala deles numa conversa. Três crimes ocorridos no interior da Argentina, enquanto este país festejava o regresso da democracia. Três mortes sem culpados. Convertidos em obsessão com o passar dos anos, estes casos dão lugar a uma investigação atípica e infrutífera. A prosa nítida de Selva Almada plasma em negro o invisível, e as formas quotidianas da violência contra meninas e mulheres passam a integrar uma mesma trama intensa e vívida. Inscrevendo-se no género «romance não ficção», inaugurado por Truman Capote, Raparigas Mortas é uma obra singular. Combinando perceções e lembranças pessoais com a investigação de três femicídios no interior da Argentina durante a década de 80, Selva Almada revela, de modo subtil, a ferocidade do machismo e o desamparo das mulheres pobres, ao mesmo tempo que abre novos rumos à narrativa latino-americana.  

Sobre a autora: Selva Almada é uma escritora argentina. Dirige o ciclo de leitura Carne Argentina, desde o seu início em 2006. De parte do financiamento que recebeu do Fondo Nacional de las Artes de Argentina (FNA - Argentina) para desenvolver um projecto sobre o homicídio adolescente, resultou a obra Raparigas Mortas.



Clube de Leitura Bertrand

Não posso deixar de partilhar convosco um convite que aceitei há instantes e que me deixou bastante empolgada!

Na próxima segunda feira, dia 24, estarei na Bertrand do Vasco da Gama a conduzir uma agradável tertúlia dedicada à obra de Paula Hawkins, Escrito na Água. O evento será às 19h e analisaremos a obra que foi publicada mundialmente no dia 2 de Maio. 


 

Os interessados poderão inscrever-se através do email leitor@bertrand.pt e tem um custo de 5€, que reverterá em vale. Portanto, poderão juntar-se a nós nesta conversa e, posteriormente, ainda comprar, quiçá, uma das novidades de dia 24 de Julho. 

Poderão encontrar mais informações no seguinte link referente ao evento. 

Gostaria muito de vos ver por lá! Até segunda-feira.

Jennifer Niven - Fala-me de um Dia Perfeito [Opinião]


Sinopse: Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora.

Opinião: Não costumo, como sabem, enveredar por literatura deste género mas estou no desafio do Book Bingo e uma das categorias é, precisamente, ler um YA. Quis fazer já linha, daí ter optado ler Fala-me de um Dia Perfeito, um livro que fez furor aquando o seu lançamento.

Sou imberbe no que concerne a este género mas já consegui identificar um aspecto recorrente no YA: a abordagem de temas sensíveis, experienciados nesta faixa etária. Creio não ser surpresa, este aborda então o suicídio na adolescência. O leitor depara-se, logo nas primeiras páginas, deste flagelo que está explícito na sinopse, crendo portanto, não estar a desvendar de imediato algo pertinente sobre a história. Não obstante crer que, ao longo do desenvolvimento da história, este tema desvanece dando lugar ao processo de luto, vivido pela protagonista feminina, Violet.
Quanto ao protagonista masculino, Theodore, este sofre com depressão, uma doença que vejo ser subvalorizada, ainda nos dias de hoje. 

Este é, indubitavelmente, um livro muito bonito e aborda as temáticas supra-referidas com um trato sério, não obstante ter gostado de ver um maior desenvolvimento nestas. Creio que, a certo ponto, a trama começa a debruçar-se mais sobre a relação de Finch e Violet e na interacção destes no meio escolar, uma realidade que, no auge dos meus 30s, me faz sentir um pouco desenquadrada.
Poderei confidenciar que estava a pensar que a trama seria mais pesada e deprimente, percepções que se intensificaram no início e desfecho do enredo.

Contudo, pelo tom dramático com que as personagens são definidas, Violet com o luto e Finch pelas doenças mentais, as personagens pareceram-me um pouco mais adultas e agradou-me ver essa maturidade, característica esta que os destaca de serem apenas miúdos. 
Um aspecto que não achei verosímil, embora esta minha percepção entronque numa questão cultural: os pais de Violet pareceram-me demasiado estáveis para quem perdeu uma filha. Agiam de forma tão normal que, nas primeiras páginas, até coloquei em causa se a rapariga morta era mesmo irmã e não apenas uma amiga da protagonista.

Como referi anteriormente, no que concerne ao desfecho, achei-o bastante intenso mas não posso deixar-me de me sentir pouco surpreendida com a forma como o livro termina. Creio que o final é muito previsível mas agora que reflicto nisso, não poderia deixar de o ser, a fim de acentuar mais a mensagem e essência da trama. Emocionei-me muito na recta final da obra, é inevitável que nos sintamos assoberbados com a carga dramática da história.

Na minha óptica, é um livro que entretém e que nos convida a reflectir sobre a temática do suicídio juvenil, um tema que, pessoalmente, não vejo ser abordado com frequência a nível nacional. E adianto que, normalmente, tende-se a dissociar estas chamadas de atenção dos adolescentes de questões do foro de saúde mental, pelo que, há que ser mais conscienciosos com esta faixa etária.

Ainda que o YA não seja de todo a minha praia, foi um livro que apreciei e retirei alguns ensinamentos. Para quem trabalha com jovens, é sempre mais uma oportunidade de revisitar aquele mundo para tirar algumas ilações de vida pertinentes, como a que é apresentada aqui. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Peter Brooklyn - Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém [Divulgação]


Data de publicação: Junho 2017

               Título Original: Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 176
               ISBN: 9789897022906

Sinopse: Norte e Sul de Portugal. Dois homicídios. Os vícios do mundo do futebol e dos dirigentes desportivos, a corrupção política, o submundo da comunidade homossexual bar lisboeta, as práticas sadomasoquistas, são os ingredientes principais deste romance policial empolgante e polémico.
O inspector Pereira investiga um duplo homicídio: o arquitecto Coentro, número dois da Câmara da Marginal, é assassinado na véspera dum julgamento em que devia testemunhar sobre negócios de corrupção; o venerado presidente do Futebol Clube do Norte, José Castro, é encontrado morto no parque dum luxuoso bordel portuense. Mera coincidência ou estarão os dois crimes relacionados? O mistério aumenta à medida que novos suspeitos vão surgindo.
Deprimido pela chuva incessante e pela profunda crise que assola o País, o inspector Pereira tem de se apresentar no auge de todas as suas faculdades para resolver estes mediáticos homicídios. Pereira deverá proceder cautelosamente para encontrar os responsáveis pelos dois crimes.

Sobre o autor: Peter Brooklyn, casado com uma portuguesa, viveu cerca de 20 anos em Lisboa. Hoje, reside e trabalha em Nova Iorque. Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém é a primeira investigação do inspector Pereira a ser publicada em Portugal. O inspector, polícia culto, estudioso de Fernando Pessoa, é um apreciador de mulheres maduras e altas e da boa gastronomia portuguesa. Pereira não dispensa a colaboração de Godinho, veterano bon vivant e bem relacionado, e de Moreira, uma jovem polícia com forte temperamento.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Megan Miranda - Uma Perfeita Estranha [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 24 Julho 2017

               Título Original: The Perfect Stranger
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789898869241

Sinopse: Leah precisa de fugir
Leah levou demasiado longe o seu trabalho como jornalista ao publicar um artigo em que acusou um professor universitário de fornecer drogas aos alunos. Pensou que a verdade seria suficiente para resolver tudo. Estava enganada.
Emmy tem a solução
Graças à amiga Emmy, Leah consegue escapar ao escândalo, refugiando-se com ela numa pequena vila na Pensilvânia, longe de tudo, onde arranja um trabalho como professora. Infelizmente para Leah, ninguém é quem parece ser.
Mas o passado não pode ficar enterrado
Uma mulher incrivelmente parecida com Leah aparece morta nas margens do lago da vila. Uma carrinha é encontrada no fundo do lago. Emmy desaparece, sem deixar qualquer rasto, deixando a polícia a suspeitar que nunca terá existido, sequer. O que está, afinal, a acontecer?

Sobre a autora: Megan Miranda é autora de romances de sucesso como Fracture, Hysteria, Vengeance e Soulprint. Licenciada em Biologia pelo MIT, vive perto de Charlotte, no leste dos Estados Unidos, com o marido e os dois filhos.
Uma Perfeita Estranha é o seu segundo romance publicado pela Topseller, depois de As Desaparecidas, a sua estreia nos thrillers e na escrita para adultos.
Saiba mais sobre a autora em:
www.meganmiranda.com

Imprensa
«Um thriller irresistível, fascinante e de leitura imparável.» 
Publishers Weekly

Anteriormente publicado 
 Opinião AQUI










 

Håkan Nesser - O Olhar da Mente [Opinião]

 

Sinopse: AQUI

Opinião: Já tive conhecimento deste autor, recomendado pelos amigos audazes que lêem frequentemente em inglês. Nunca li, até então, uma obra do famigerado Håkan Nesser, por isso devo começar a minha opinião por congratular a editora TopSeller por ter investido neste autor e, por conseguinte, me ter dado a oportunidade em ler uma obra do mesmo na minha língua materna. Espero que a série protagonizada pelo Inspector Van Veeteren seja bem aceite em terras lusas.

Pessoalmente, sendo uma fã acérrima de novelas criminais nórdicas, considero que O Olhar da Mente é um típico policial, tornando-se mais especial devido ao ambiente onde está inserido (que posso fazer? Eu e o meu fascínio pela Escandinávia...).

Começa por um invulgar crime: uma mulher afogada na própria banheira. O marido confuso, sem qualquer lembrança da noite passada, recaindo sobre ele as suspeitas de ter assassinado Eva. Rapidamente se instala a dúvida sobre a sanidade mental do professor de História, Janek Mitter, ainda que este afiance a sua inocência.
Dada a natureza incomum deste crime, senti-me, desde o primeiro instante, bastante intrigada com este homicídio, interesse que foi intensificando com o decorrer da leitura. Não esperava um acontecimento em particular, que redobrou a minha curiosidade em conhecer o desenlace deste quebra-cabeças.

Creio que, além da história, um outro aspecto digno de realce é o cenário. Apesar da trama se situar num local idealizado pelo autor, pareceu-me que a cidade de Maardam poderia bem existir. O autor descreve, com mestria, a localização das variadas instituições onde decorrem os inquéritos e pareceram-me bastante verosímeis. À semelhança de outros policiais nórdicos que atiçam a vontade (pelo menos, a título pessoal), em conhecer as cidades que servem de cenário, tive exactamente a mesma percepção com Maardam.

Não posso deixar de tecer algumas considerações sobre o invulgar inspector Van Veeteren. Este destaca-se devido à sua personalidade inconstante, é rabugento, fruto de um casamento falhado e tece, na grande maioria das vezes, alguns comentários sarcásticos. 

O desenvolvimento da trama, a meu ver e como afirmei anteriormente, é intrigante contudo desconfiei de uma personagem que estava ligada ao sucedido. Não obstante reconhecer que existe alguma complexidade em torno desta estranha morte, aquela ligação das personagens torna-se, a meu ver, algo óbvia.

Em suma, gostei de revisitar a Suécia, ainda que a cidade em questão seja imaginária. O Olhar da Mente apresenta um homicídio bastante particular com um desenvolvimento muito satisfatório. Gostei de conhecer o inspector Van Veeteren e apreciaria ler mais casos desvendados por este. 


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Adam Croft - Her Last Tomorrow [Opinião]


Li a versão original, em ebook, do livro O Último Amanhã. Demorei cerca de um dia. O livro é pequeno, com 200 e algumas páginas e os capítulos são curtos. Sem dar conta, na primeira noite li logo 28%. Posso dizer que, tendo uma acção frenética, O Último Amanhã é um livro viciante, contudo e agora que findei a sua leitura, não posso crer que me tenha rendido completamente.

Passarei então a explicar. Talvez tenha uma percepção errada da minha parte até porque, como li O Casal do Lado e Aqueles Que Merecem Morrer há, relativamente, pouco tempo, apercebi-me de algumas similaridades entre estas obras e O Último Amanhã. A premissa do livro é, de facto, o desaparecimento de uma criança e, conforme a frase que consta da capa, o leitor apercebe-me imediatamente de que Ellie, a filha de Nick, terá sido raptada. O resgate é, no entanto, incomum pois em vez de dinheiro, está em jogo uma vida, a da mulher de Nick. É neste ponto que residia, a meu ver, uma aparente originalidade da história mas de repente lembro-me de O Marido de Dean Koontz em que o desenvolvimento da história se alicerçava sobre um caso semelhante.
Foi inevitável não pensar em Lily de Aqueles Que Merecem Morrer quando, a certa altura, Nick delega o assassinato da mulher a outrem.
Daí que, não tirando mérito ao autor (pois de facto, estamos perante uma história que agarra o leitor), identifiquei alguns pontos comuns com as obras que nomeei. Pessoalmente não encontrei nenhum elemento verdadeiramente inovador da trama que justifique o hype desta. Relembro que a primeira edição da obra foi numa publicação de autor e foi um sucesso de vendas. Não obstante ser um enredo bastante ágil que proporciona uma ávida leitura, reiterando que esta experiência de leitura foi muito rápida, num espaço de apenas um dia. Há que ter em conta também que, não lendo na minha língua materna, a leitura costuma ser, regra geral, mais morosa.

No decorrer da leitura, estava sempre expectante com o rumo da acção. O rapto de Ellie, pareceu-me, inicialmente, um acaso, percepção deitada abaixo com o aparecimento do estranho resgate. Notei que a trama é muito actual, pegando na modernização da tecnologia como uma ferramenta aparentemente eficaz na transmissão de informação sem que seja conhecida a identidade do remetente. As redes sociais ou os vídeos do Dailymotion vão além do canal de entretenimento como nós o conhecemos. 

Além disso, devo louvar o desfecho da história. Não equacionei, devo confessar, que a resolução do puzzle seria daquela forma e acabei por ser surpreendida.

Ainda que a obra seja um thriller acaba, inevitavelmente, por levar a reflectir sobre relações matrimoniais e as prioridades que são estabelecidas numa sociedade em que grande parte da população é workaholic e secundariza a família. Desta forma, pareceram-me pouco convincentes algumas atitudes de Tasha, mulher de Nick, perante o desaparecimento da filha. Normalmente a mulher tem um papel mais maternal.

Por último, não poderia deixar de apontar um aspecto curioso relativo ao autor: a sua generosidade em partilhar com os leitores a sua propriedade intelectual. Registei-me no site dele e recebi, gratuitamente, um ebook, denominado A Cry For Help. Parece-me que seja igualmente um thriller e independente de O Último Amanhã. Certamente que lhe darei uma oportunidade.

Em suma, um livro que entretém por um bom par de horas, contudo, a meu ver, não se evidencia (com excepção, talvez, do final) dos demais thrillers que assentam sobre a temática do rapto.

B.A. Paris - Ao Fechar a Porta [Resultado Passatempo]


Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar do livro Ao Fechar A Porta de B.A. Paris para oferecer.
Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 162 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Como se chama o casal protagonista de Ao Fechar a Porta? Jack e Grace
2. Qual é a profissão dele? Advogado
3. Onde nasceu B.A. Paris? Em Inglaterra
4. Li este livro em Inglês e delirei quando soube que seria publicado por cá. Verdadeiro.

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

41 - Ana Nogueira (Coimbra)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre o livro Ao Fechar a Porta, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui