sexta-feira, 28 de abril de 2017

Dashiell Hammett - Colheita Sangrenta [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 4 Maio 2017

               Titulo Original: Red Harvest
               Tradução: Dora Reis
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 256
               ISBN: 9789723830026

Colheita Sangrenta foi o primeiro romance escrito por Dashiell Hammett e é muito mais do que um soberbo exemplo de ficção policial – é também uma história magnífica sobre a corrupção e a violência na América dos anos 20 e um texto revelador da genialidade que viria a fazer de Hammett um dos grandes nomes da história da literatura policial. 
Publicado originalmente em 1929, é a 4 de maio lançado pela Livros do Brasil.

Sinopse: O agente da Continental, protagonista desta história, é contratado para resolver um caso em Personville – também conhecida como Poisonville –, mas o seu cliente, aquele que parece ser o único homem honesto da cidade, é assassinado ainda antes de se encontrarem. Com o objetivo de controlar as greves dos trabalhadores, fora o próprio pai da vítima quem fizera entrar na cidade uma série de gangues que rapidamente se tornaram os seus senhores. Agora terá de ser o agente da Continental a tomar o assunto em mãos, ainda que para isso se veja obrigado a usar os mesmos métodos sangrentos dos seus adversários.

Sobre o autor: Dashiell Hammett nasceu em 1894, no estado de Maryland, EUA.
Com vinte e um anos, foi contratado pela Agência de Detetives Pinkerton e este período serviu-lhe de inspiração para a escrita de policiais. A sua carreira literária iniciou-se com a publicação de contos na revista Black Mask, protagonizados desde logo pelo investigador Continental Op, que seria o herói do seu livro de estreia, Colheita Sangrenta. O Falcão de Malta, publicado em 1930, é a primeira obra onde surge outra das suas personagens marcantes, o detetive Sam Spade, e continua a ser até hoje o seu livro mais famoso, tendo sido frequentemente transposto para o cinema. Completam a obra essencial de Hammett os títulos A Maldição dos Dain (1929), A Chave de Cristal (1931) e O Homem Sombra (1934).
Juntamente com Raymond Chandler, Dashiell Hammett introduziu o realismo as histórias de detetives e é considerado o pai do género hard-boiled. Faleceu em Nova Iorque a 10 de janeiro de 1961.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace  

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Jørn Lier Horst - Cães de Caça [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 30 Maio 2017

               Titulo Original: Jakthundene
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789722062268

Sinopse: O inspector-chefe William Wisting é suspenso e alvo de uma investigação após ser acusado de falsificar provas. Há dezessete anos, Wisting foi o responsável pela resolução do homicídio da jovem Cecilia Linde, um dos crimes mais mediáticos da Noruega. Agora, descobriu-se que as provas foram forjadas e o homem errado condenado. Wisting passou toda a sua carreira a perseguir criminosos, mas desta vez é ele o perseguido. Para descobrir o que realmente aconteceu e limpar o seu nome, ele terá de conduzir a sua própria investigação secreta, auxiliado pela filha jornalista, Line. Depois, outra jovem desaparece. E inicia-se, então, uma corrida entusiasmante.

- PRÉMIO MARTIN BECK 2014
(atribuído pela Academia Sueca de Escritores de Policiais)

- PRÉMIO CHAVE DE VIDRO 2013
(para o melhor policial escandinavo)

- PRÉMIO RIVERTON/ REVÓLVER DOURADO 2012
(para o melhor romance policial norueguês)

Sobre o autor: Crítico e editor, Arne Dahl é considerado um dos melhores autores de policiais nórdicos.
Os seus livros encontram-se traduzidos em 32 países e já venderam perto de três milhões de exemplares. Uma das suas séries foi adaptada à televisão e os episódios da primeira temporada já exibidos em 40 países. Areias Movediças, que tem como protagonistas os detetives Sam Berger e Molly Blom, é o primeiro título de uma nova série iniciada em 2016.

Anteriormente publicado
 Opinião AQUI

Arne Dahl - Areias Movediças [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 9 Maio 2017

               Titulo Original: Utmarker
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 408
               ISBN: 9789722062664

Sinopse: O primeiro livro da nova série do galardoado autor sueco Arne Dahl, protagonizada pelo inspetor Sam Berger  e a agente infiltrada do Serviço de Segurança, Molly Blom, abre caminho a uma sequência de policiais em que o enredo escapa aos limites das tradicionais competências da Polícia, concentrando-se mais nas vítimas… e nos assassinos.
Ellen Savinger, de 15 anos, está desaparecida há duas semanas. Sam Berger receia que tenha sido raptada por um serial killer, mas são poucos os colegas no Comando da Polícia de Estocolmo dispostos a ouvi-lo: sem corpo não há crime.
Sam decide agir sozinho, e no decorrer das suas diligências começa por interrogar Nathalie, uma mulher que sabe mais do que deixa transparecer, e que ele acredita ser cúmplice do criminoso. À medida que aprofunda esta tese, apercebe-se de uma sinistra ligação ao seu próprio passado e depressa o caçador passa a ser a presa.
O primeiro romance da nova série do galardoado autor sueco Arne Dahl, protagonizada pelo inspetor Sam Berger e a agente infiltrada do Serviço de Segurança, Molly Blom, abre caminho a uma sequência de policiais em que o enredo escapa aos limites das tradicionais competências da Polícia, concentrando-se mais nas vítimas... e nos assassinos.

Sobre o autor: Crítico e editor, Arne Dahl é considerado um dos melhores autores de policiais nórdicos.
Os seus livros encontram-se traduzidos em 32 países e já venderam perto de três milhões de exemplares. Uma das suas séries foi adaptada à televisão e os episódios da primeira temporada já exibidos em 40 países. Areias Movediças, que tem como protagonistas os detetives Sam Berger e Molly Blom, é o primeiro título de uma nova série iniciada em 2016.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Karin Slaughter - Fallen [Opinião]


Como muitos de vós puderam constatar, o mais recente livro publicado por cá da autora Karin Slaughter, A Mulher Oculta, corresponde ao 8º livro da série protagonizada por Will Trent. Será também pertinente lembrar que o último livro publicado, Broken, é o 4º, colocando-nos a nós, leitores, numa posição algo ingrata. Simplesmente ficámos com um hiato de três livros e um conto (#5 Fallen, #5.5 Snatched, #6 Criminal e #7 Busted). Muito sinceramente, não consigo compreender estas opções editoriais. 
Achei pertinente, antes de enveredar pela mais recente obra publicada, ler o quinto da série (e os outros que faltam). Assim, fui obrigada a optar pela leitura em inglês de Fallen. Começo a lidar com as leituras em inglês com um outro ânimo.

Na minha óptica, agora que terminei a obra, creio que esta história adianta alguns factos importantes para a série doravante. O mais evidente é a vida pessoal do Will Trent que tem uma mudança significativa nesta história. Depois dos acontecimentos referentes a Trent, sinto que nada será como antes, não obstante considerar que a personagem Angie Polaski ainda dará que falar. A relação entre esta e Trent continua a ser marcada por uma toxicidade incomum se tivermos em conta que são um casal e choca-me que haja/tenha havido paixão ou atracção sexual naquelas circunstâncias. Claro que o passado de Will terá sido abonatório. É novamente trazido à baila o assunto da infância de Will e Angie que é bastante angustiante, como se devem recordar, reforçando que aquele jogo de subjugação e manipulação que ela exerce sobre ele já vem desde tenra idade.

Além disso, esta história debruça-se sobre Evelyn Mitchell, a mãe de Faith, uma personagem que tem algum destaque na série por ser parceira de Will. Muito sinceramente não me recordo se esta personagem foi devidamente esmiuçada nos livros anteriores. Até então, a minha ideia sobre ela era muito redutora e foi consolidada com esta história. 

Ao contrário das outras obras de Slaughter em que os crimes são, predominantemente, de cariz sexual, em Fallen este debruça-se sobre o desaparecimento de Evelyn. 
O cenário inicial é aterrador. A história começa quando Faith se dirige à casa da mãe e apercebe-se de que algo está muito errado: a mãe não atende o telemóvel, há uma dedada de sangue na porta da entrada, a filha bebé, Emma, que estava aos cuidados da avó, foi encontrada sozinha no anexo da casa.
A acção do livro é frenética, nunca me aborreceu, quer pelo desenvolvimento do caso, quer pelos avanços nas tramas pessoais de Will/ Angie e Sara Linton e até núcleo familiar de Faith.

À medida que a história evoluía, pensei nas várias hipóteses: Evelyn terá sido assassinada? Ou a reformada capitã da polícia de Atlanta fora raptada? E se sim por que motivos? 
É uma trama que, à semelhança das outras da autora, nos deixa a remoer sobre a história. A violência é explícita e, novamente, fiquei rendida às histórias de Slaughter. O desfecho é surpreendente e nunca me passou pela cabeça a resolução do puzzle que a autora nos apresenta.

Em suma, parece-me bastante audaz passar do 4º livro da série, Broken, para o 8º de imediato. Creio que se perdem muitos pormenores sobre as personagens. 
Considero de facto que esta obra é uma mais valia a fazer a ponte entre as recentes obras publicadas por cá. Não achei que o inglês da obra fosse demasiado exigente e devo dizer que estou rendida à experiência de ouvir o audiobook enquanto leio neste idioma. Facilita a experiência de ler em inglês quando não se tem muita prática, como eu. Um livro que, por razões óbvias não fosse a Karin Slaughter uma das minhas autoras de eleição, recomendo vivamente.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Paula Hawkins - Escrito na Água [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Escrito na Água é publicado, a nível mundial, dia 2 de Maio mas por aqui já foi lido. Confesso que estava empolgadíssima desde a altura em que o livro foi anunciado, afinal de contas, gostei de A Rapariga no Comboio e tinha a autora debaixo de mira.
Devo também agradecer e congratular a editora TopSeller na aposta destes Exemplares de Avanço, uma iniciativa que, à semelhança do livro anterior, permitiu-me ler atempadamente a segunda obra de Paula Hawkins.

Posto isto, passemos então ao meu parecer. Não vou desvendar nada sobre a história, a sinopse até está bastante esclarecedora, afim de evitar qualquer spoiler. Em cima incluo, como já é hábito, a hiperligação para que vós a possais ler.

Vou ter que, como é evidente, mencionar alguns factos e percepções aquando da minha leitura de A Rapariga no Comboio, em jeito de uma comparação entre esta obra e a anteriormente publicada.
Apesar de A Rapariga no Comboio ter sido um estrondoso sucesso, denoto que existe uma maturação, a nível de história, em Escrito na Água. A trama é, a meu ver, mais complexa, não obstante haver uma característica em comum: as personagens em camadas. No género de thriller psicológico essa é a forma mais óbvia de levantar suspeitas e desconfianças relativamente à identidade dos antagonistas.

De um circulo restrito de personagens em A Rapariga do Comboio, passamos para um elenco bem mais abrangente e é precisamente nesse ponto que reside a minha única crítica negativa ao livro: a forma como este se apresenta, sob múltiplos POV (os chamados point of view) que, numa primeira análise, comprometem a agilidade da trama. Durante as primeiras páginas denotei alguma confusão no que concerne à atribuição de uma igual importância aos protagonistas da história, ainda que esse mesmo papel pudesse ser meramente circunstancial. Entendo que a autora queira incutir no leitor um sentimento de dúvida, extensível a todos os participantes na história, contudo, devo confessar que não apreciei particularmente esse aspecto.

Daí que tenha achado algo moroso os primeiros momentos da narrativa, embora sem que tal tenha comprometido o interesse na história. Desde o primeiro instante que considerei a morte da Nel bastante suspeita ao ponto de ficar bastante curiosa em conhecer a história da personagem feminina, tendo considerado assaz estimulante a introdução de acções temporais mais antigas. Agora é a parte que vocês dizem: "Mas oh Verovsky, isso também acontecia n´A Rapariga do Comboio". Eu sei, leitores, mas haver um elemento tão trágico como O Poço das Afogadas que remete, primeiro para o ano de 1679 e posteriormente para 1983, já me pareceu bem mais intrincado e achei interessante a forma como uma situação, que decorre na actualidade, se entrelaçou com um acontecimento passado no século XVII. Teria gostado, pessoalmente, de ver mais desenvolvido o relato de Libby, a menina que se afogara nesta altura. Creio que a menção desta personagem serve meramente para reforçar os suicídios que ocorreram naquele local.

E claro, a autora refere alguns episódios decorridos num passado mais recente, em 1993 para ser precisa, episódios esses que relatam situações incómodas das irmãs Jules e Nel, ainda estas eram adolescentes. Aqui pego num outro ponto que considero sempre bastante interessante em tramas deste género: o desvendar de segredos. Os intervenientes da história têm algo a esconder e o timing das revelações foi bastante inteligente. A partir da terceira parte do livro, fiquei mesmo agarrada à história. Um efeito tardio mas que valeu a pena.

Não posso deixar de referir que esta minha experiência de leitura foi oposta à da Rapariga do Comboio, em que li a obra avidamente, não obstante reconhecer, agora que li os dois trabalhos da autora, que a trama é mais simplista relativamente à da presente obra. Tal como na obra antecessora, a autora quis levantar alguns temas controversos, sendo o mais pertinente o do suicídio. O papel da mulher continua, como já denotara em A Rapariga do Comboio, a ter um principal destaque. Escrito na Água é, sem dúvida, um livro muito intenso.

Posto isto, prevejo que Escrito na Água possa também agradar aos leitores que ficaram descontentes com A Rapariga no Comboio. É uma história interessante e, acima de tudo, maturada.
Paula Hawkins estará este ano na Feira do Livro de Lisboa nos dias 10 e 11 de Junho. Até lá podeis ler Escrito na Água. Estará nas livrarias a partir de 2 de Maio.

Kate Summerscale - O Rapaz Perverso [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 21 Abril 2017

               Titulo Original: The Wicked Boy: The Mystery of a Victorian Child Murderer
               Tradução: Vasco Teles de Menezes
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 336
               ISBN: 9789722533591

Kate  Summerscale é  uma  autora  com  diversos  êxitos  internacionais  e obras premiadas, sendo o mais notório dos seus livros As Suspeitas do Sr. Whicher. A  autora  regressa  agora  com O  Rapaz  Perverso, um  misto  de thriller,  investigação  criminal,  relato  de  uma  época  e  história  formativa.
Kate   Summerscale   faz   uma   pesquisa   minuciosa   e   levanta   temas apaixonantes, que explora com inteligência e paixão.
Com uma narrativa elegante  e  ricamente  detalhada, esta  obra agarra  de  imediato  o  leitor, transportando-o à Londres da época Vitoriana para desvendar o mistério de uma criança assassina.
Este livro tem como ponto de partida uma história verídica.
Foi durante uma  pesquisa  pelos jornais  de Londres  da  era  vitoriana,  enquanto procurava inspiração para   escrever   o   seu   novo   livro,   que   Kate Summerscale   se   deparou   com   a arrepiante história de   um   crime envolvendo Robert Coombes, de 13 anos.

Sinopse: Na manhã de segunda-feira, 8 de julho de 1895, Robert Coombes, de 13 anos, e o irmão Nattie, de 12, saem da sua casa térrea  em  Londres  para  irem  ver  um  jogo  de  cricket.  O  pai tinha  ido  para  o  mar  na  sexta-feira  anterior,  disseram os rapazes aos vizinhos, e a mãe estava de visita a familiares em Liverpool. Ao longo dos dez dias seguintes, Robert e Nattie gastam dinheiro de maneira extravagante, empenhando os valores dos pais para irem ao teatro e à praia. Mas quando o sol incide em toda a sua força sobre a casa dos Coombes, um estranho cheiro começa a emanar dela.
Quando  a  polícia  é  finalmente  chamada  a  investigar,  a  descoberta  que  faz  lança  a  imprensa num  frenesim  de  horror e alarmismo, e Robert e Nattie são arrastados para um julgamento que ficará célebre por lembrar a intriga das histórias «de faca e alguidar» que Robert adorava ler.
Um  crime  fascinante –não  apenas  um  exame  meticuloso  de um  caso  chocante e  como  também um  hino à  capacidade extraordinária de um homem de ultrapassar o seu passado.

Sobre a autora: Kate Summerscale é autora do best-seller internacional As Suspeitas do Sr. Whicher, vencedor de vários  prémios  e  adaptado  ao  pequeno  ecrã  numa  produção  da  BBC.  Também  foi membro do júri em diversos concursos literários, incluindo o Booker Prize. Vive em Londres.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Lee Child - Nem Morto! [Divulgação Bertrand]

Data de publicação: 13 Abril 2017

               Titulo Original:
               Tradução: Vasco Teles de Menezes
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 424
               ISBN: 9789722532426

Jack Reacher está de volta com o livro Nem Morto, de Lee Child. Um thriller emocionante, que chega às livrarias esta quinta-feira, dia 13 de abril.
Uma  vez  mais, Lee  Child  apresenta o  protagonista desta série ao melhor nível, com Jack Reacher a revelar as suas fantásticas qualidades de detetive perante o complexo mistério com que se depara na pequena localidade de Mother’s  Rest.
Nem  Morto apresenta  personagens  mais  ricas,  caminhos ainda mais tortuosos e suspense a cada página. É, provavelmente, o melhor livro da série.
Lee Child é autor nº 1 do The New York Times, com mais de 90 milhões de exemplares vendidos. Encontra-se publicado em 97 países e traduzido para 42 línguas. É um autor de thrillers extremamente popular.
A série Jack Reacher já resultou em dois filmes no cinema, com Tom Cruise no  papel  principal.
Nunca  Voltes  Atrás foi  o  último  livro  a  ser  adaptado  à sétima arte, tendo estreado nas salas portuguesas em outubro de 2016.

Sinopse: Jack  Reacher  não  tem  para  onde  ir  e, quando  chega  a  uma  passagem  de  nível  numa  pradaria  com  o  curioso  nome  de Mother's Rest, parece-lhe o sítio ideal para fazer uma paragem de um dia.
Está à espera de encontrar uma campa abandonada num mar de trigo maduro... mas, em vez disso, encontra uma mulher à  espera  do  colega  desaparecido,  uma  mensagem  crítica  acerca  da  morte  de  duzentas  pessoas  e  uma  cidade  de  gente silenciosa e vigilante.
A paragem de Reacher transforma-se numa missão sem fim... no coração das trevas!

Sobre o autor: Lee Child nasceu em Inglaterra em 1954. Estudou Direito e trabalhou no teatro e como diretor de programação televisiva. Foi despedido aos 40 anos, devido a um processo de restruturação. Sempre  tinha  sido  um  leitor  voraz  e  decidiu  ver  nessa  reviravolta  da  sua vida uma oportunidade para fazer  algo interessante. Foi assim que escreveu  o primeiro livro da série Jack Reacher, que conheceu um êxito estrondoso. Lee divide o seu tempo entre Manhattan e as suas casas de campo em Inglaterra e no sul de França. É casado e tem uma filha.
http://www.leechild.com/

terça-feira, 11 de abril de 2017

Ransom Riggs - O Lar da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares [Opinião]


Sinopse: Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares. Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar viva as... Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.

Opinião: Aproveitando o lançamento do último livro da trilogia, optei por uma leitura diferente. Já conheço a história, é certo, afinal de contas fui ver o filme baseado na obra (Tim Burton é, para mim, obrigatório) mas o livro, na minha opinião, acrescenta sempre algo mais à trama.

É inevitável, por isso, que ilustre a minha recensão do livro com as diferenças do filme. Devo dizer que, quando comprei este livro, achava que era de terror, percepção que tive devido à capa, sombria e ao conteúdo com algumas fotografias bizarras, dignas de freakshows.
Dúvidas desfeitas quando vi o filme: esta trama insere-se no género de fantasia e o público alvo seria o juvenil.

Enquanto isso, deambulamos pela história que, à medida que avança, vai divergindo do filme. Apesar das diferencias substanciais, o início, fiel, apresenta um jovem, Jacob e rapidamente apercebemo-nos da relação que este tem com o seu excêntrico avô, Abe. Este alega que, durante a sua vida, contactou com um orfanato que acolhia crianças com características únicas, como o título assim o sugere.

Uma história com este cariz só podia ser realizada pelo extravagante Tim Burton, claro. Não obstante ter ficado com a ideia de que o realizador não realizará os três filmes alusivos à trilogia, por fechar o filme com um acontecimento bem diferente e que, obviamente, é omitido na obra.
Assim, finda a leitura de O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares ficou, naturalmente, a sensação de que a história ainda poderá dar mais frutos.
Estou curiosa para ler os outros dois volumes da trilogia que aguardam a sua vez na estante.

Não é, como afirmei em cima, um livro que esteja na minha zona de conforto. Não leio com frequência obras de fantasia e nem sequer tenho sensibilidade para avaliar quais as melhores dentro do género.
Posso apenas dizer que o livro me proporcionou uma leitura ligeira, bem diferente das que costumo fazer uma vez que, regra geral, quando pauso o livro, fico a matutar nas possíveis resoluções do crime o tempo todo. No entanto, o livro não me fascinou na íntegra, explicação que devo unicamente às minhas expectativas. Como mencionei, eu julgava que me iria deparar com uma história de terror e, ao invés, esta é a história de uns meninos que têm características sobrenaturais dentro de um cenário também este irreal, recorrendo com frequência às viagens no tempo por intermédio de vórtices temporais.
Não deixo de valorizar a mensagem subjacente, a do sentimento tão intenso de amizade.

Os personagens são mágicos e completamente inverossímeis. Aliam a inocência das crianças às habilidades tão peculiares. Jacob é o único personagem que é convincente, por motivos óbvios.

Em suma, apesar de não ser o meu género de livro, li O Lar da Senhora Peregrine com grande curiosidade que não esmoreceu. Pretendo conhecer o final desta história, caracterizada por ter crianças tão especiais. E claro, confrontar o desenvolvimento da trama com a que Tim Burton idealizou na sua adaptação cinematográfica.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Israel Zangwill - O Grande Mistério de Bow [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Ler um clássico policial associa, para mim, algo de reconfortante. Pode estar relacionado com as minhas mais antigas memórias de infância onde está presente a minha avó. Ela lia imensos livros da colecção Vampiro Gigante madrugada adentro. Pergunto-me o que ela acharia do Raymond Chandler, Agatha Christie ou outros vultos da literatura policial. Era demasiado criança para ter essa percepção. Como gostaria de trocar algumas impressões com ela sobre estes livros...
Por isso, gostaria seriamente de enraizar este hábito: o de ler um clássico com mais frequência.

Este nome em particular, Israel Zangwill, era desconhecido para mim. Contudo o tema, o crime num quarto fechado, desperta um grande interesse. Esta temática é tão pertinente que alguns entendidos têm como ramificação da literatura policial a chamada 'Crime num quarto fechado'. O pioneiro terá sido a afamada obra 'Os Crimes da Rua Morgue' que, curiosamente, é mencionada e spoilada no presente livro. Portanto, se pretendem ler a história de Edgar Allan Poe, sugiro que o façam antes da leitura de O Grande Mistério de Bow.

O que mais me fascinou nesta história foi o ter sido transportada para o final do século XIX, e defrontar-me com os seus hábitos e costumes, caídos em desuso na sociedade actual. Por exemplo, o facto dos jovens solteiros viverem numa pensão lembrou-me até o filme português O Pai Tirano. Rapidamente se criava um ambiente familiar entre a responsável da pensão e os hóspedes, algo que vejo inviável nos dias de hoje na medida em que se estabeleceu a ideia de que o expectável é que o homem tenha a sua casa própria.

Outro facto de que gostei foi do livro conter poucas páginas e não se alongar mais do que esmiuçar as relações entre os moradores da pensão e o crime propriamente dito. Mais uma vez encontrei uma descrição contida e ao mesmo tempo pormenorizada de um homicídio, uma forma muito característica da escola clássica policial, em que a descrição não ousa chocar o leitor.
Portanto é um livro que se lê num ápice e que contém um mistério muito interessante e que valerá a pena ser descoberto. Até porque um crime num quarto fechado representa, a meu ver, uma configuração algo estimulante. No decorrer da leitura pensava nas várias soluções para se conseguir entrar na divisão sem que seja detectado e levar o crime avante.

Estamos, portanto, perante de um livro curioso e convidativo à sua apreciação. Consigo entender o fascínio por estes clássicos policiais que terão, certamente, sido revolucionários aquando a primeira publicação. Reforço que o crime num quarto fechado é desafiante. Deu-me um certo prazer viajar para a sociedade londrina na época vitoriana e desvendar este crime sem no entanto sair do sofá. Gostei.

Os Olhos de Minha Mãe [Opinião Cinematográfica]


Não resisti a fazer uma review deste filme. Ultimamente tenho visto uns quantos que não saem da linha da medianidade e como tal, nem penso sequer em escrever sobre os mesmos. Contudo The Eyes of My Mother arrebatou-me e sinto que devo dedicar um post a este (magnífico) filme!

Apesar de ter visto este cartaz em estações de metro aquando a sua estreia, devo dizer que foi uma estratégia de marketing que faz sentido quando os filmes são comerciais. No meu entender, Os Olhos de Minha Mãe destina-se a um público alvo muito restrito, pelo que não faria muito sentido a proliferação de publicidade alusiva a este filme. Seria, certamente, um bom candidato a abertura de festivais de terror, como o MOTELx ou o Fantasporto.

São apenas 76 minutos de uma história que tem de perturbadora como de dilacerante. Não achei a trama completamente original, confesso, mas algo no filme que me absorveu ao ponto de, após dois dias, ainda pensar na Francisca, a protagonista da história.

Nem me interesso particularmente por filmes a preto e branco (como é o caso deste) mas reconheço que deu um outro ânimo à história, tornando-a mais sombria. Além disso, denotei que a fotografia está fantástica. Os planos do cenário estão bem conseguidos assim como uma outra particularidade técnica que, a meu ver, foi diferenciador dos demais filmes de terror. Falo da omissão dos afamados jump scares ou de uma banda sonora que apele ao medo. 
Por falar na banda sonora, tenho que mencionar o efeito poderoso dos fados da Amália. Embora não sendo uma fã do género musical, devo reconhecer que intensificou a história.
E porquê fados? Porque há uma ancestralidade de origem portuguesa naquela família. Apesar de se instalar a dúvida sobre a verdadeira ocupação da mãe de Francisca, é dito ao telespectador que esta terá sido cirurgiã oftalmologista em Portugal. Além disso, inúmeros diálogos são feitos na nossa língua, ainda que não tenha conseguido reconhecer o sotaque. Ou será apenas a actriz Kika Magalhães que está enferrujada a falar o nosso dialecto?

Uma breve pesquisa sobre o realizador Nicola Pesce permitiu-me saber dois factos: a) ele é mais novo do que eu; b) este é o seu primeiro filme. A avaliar por esta experiência, será, certamente, um realizador a ter sob mira. 

Sobre a história, nada mais posso adiantar que esta se alicerça sobre um acontecimento traumático a que Francisca assiste em miúda e as repercussões deste ao longo da sua vida. Fala do desespero em ter uma família ou amigos, explora uma mente claramente sociopata. Assim como Francisca não consegue discernir a fronteira entre o certo e o errado também nós não conseguimos desagregar o dramatismo da história do terror psicológico.

O climax é completamente lancinante e senti-me aturdida nos instantes após ter terminado o filme. Isto quererá dizer alguma coisa, certo? 
Para quem é fã do género e, tal como eu, se tem sentido defraudado com os últimos filmes de terror no mercado, este é uma aposta segura. Vale mesmo muito a pena! Recomendo!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Edgar Wallace - A Pista do Alfinete Novo [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 6 Abril 2017

               Titulo Original: The Clue of the New Pin
               Tradução: E.V. / Lima de Freitas
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 248
               ISBN: 9789723829877

Sinopse: Edgar Wallace, um dos mais prolíficos autores de histórias policiais do século XX, estreia-se na renovada coleção Vampiro a 6 de abril com A Pista do Alfinete Novo. Uma trama de mistério de quarto fechado com sabor oriental, publicada originalmente em 1923, altura em que Wallace era o autor mais lido em Inglaterra.
Nesta história, o protagonista é Jesse Trasmere, um homem de negócios obscuros, com fortuna feita na China e guardada a sete chaves na cave de casa. O apego que tem ao dinheiro contrasta com o do seu sobrinho, Rex Lander, que esbanja a generosa mesada que recebe num sem-fim de extravagâncias. Certo dia, Trasmere informa o mordomo, Walters, de que vai ausentar-se por um curto período, de forma a evitar o encontro com alguém do seu passado. Como se explica então que apareça fechado dentro da sala-forte da sua própria casa, morto a tiro pelas costas? E que a única chave para aquela sala esteja no seu interior, pousada sobre a mesa? E, ainda, o que farão aí as joias roubadas a Ursula Ardfern, atriz por quem Rex Lander está loucamente apaixonado?
A única pista no local do crime é um alfinete.

Sobre o autor: Edgar Wallace nasceu em Londres a 1 de abril de 1875 e foi um prolífico jornalista, dramaturgo e romancista. Abandonando a escola aos doze anos, Wallace alista-se no exército aos dezoito e passa sete anos na África do Sul, onde se estreia no jornalismo como correspondente da agência Reuters. Regressa ao Reino Unido em 1901 e publica em 1905 o romance Os Quatro Homens Justos, o primeiro de mais de cento e setenta títulos que publicaria ao longo de vinte e sete anos. Mais do que a construção de problemas complexos que desafiassem o leitor, Wallace privilegiou a elaboração de histórias policiais de ação e aventura, de ritmo acelerado, num estilo cinematográfico que resultou com efeito na adaptação ao cinema de vários dos seus livros, tendo sido inclusive coargumentista do filme King Kong de 1933. Morreu em Hollywood a 10 de fevereiro de 1932.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill 
No. 10: A Dama do Lago, de Raymond Chandler
  

Chris Carter - O Predador da Noite [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Após a leitura de O Assassino do Crucifixo e O Carrasco do Medo, tornou-se imprescindível acompanhar o autor Chris Carter. Este, a par de M.J. Arlidge, é, muito provavelmente, dos meus preferidos do catálogo da editora TopSeller. Por falar nisso, creio que teria tirado maior partido desta obra se tivesse distanciado o intervalo de tempo entre esta leitura e a de O Anjo da Morte. Achei que havia algumas coincidências entre ambos os modus operandi.

Logo pelo temeroso assassino e a tortura sádica que inflige às suas vítimas foi motivo para ficar chocada com o modo de actuação do antagonista e, por conseguinte, ter venerado, uma vez mais, o realismo de que os crimes são dotados. Portanto, o leitor fã de retoques macabros ficará, certamente, rendido a esta história. 

Não obstante este grau de violência tão pouco contido nas tramas de Carter, devo afiançar que a história em torno do crime é intrincada. A resposta para os homicídios não reside numa escolha aleatória, antes pelo contrário, cada vítima é escrupulosamente escolhida. Assim, a curiosidade em conhecer os desenvolvimentos da acção torna-se tão pertinente quanto desvendar a identidade do homicida. Ambas as componentes são alucinantes. Atento também a forma como está escrito, sob minúsculos capítulos que terminam em cliffhanger, apelando a uma leitura ávida.

Gostei do facto do autor não desvendar tudo sobre Robert Hunter logo no início da série. Apesar de, na minha opinião, ser consensual que o leitor sinta empatia com o protagonista desde os primórdios, explicação que relaciono, provavelmente, com os vastos conhecimentos de psicologia do detective e a metódica aplicação destes nas resoluções dos casos. 
Ainda assim, sinto que o personagem principal continua a surpreender devido às informações, estrategicamente disponibilizadas ao longo dos três livros. A minha percepção é que, a cada livro lido, a personagem ganha cada vez mais contornos verossímeis. Em O Predador da Noite, o autor atenta em mais algumas informações sobre o passado do protagonista, facto que também foi ao encontro do meu agrado.

Sinto-me algo repetitiva ao enaltecer as inúmeras qualidades desta série que, saliento novamente, tornou-se numa das minhas preferidas. Ao terceiro livro da série não denoto perda de fulgor ou qualidade, antes pelo contrário, anseio sempre por um novo caso de Robert Hunter e as expectativas são sempre excedidas. Quer pelos pensados homicídios e o teor de violência destes quer pelo fascínio pelas tramas e pelo próprio protagonista.

Em suma, O Predador da Noite, na linha dos dois antecessores da série, é livro de excelência, tenso e aterrador. Para mim, sem qualquer tipo de dúvidas, merecedor da pontuação máxima no Goodreads: cinco estrelas. E instalou-se uma vontade desesperada em ler mais obras deste autor. Apelo à editora que não se demorem na publicação das restantes obras da série!


sexta-feira, 31 de março de 2017

A Estante está mais cheia [Março 2017]


Mais um mês a terminar e uma mão cheia de livrinhos a acomodarem-se na estante. Março foi fantástico no que concerne a leituras mas e sobre novas aquisições? A avaliar pela fotografia, sem dúvida!

Chegou neste mês o livro que comprei em Fevereiro na Círculo de Leitores, A Caminho do Inferno de Tami Hoag. Já tenho algumas saudades em revisitar as histórias da autora! Também da mesma editora mas comprado a um particular, A Rapariga que Adorava Tom Gordon de Stephen King. Estou a tentar coleccionar as obras do autor. Na Cash Converters, a um preço irrisório, A Última Dança de Ed McBain. 
Já tive Fala-me de Um Dia Perfeito na estante mas acabei-o por dar, sem ler. Por isso, ei-lo de novo e por troca, o primeiro título de Jennifer Niven.
O marido ofereceu Sr. Mercedes de Stephen King em jeito de comemoração dos 11 anos de namoro. 

Não costumo ler biografias mas O Lobo do Mar de Garrett McNamara chegou inesperadamente e, após ter ido ao lançamento, fiquei algo curiosa. Obrigada à Marcador pela surpresa. Ahhh, o livro estava autografado. Tem um gostinho especial!
Do Clube do Autor veio O Leitor do Comboio e estou bastante expectante. Da TopSeller chegou-me O Predador da Noite, já lido e devorado! Da Saída de Emergência, Destroços, terminado ontem à noite. Da HarperCollins chegou A Viúva Negra que está a ser lido pelo marido e será, devidamente opinado, no blogue. Da Planeta chegaram dois romances, Empurrado Para o Pecado e Sinto A Tua Falta. Da Leya vieram O Filho e o novo do Crime à Hora do Chá. Por último, da Suma de Letras: Desaparecidos, A Rapariga de Antes e  A Tua Segunda Vida Começa Quando Percebes Que Não Terás Outra. Obrigada às editoras parceiras! Agora é ter tempo para devorar esta pilha :)

Março em Livros


Ahhh assim sim! O meu Março literário valeu bem a pena! Já há algum tempo que não lia tanto num mês e livrinhos tão bons. Além disso, este mês é marcado por duas leituras em inglês, das quais já vos falei nas respectivas opiniões: Behind Closed Doors e The Girl Before. Estes, a par de O Predador da Noite, foram, sem dúvida, os melhores do mês!

Neste mês, pautado por uma insaciedade em thrillers psicológicos, ainda li mais três do género: Desaparecidos, A Rapariga de Antes e Destroços (este último terminado ontem à noite), bastante entertainers.
Gostei de Em Fuga mas não me deslumbrou como os dois primeiros da trilogia de Lewis do autor Peter May. Mais morosa foi a leitura de Ligações Arriscadas. Devo confessar que não gostei tanto deste título como das obras anteriores da autora. Hoje faço um sprint para terminar esse livro.

E vocês? Muitos livrinhos lidos este mês? Contem-me tudo.


quinta-feira, 30 de março de 2017

Karin Slaughter - A Mulher Oculta [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: Abril 2017

               Titulo Original: The Kept Woman
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 416
               ISBN: 9788491391203

Sinopse: Maridos e esposas. Mães e filhas. O passado e o futuro.
Os segredos unem-nos e os segredos podem destruí-los.
A autora do famoso Flores cortadas regressa com um eletrizante thriller, muito complexo emocionalmente, e que submergirá o protagonista nas obscuras profundidades de um caso que pode destruí-lo.
A descoberta de um assassinato numa obra abandonada, conduz Will Trent e o Bureau de Investigação da Geórgia a um caso que se torna muito mais perigoso quando o cadáver é identificado como sendo o de um ex-polícia. 
Depois de fazer a autópsia, Sara Linton, a nova forense do GBI e amante de Will, descobre que a grande quantidade de sangue encontrada não pertence à vítima. Decerto, um rasto de sangue que não encaixa na cena do crime, indica que há outra vítima, uma mulher que desapareceu… e, se não a encontrarem rapidamente, morrerá.
A cena do crime pertence ao habitante mais famoso da cidade: um atleta rico, poderoso e politicamente bem relacionado, protegido pelos advogados mais caros dos Estados Unidos, um homem que já se tinha livrado de um caso de violação, apesar dos esforços de Will para o prender. Mas o pior ainda está para vir. As provas ligam o passado turbulento de Will ao caso… e as consequências irão arrasar a sua vida com a força de um tornado, causando estragos a Will e a todos os que estão à sua volta, inclusive aos seus colegas, familiares, amigos e também aos suspeitos que persegue.

Sobre a autora: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell.

Paula Hawkins - Escrito Na Água [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Maio 2017

               Titulo Original: Into The Water
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 384
               ISBN: 9789898800886

Sinopse: CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS.
NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.

Nel vivia obcecada com as mortes no rio.
O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.
Agora, é ela que aparece morta.
Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?
Que segredos escondem aquelas águas?
Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade do que A Rapariga no Comboio. 

Sobre a autora: Paula Hawkins foi jornalista na área financeira durante quinze anos, antes de se dedicar inteiramente à escrita de ficção. Nascida e criada no Zimbabué, mudou-se para Londres em 1989, onde vive atualmente.
A Rapariga no Comboio é a sua primeira obra, que imediatamente se tornou um verdadeiro fenómeno mundial, com mais de 20 milhões de livros vendidos em todo o mundo. O filme, produzido pela Dreamworks, estreou em outubro de 2016. Com a mesma intensidade que cativou milhões de leitores de todo o mundo com o seu romance de estreia A Rapariga no Comboio, Paula Hawkins apresenta agora uma história perturbadora, imprevisível e complexa, passada numa pequena localidade ribeirinha. Quando os corpos de uma mãe solteira e da sua filha adolescente aparecem no fundo do rio, com poucas semanas de intervalo, a investigação subsequente descobre uma história labiríntica. Tal como em A Rapariga no Comboio, o novo romance de Paula Hawkins, Escrito na Água, apoia-se na forte consciência do que são os instintos humanos e do mal que estes podem causar.
 

terça-feira, 28 de março de 2017

Tami Hoag - O Caminho do Inferno [Divulgação Circulo de Leitores]


Data de publicação: Março 2017

               Titulo Original: Down The Darkest Road
               Colecção: Oak Knoll #3
               Preço com IVA: 14,99€
               Páginas: 388
               ISBN: 9789724250632

Sinopse: «A minha filha desapareceu a 28 de maio de 1986. Passaram quatro anos. Nunca mais ninguém a viu ou ouviu falar dela desde então. Não sei se está viva ou morta, se é ou se era. Se me conformar ao tempo passado, admito que a minha filha desapareceu para sempre. Se me agarrar ao presente, sujeito-me ao infinito tormento da esperança. Vivo no limbo. Não é um local agradável. Daria o que quer que fosse para de lá sair, ou pelo menos para retirar a melancolia da minha alma. Anseio por alguma espécie de limpeza, de catarse, por uma eliminação do lixo tóxico que ficou para trás, na esteira de uma má experiência. A ideia de catarse incitou-me a começar este livro. A ideia, que, ao partilhar a minha experiência com o mundo, o veneno destas memórias poderia de algum modo diluir-se, foi como lançar uma corda a alguém que estivesse a ser arrastado pelas revoltas águas de um dilúvio. O problema, porém, é que não posso escapar à corrente, por muito forte que seja essa corda. Sou mãe de uma criança desaparecida.»

Sobre a autora: Natural do Minnesota, filha de um vendedor de seguros, casa com apenas 18 anos de idade e, enquanto o marido termina a sua formação académica, Tami Hoag sobrevive entre trabalhos. Treina cavalos, distribui jornais, tenta escrever mais de trinta palavras num minuto enquanto dactilógrafa, mas é a escrita que desde sempre a fascina. Hoje aponta «The Long Goodbye», de Raymond Chandler, como o seu livro favorito mas foi a partir da leitura de «The Wolf and the Dive» que ensaiou um primeiro texto com princípio, meio e fim. Com o dinheiro do seu primeiro sucesso, o mencionado «The Trouble With J.J.» (1988), compra um computador. Escreve então «Magic», «Sarah Sin», e faz uma primeira incursão nos domínios do suspense com «O Perigo Espreita», «Águas Calmas» e «Paraíso das Trevas». Com «Pecados na Noite», «A Mão do Pecado», «Falso Alarme» e «Barreiras Ocultas» assume definitivamente uma viragem do romance para o thriller. Um nova opção que a autora não hesita em justificar.

 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Caroline Eriksson - Desaparecidos [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Mais um livro oriundo da Suécia, desta feita, um thriller psicológico. Para quem, como eu, é fascinada pelas obras literárias oriundas da Escandinávia, foi bom ler algo num registo diferente. Todavia, a literatura policial nórdica ou thriller, que conheço, restringe-se à fórmula de um assassino na mira de um investigador ou um detective. 
Esta obra, por sua vez, distancia-se das demais por não ter um caso criminal subjacente à narrativa. 

A premissa assenta no desaparecimento, numa ilha, de Alex e Smilla, respectivamente o pai e filha da protagonista. Porém parece que a personagem principal, Greta, nunca casou nem teve filhos. 
Note-se que esta história está longe de aprofundar uma situação de desaparecimento, o que acaba por ser invulgar neste tipo de narrativa.

Em primeira análise, o aspecto mais imediato a atentar é a forma dúbia como Greta se relaciona com o leitor. Pessoalmente nunca consegui confiar nela, até porque esta relata alguns episódios do passado, tornando-se notório que a protagonista é psicologicamente perturbada devido a um trauma. Essa condição clínica de Greta apenas será desmistificada no desenvolvimento da acção. Por outro lado senti uma certa dependência da personagem em relação à mãe, facto que não é muito comum se tivermos em conta a sua idade e até o estado civil. 

Agora que reflicto sobre a história, atrevo-me a dizer que expandi a minha incredulidade ao reduzido elenco de personagens. Na minha opinião, todas as personagens carecem de confiança, o que contribui para intensificar o sentimento de suspeita.

Segundo, e porque sou maravilhada pela Suécia, considerei a história como extremamente sensorial. Falo sobretudo do cenário, adorei o ambiente da ilha (imaginei como sendo a ilha de Gotland, que já tive oportunidade de pesquisar quando li um outro livro conterrâneo). Todavia esta descrição não é, na minha opinião, morosa, antes pelo contrário, pois o livro, que tem pouco mais de 250 páginas, restringe-se ao fundamental, interligando o cenário da ilha isolada com a acção. O efeito claustrofóbico funciona muito bem neste tipo de histórias.

Em relação à trama, devo dizer que é feita de impressões e percepções, pois nada é o que parece. Como referi, o facto de termos uma narradora não confiável, faz-nos oscilar por entre várias ilações. Existem efectivamente o marido e o filha? Ou serão estes apenas fruto da sua imaginação? 
Estas teorias, na minha experiência de leitura, não maturaram. Isto porque li o livro durante a tarde de sábado e não houve tempo de interromper a leitura e reflectir nas várias opções para o rumo da história. Por conseguinte, acabei por ser surpreendida com a resolução do puzzle, não obstante esperar um dramatismo mais intenso no clímax.

Em suma, esta foi uma leitura que me prendeu embora o final tenha sido, na minha opinião, anti-climático. Esta é, indubitavelmente, uma autora a ter em atenção de futuro. 


sábado, 25 de março de 2017

Stephen King - Sr. Mercedes [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 24 Março 2017

               Titulo Original: Mr Mercedes
               Tradução: Ana Lourenço e Maria João Lourenço
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 472
               ISBN: 9789722530477

Sr. Mercedes é o novo thriller de Stephen King e já se encontra à venda nas livrarias portuguesas com o selo da Bertrand Editora. Esta obra, vencedora do Prémio Edgar para Melhor Livro do Ano, vai ser adaptada a uma minissérie de televisão, com o ator irlandês Brendan Gleeson (conhecido pela sua participação na saga Harry Potter no papel do professor Alastor Moody – ‘Moody Olho-Louco’) a interpretar o polícia Bill Hodges.

Sr. Mercedes é um «surpreendente e refrescante» thriller, na opinião do The New York Times. Mas os elogios não se ficam por aqui. Também a Associated Press tece boas críticas a esta obra: «Mais uma vez se prova que um dos maiores contadores de histórias da América é também um dos seus melhores escritores.»

Sinopse: Numa madrugada gelada, uma fila de desempregados desesperados vai crescendo para conseguir lugar numa feira de emprego. Inesperadamente, um condutor solitário avança sobre a multidão num Mercedes roubado, atropelando os inocentes; depois recua e torna a avançar. Oito pessoas são mortas, quinze ficam feridas. O assassino foge. Meses mais tarde, noutro lugar da mesma cidade, um polícia reformado chamado Bill Hodges continua perturbado pelo crime que ficou por resolver.
Quando recebe uma carta demente de alguém que se autodenomina «O Assassino do Mercedes» e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges desperta da sua reforma deprimente e decide a todo o custo evitar uma nova tragédia.
Brady Hartsfield vive com a mãe alcoólica na casa onde nasceu. Adorou aquela sensação de morte ao volante do Mercedes, e quer sentir aquilo de novo. Só Bill Hodges, com os seus dois novos (e improváveis) aliados, pode deter o assassino antes que ataque de novo. E não têm tempo a perder, porque a próxima missão de Brady, se for bem-sucedida, irá chacinar milhares de pessoas. Sr. Mercedes é uma luta épica entre o bem e o mal, e a exploração da mente de um assassino obsessivo.

Sobre o autor: Stephen King, apelidado por muitos de «mestre do terror», escreveu mais de quarenta livros, incluindo Carrie, A História de  Lisey e  Cell, Chamada para a Morte. Vencedor do prestigiado National Book Award e  nomeado Grande Mestre  nos prémios Edgar Allen Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco  países.  Números e  um  currículo  impressionantes  a  fazerem  jus  ao  seu  estatuto  de  escritor  mais  bem  pago  do mundo

Rena Olsen - The Girl Before [Opinião]


Mais um livro lido e ouvido em inglês, um thriller psicológico simplesmente dilacerante e perturbador. Esta obra merecia ser atentada pelas editoras portuguesas. Fica a sugestão. O meu mês de Março fica pautado, assim, por duas Raparigas de Antes: a de JP Delaney e esta, de Rena Olsen.

Sem querer desvendar nada do enredo, querendo espicaçar-vos para a leitura da obra, mesmo em inglês, a trama fala sobre Clara, uma rapariga na casa dos 20s que foi encontrada dentro de um armário, junto de uma menina. O primeiro capítulo é, desta forma, repleto de acção e levanta uma pertinente questão: em que circunstâncias vivia Clara? Considero, por isso, que este livro desperta um súbito interesse logo no primeiro capítulo, percepção que ganha maiores contornos à medida que nos envolvemos na história.

Narrado sobre a perspectiva de Clara, a trama oscila entre os momentos do passado e os do presente onde percebemos que a protagonista viveu enganada durante toda a sua vida. Actualmente assume-se casada com Glen e, retrocedendo ao passado, acompanhamos como ela cresceu sob as rígidas ordens dos pais do marido, Mama Mae e o Papa G. Algo me diz que, por muitos livros que leia, nunca me esquecerei destas personagens.

Os episódios que pautam a sua vida, no passado, são contados de forma aleatória. Pessoalmente discordei da opção da autora. Teria preferido ter-me alheado do passado de Clara na sua forma cronológica. Até porque, escrito desta forma, o leitor tem conhecimento de certas informações que teriam maior impacto se fossem reveladas mais tarde. A título de exemplo, uma das primeiras situações do passado que ela relata é a morte de uma personagem (e apercebemo-nos que esta terá ocorrido num passado mais próximo). Este volta a protagonizar outros episódios, relatados mais tarde, muito embora já se saiba qual fora o seu desfecho.

Apesar de considerar a história toda pouco verosímil (ainda que saiba que acontecimentos traumáticos são bloqueados na nossa mente devido a um mecanismo psicológico denominado por recalcamento), não consigo entender como é que este pode apagar memórias passadas. Até porque, no presente caso, falamos de alguém cuja vida mudou aos 6 anos de idade e eu, ainda que, felizmente, não tenha experienciado nenhum trauma, tenho recordações de episódios antes dessa idade. Portanto não consegui entender como é que antes dos seus 6 anos de vida, as recordações de Clara tenham sido simplesmente apagadas ou se houve uma inibição de continuar a existência que tivera até então.

Também não entendi como é que há tantas raparigas que se submetem a uma situação tão decadente como a que é retratada em The Girl Before. E Clara, em especial, como é que não se apercebeu de que tudo o que fazia era em prol da degradação das muitas meninas que moravam com ela. E aquela relação dela com Glen. Seria uma extensão do fenómeno conhecido por Síndrome de Estocolmo?

Esta história levanta, como deixei antever, algumas questões pertinentes. E adianto que há uma outra muito interessante que se reflecte numa dubiedade entre uma vítima e um perpetrador numa situação limite como a que Clara atravessa.

Apesar destas incongruências, não pude deixar de atribuir 5 estrelas no Goodreads a esta obra. Tantas vezes me senti enredada por toda aquela manipulação e toxicidade que me senti genuinamente indignada, arrasada e por vezes esperançada. O desfecho foi emocionante não obstante ser previsível desde o início. 

Um outro aspecto que gostaria de realçar foi o contexto da história. Este livro, salvo erro, foi escrito no ano passado mas a trama passa-se nos anos 90. Será mera especulação (ou uma constatação) de que os anos 80 havia mais facilidade em raptar uma criança, jogando com a morosidade em obter informação. Contrasta muito com a sociedade de hoje, em que a internet é a mais imediata mediadora de referências.

Não deixo de recomendar novamente este livro, salientando novamente o quão fiquei incrédula com o tema retratado, com o estilo degradante de vida de Clara e pela maldade incalculável daquela família.
Simplesmente arrebatador!

quarta-feira, 22 de março de 2017

JP Delaney - A Rapariga de Antes [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Envolto numa aliciante campanha de marketing, A Rapariga de Antes é a nova aposta da Suma de Letras em matéria de thriller psicológico, um género que tenho vindo a abraçar com mais entusiasmo nos últimos tempos (por falar nisso, está a decorrer o Especial Thrillers Psicológicos, estejam atentos aos blogues participantes).
O livro será publicado no próximo mês, embora a blogosfera/imprensa tivesse tido acesso atempadamente, permitindo-me ler quase um mês antes da sua edição. Antes, fora espicaçada com uma carta contendo algumas perguntas que constam de um inquérito, peça fulcral na trama.
Agradeço, novamente, à editora pela oportunidade.

A trama suscita um imediato interesse. O nº1 de Folgate Street em Londres, uma casa imbuída pela filosofia minimalista, tem uma renda de módica quantia. Os candidatos a arrendatários têm que se submeter a um vasto (e peculiar) questionário onde são avaliadas as competências sociais e psicológicas. O grau de complexidade destas perguntas era elevado. Nem eu conseguia responder às mesmas e, na posição das personagens, sentir-me-ia dividida entre responder o politicamente correcto ou o mais sincero possível.

Logo por aqui, torna-se evidente que este thriller teria tudo para se destacar dos demais. Estamos perante uma obra cujo cenário tem um grande impacto no leitor, e, numa primeira análise, parece ser a casa o elemento detentor de maior suspense. Até porque algo de anormal se passava numa habitação onde é tudo praticamente informatizado e as regras são rígidas a ponto de, a título de exemplo, não poder conter livros (eu, claramente, falharia nos testes para viver no nº1 de Folgate Street).

Além do cenário, o segundo elemento mais bem conseguido da trama é a caracterização das personagens, em camadas. A história é narrada por duas personagens, em momentos temporais distintos: a rapariga de antes, Emma, que viveu no nº1 de Folgate Street com o seu namorado, Simon e, nos tempos posteriores, é Jane que ocupa a casa. Aos poucos, somos presenteados com alguns segredos de Emma estabelecendo um paralelismo com a moradora actual. 

O outro elemento que merece ser destacado é a forma como o autor interage com o leitor, puxando-o para a história, através do confronto com as perguntas que constam do inquérito. Por vezes senti-me na pele de Emma ou Jane e fazia uma nota mental de como responderia àquela questão. Não encontro muitas obras que funcionem neste sentido.

Sem querer desvendar nada sobre a trama, rapidamente o leitor se apercebe que existe uma relação de obsessão. Denotei que a linha que separa o herói da trama do antagonista é muito ténue. Como referi, as personagens têm imensas camadas, impossibilitando-nos de, numa primeira análise, avaliar o seu carácter.

A trama debruça-se, em grande parte, neste aspecto, tornando um pouco previsível, por exemplo, os planos das protagonistas com Edward Monkford, um personagem masculino com um papel fulcral na narrativa. 
À medida que as peças do puzzle se iam encaixando, a meu ver, a história perdia o fulgor. Tinha a sensação que as personagens femininas eram tão semelhantes que se fundiam e reagiam de forma semelhante. 
Além disso, o círculo tão restrito de personagens, fez com que o desfecho não fosse propriamente uma surpresa. Já me tinha passado pela cabeça que a chave da resolução do puzzle passaria por ali.

Só queria deixar aqui um comentário relativamente à sinopse. Sem saber como é a sinopse original, pessoalmente, teria omitido da mesma que Emma acaba por morrer. Creio que teria consubstanciado uma reviravolta inesperada e deixaria o leitor, numa primeira análise, numa incerteza sobre o paradeiro da personagem feminina. 

Ainda assim é um thriller interessante e, segundo averiguei, é o primeiro do género do autor. 
Merece ser atentado até porque, segundo o que sei, esta obra fez furor na feira de Frankfurt em 2015 e foi ambicionado por diversas editoras de vários países por lá. Numa escala de 1 a 10, querem saber porquê? A resposta estará disponível nas livrarias já no próximo dia 5 de Abril. 


Especial Thrillers Psicológicos [Projecto d´A Mulher Que Ama Livros]


Conforme anunciado, esta semana estou a participar no projecto da Mulher que Ama Livros (aproveito para agradecer novamente o convite à Cláudia!) dedicado ao género que tenho abraçado nos últimos tempos mais entusiasticamente, os thrillers psicológicos.
De 20 a 24 de Março, alguns blogues apresentarão sugestões de livros e filmes do género.

Esta é a lista dos participantes
A mulher que ama livros
Serão no Sofá
Menina dos Policiais
Diário da Chris
Say Hello to My Books

Eu vou debruçar-me sobre os livros. Vós sabeis o meu amor pela literatura. 
Se o post ficar muito extenso, perdoem-me. Foi, para mim, difícil eleger os meus preferidos. Além disso, adoro thrillers psicológicos e provavelmente não vou conseguir cingir-me ao essencial. De qualquer das formas, vou incluir os links, onde encontrarão as opiniões das obras, de forma mais fundamentada.


Começamos com estes dois, em inglês. Ainda não terminei The Girl Before de Rena Olsen mas é um sério candidato ao pódio dos preferidos. Está a mexer imenso comigo. Ainda tenho algumas horas de leitura pela frente mas, pelo sim pelo não, menciono-o por contar uma história tão dilacerante e perturbadora. Gosto de livros assim ;)

Relativamente ao Behind Closed Doors, recomendei-o na semana passada. Li-o em apenas dois dias, mesmo com o entrave da língua e fiquei rendida. A história é dilacerante e alicerçada em casamentos disfuncionais. O que "aprendi" com esta história é que a violência psicológica tem um efeito tão intenso quando a física. E mais não digo, têm mesmo que conhecer o casal Grace e Jack Angel.
Ahhh e para quem não aprecia literatura em inglês, esta obra será publicada em Julho pela Editorial Presença.
 

Estes são os meus thrillers psicológicos favoritos. Confesso que tive bastante dificuldade em aferir os melhores e cheguei à conclusão que tenho que mencionar, para além destes, mais uns quantos que merecem ser referenciados pelos grandes momentos de literatura que me proporcionaram. Mas já lá vamos. Os livros desta pilha foram classificados com 5 estrelas no Goodreads, pelo que, na minha opinião, são o crème de la crème dos thrillers psicológicos.

Confissões de Kanae Minato, também recomendado pela anfitriã do projecto, é um romance brutal sobre vingança. Chocou-me muito o rumo da história e, sobretudo, ler algo embebido numa cultura diferente da nossa. Foi o primeiro livro asiático que li e marcou-me imenso. Curiosamente, não sou fã do cinema oriental mas esta obra tornou-se uma das minhas preferidas e creio que se tornará, com o tempo, um livro que nunca esquecerei.

A Rapariga Corvo, de Erik Axl Sund é o primeiro livro de uma trilogia que li em 2014 e teima em não sair da minha cabeça. É dark, pesado e inquietante. Uma vez que é o primeiro livro de uma trilogia, a história, como é evidente, apenas é fechada no terceiro volume da série, As Instruções da Pitonisa. É uma trilogia que, a par da Millennium de Stieg Larsson, é das minhas preferidas.

Se há uma entendida em thrillers psicológicos, esta será, provavelmente, Gillian Flynn. Já li a sua bibliografia completa e escolhi o meu preferido, Objectos Cortantes. Como mencionei sobre a mesma, na minha opinião, este pareceu-me ser o livro mais intoxicante da autora. Há uma cena que me vem logo à cabeça assim que tiro este livro da estante e que atribui o título à obra. 
Devo também referir que li esta obra duas vezes: quando saiu, pela extinta editora Gótica e, mais recentemente, quando foi reeditada pela Bertrand. Quando o reli, a sensação excruciante persistiu.

No Canto Mais Escuro de Elizabeth Haynes chocou-me pelo teor gráfico. É uma história muito pesada sobre uma relação amorosa que se pauta pela obsessão do marido, traduzindo-se em violência doméstica. Recordo-me que, aquando a sua leitura, senti-me angustiada por várias vezes.
Por último, um livro que infelizmente caiu no esquecimento: Continua Desaparecida de Chevy Stevens. Li-o quando saiu e ainda hoje me lembro da história com grande clareza. A história é sobre um rapto e contado em primeira pessoa. É dilacerante. Lamento nunca mais ter visto publicações desta autora porém, audaz como ando, hei de me aventurar e ler as suas restantes obras em inglês.


Estes merecem menções honrosas. Foram leituras plazerosas e tiveram um efeito bastante semelhante em mim. Quando os livros mexem comigo, só poderão ser bons, certo? Além disso, estes títulos têm algo em comum: uma leitura ávida.

Nunca tinha lido nada de Lisa Scottoline mas fiquei sua fã. Não Contes Nada é a história de um pai que tudo faz para safar o filho de uma situação complexa. Oscila entre o thriller psicológico e o drama, é certo, mas não pude deixar de ficar impressionada com a história.

A Teia de Mentiras volta a pegar num tema que aprecio muito: relações matrimoniais mas fá-lo de uma forma diferente, fomentando a incerteza e a dúvida de um dos elementos do casal. 

Deixei-te Ir é fantástico. Aquela reviravolta a 1/3 do livro... e, posteriormente, o rumo que seguiu. Foi inexplicável. Adorei! Tinha mesmo que falar nesta obra que é marcante no género. 

Numa Floresta Muito Escura é um thriller psicológico que, de certa forma, relembrou-me as histórias da Agatha Christie em que se reuniam os suspeitos para descortinar o culpado. O ambiente resultou muitíssimo bem, conferindo uma certa claustrofobia e o resultado final foi uma história muito bem conseguida e que me cativou. 

Não Digas Nada de Mary Kubica é sobre um rapto e, à medida que a trama se desenvolve, vai tendo uns contornos imprevisíveis. Até que Sejas Minha de Samantha Hayes explora a obsessão pela maternidade. Que história... 

Quando me lembro de Presa e Predador, penso no bullying que a filha da protagonista sofria na escola e na provação a que ela e a mãe são sujeitas, tornando a trama um jogo de caça ao rato.

Desaparecida de Katy Gardner não é um livro muito falado e tenho pena pois gostei imenso desta história. O desaparecimento de uma criança abre as portas para uma realidade bem mais aterradora.

Para finalizar, porque não ler Doce Tortura? Dissecar as fobias de uma personagem tão peculiar como é Anna naquela casa tão sombria foi fascinante. Gostei tanto do título que fui imediatamente comprar a outra obra da autora, Não Há Bela Sem Senão, para degustar um dia destes...

Na calha ainda tenho mais alguns livros do género que quero desesperadamente ler e, quiçá, daqui a uns tempos não reformular o meu top.

E vocês? Que thrillers psicológicos recomendam?

Não percam a continuação deste Especial Thrillers Psicológicos, amanhã, no blogue O Diário da Chris. Estou curiosa em ver as suas sugestões.