quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Hayley Beck - Desapareceram... [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação:  18 Outubro 2017

               Titulo Original: Here and Gone
               Colecção: Grandes Narrativas #675
               Tradução: Miguel Romeira
               Preço com IVA: 17,90€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789722361095

Sinopse: UM THRILLER DE SUSPENSE SOBRE A LUTA DESESPERADA DE UMA MÃE
PARA ENCONTRAR OS SEUS FILHOS...
Audra anseia chegar à Califórnia. Finalmente arranjou coragem para fugir do marido que a maltrata, podendo assim proporcionar a si e aos seus dois filhos um novo começo. Juntamente com Sean e Louise, atravessa o país, por estradas secundárias , discretamente e com toda a cautela para não chamar a atenção.
Quando um inquietante xerife a manda parar em pleno deserto do Arizona, Audra faz tudo para se manter calma e esconder o nervosismo. Tem mesmo de o fazer. Mas, ao revistar a carrinha de Audra, o xerife tira da bagageira um saco com marijuana que ela nunca tinha visto e o seu estado de nervos transforma -se em pânico. Ela julga que aconteceu o pior. Mas está enganada. O pior ainda está para vir.
Com um ritmo de tirar o fôlego e de um suspense implacável, Desapareceram... é um thriller perfeito sobre a luta de uma mulher contra o mal inimaginável para salvar o que há de mais importante na sua vida. Chocante até à última página.

Sobre o autor: Haylen Beck é o pseudónimo de Stuart Neville, um conhecido autor de romances policiais internacionalmente aclamado e premiado. Foi distinguido com o Los Angeles Times Book Prize pela série policial protagonizada por Serena Flanagan, cuja ação decorre em Belfast, e foi nomeado para o Edgard Award. As suas obras têm figurado nas listas dos melhores livros do ano de diversos jornais, como o New York Times, o Los Angeles Times e o Boston Globe. Os romances que assina como Haylen Beck decorrem nos EUA e são inspirados pela sua admiração pela ficção policial americana. Desapareceram... tem direitos de tradução vendidos para publicação em diversas línguas, tendo os direitos cinematográficos sido adquiridos pela Random House Studio em conjunto com a Meridian Entertainment.

Imprensa
«Uma das melhores estreias literárias do ano. Recomendo vivamente.»
Harlan Coben, autor bestseller do New York Times
 
«Uma história perturbadora e carregada de tensão que nos prende desde a primeira página. Desapareceram...é assustadoramente realista do início ao fim.»
Associated Press
 
«Este livro é uma autêntica montanha-russa, com uma tensão angustiante e uma heroína por quem só podemos torcer. Merece tornar-se um bestseller.» 
Daily Mail

«As reviravoltas entusiasmantes mantêm-nos agarrados às páginas.»
Library Journal 

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Tomas Alfredson - The Snowman [Opinião cinematográfica]


O Boneco de Neve é o mais recente trabalho de Tomas Alfredson, o realizador sueco responsável pela adaptação cinematográfica dos livros "Deixa-me Entrar" de John Ajvide Lindqvist e "A Toupeira" de John Le Carré. Confesso que, uma vez que não aprecio o subgénero de Espionagem, nem espreitei este último filme.

The Snowman era, provavelmente, o filme mais aguardado deste ano. À medida que ia sendo construindo um marketing em torno deste livro, multiplicando-se a partilha de teasers e posteriormente trailers, mais impaciente eu ficava em ver esta obra. Consegui um lugar na antestreia e cá estou eu para vos contar tudo.

Antes de mais, achei a adaptação cinematográfica muito mediana e vou fundamentá-la para que percebam porquê. Vou, claro, evitar fazer spoilers. Porém, vou ter que comentar uma cena ou outra. 

Para quem é fã desta estrondosa série protagonizada por Harry Hole, como eu, é fácil apercebermo-nos da complexidade do detective e da sua história pessoal que é o único aspecto que acaba por ter um desenvolvimento em todos os livros. E O Boneco de Neve é o 7º. Já aconteceu tanto ao Harry até então... 
Acontece que o meu acompanhante na antestreia pouco sabia do universo de Harry Hole, pelo que foi difícil interiorizar o contexto pessoal do detective. A título de exemplo: não se sabe, até ao final do filme, que a personagem feminina se chama Rakel. Menciono outro aspecto, este ainda mais flagrante, no livro há uma cena fortíssima protagonizada por esta e Hole que foi descurada no filme. E toda a acção referente a este par, reforça a ideia de que estas personagens são quase como dependentes uma da outra. E o último livro da série, Polícia, intensifica mais esta minha percepção. Tenho para mim que faltou alguma química ao casal no filme.

Falando deste aspecto que foi um pouco alterado, posso mencionar uns quantos outros e algumas cenas que não fazem qualquer sentido, de todo. Como a inicial em que Harry surpreende um homem que fazia a desinfestação do seu apartamento com um tiro. O diálogo que se seguiu foi, no mínimo, surreal. Já nem falo da (geral) amputação de dedos. Pelo que me lembro, exceptuando as vítimas de homicídio, outras personagens saíram fisicamente incólumes das situações. Ou o filho do casal Britte. Sim, era o Jonas no livro. Aqui, por alguma razão que não consigo explicar, é uma menina.
E aligeiraram em muito o drama daquele casal, em particular o do pai.

De facto, consigo aperceber-me da dificuldade em adaptar rigorosamente a história de O Boneco de Neve, tão rica em pormenores. Ainda assim, o filme revestiu-se de um ritmo algo moroso até culminar num desfecho que, para mim, foi francamente anti-climático e diferente, uma vez mais, do livro.
Também a caracterização de O Boneco de Neve está, a meu ver, subdesenvolvida. Mal cheguei a casa ontem, reli as últimas páginas do livro e, de facto, o vilão é dotado de uma maior frieza. Posso afiançar que a cena final é bem mais intensa do que no filme. 

Por último a minha maior crítica. Já que o filme foi totalmente filmado na Noruega, não consigo entender porque é que o elenco era, quase na íntegra, americano. A ideia seria tornar o filme mais comercial?
Não desgosto do trabalho de Michael Fassbender mas, para mim, não me convenceu como Harry Hole. Para quem 10 livros protagonizados por este detective, imaginou uma personagem fisicamente diferente. Contudo, a maior desilusão foi Val Kilmer. Aqui entre nós, eu tive um crush por ele há uns 20 anos. Mas isto fica só entre nós, ok? ;) Está irreconhecível!

O melhor do filme foi, para mim, as maravilhosas paisagens norueguesas. Os planos são, de facto, apaixonantes. Lembraram-me a razão deste meu fascínio pela Escandinávia.

Em suma, pelas razões que mencionei anteriormente, o livro que é espectacular (e ao qual atribuí 5 estrelas no Goodreads) originou uma adaptação cinematográfica medíocre. Esperava muito mais! 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cilla & Rolf Börjlind - A Terceira Voz [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 30 Outubro 2017

               Titulo Original: Den tredje rösten
               Preço com IVA: 19,99€
               Páginas: 448
               ISBN: 9789898869463

Sinopse: Um homem enforcado, uma mulher brutalmente assassinada, um denominador comum.
Após ter descoberto uma verdade perturbadora e violenta sobre o seu passado, Olivia Rönning decide adiar o que poderia ser uma promissora carreira na Polícia. É então que o pai da sua amiga Sandra Sahlmann, um funcionário da alfândega em Estocolmo, aparece enforcado em casa. À primeira vista, tudo aponta para suicídio. Olivia, porém, sente que algo não bate certo. Ela sabe que não se deve envolver, mas o caso torna-se demasiado pessoal.
Em simultâneo, uma mulher é brutalmente assassinada em Marselha, França. Trata-se de Samira Villon, uma ex-artista de circo cega que fazia filmes pornográficos para sobreviver. Sem saber o que o espera, Tom Stilton, um ex-inspetor da Polícia com quem Olivia colaborou no passado, é arrastado para este caso.
Duas mortes aparentemente desligadas entre si juntam novamente Olivia Rönning e Tom Stilton numa investigação de contornos surpreendentes. Conseguirão eles resolver ambos os casos e impedir que mais pessoas tenham destinos trágicos?

Sobre os autores: Cilla e Rolf Börjlind são um casal de autores bestsellers suecos, cujas obras retratam uma sociedade repleta de conflitos sociais.
Figuram entre os argumentistas mais aclamados da Suécia, sendo autores de 26 guiões de policiais e thrillers para cinema e televisão.
Maré Viva recebeu arrebatados elogios por parte da crítica, tendo os seus direitos sido vendidos para trinta países. Só na Suécia vendeu mais de 300 mil exemplares. A obra foi também convertida numa série de televisão, cujos direitos já foram vendidos para vários países.
A Topseller orgulha-se de dar a conhecer aos leitores portugueses esta dupla maior da literatura escandinava com este Maré Viva e com Terceira Voz, o título que se lhe segue, que será publicado em novembro de 2017.

Anteriormente publicado



M. J. Arlidge - Mal Me Quer [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 30 Outubro 2017

               Titulo Original: Love Me Not
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789898869456

Sinopse: MAL ME QUER
O corpo sem vida de uma mulher é encontrado no meio da estrada. À primeira vista parece tratar-se de um acidente trágico, mas quando a inspetora Helen Grace chega ao local do crime, torna-se claro para ela que a mulher foi vítima de um assassínio a sangue-frio sem razão aparente.
BEM ME QUER
Duas horas depois, do outro lado da cidade, um empregado de loja é morto, enquanto os seus clientes escapam ilesos.
MAL ME QUER
Ao longo do dia, a cidade de Southampton viverá um clima de terror às mãos de dois jovens assassinos, que parecem matar ao calhas.
BEM ME QUER
Para a inspetora Helen Grace, este dia vai tornar-se uma corrida contra o tempo. Quem vive? Quem morre? Quem será o próximo? O relógio não para…
Se Helen não conseguir resolver este quebra-cabeças mortal, mais sangue será derramado. E, se cometer algum erro, poderá muito bem ser o dela…

Sobre o autor: M. J. Arlidge trabalha em televisão há mais de 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos anos, produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido. Escreveu ainda uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.
Os seus livros, traduzidos para várias línguas, são autênticos êxitos de vendas e têm recebido críticas excelentes de todos os meios de comunicação social internacionais.


Peter Brooklyn - Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém [Opinião]

Sinopse: AQUI 

Opinião: Há uns tempos, fui contactada pelo autor, Denis, que escreve sob o pseudónimo de Peter Brooklyn com uma finalidade: a de ler a sua obra de estreia, Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém. Devo agradecer, desde já, ao autor pela sua disponibilidade, pedir desculpa pelo atraso na leitura e, por conseguinte, na escrita da recensão crítica desta obra.

Sob uma capa apelativa, a história recai sobre dois homicídios, nas regiões de Lisboa e Porto. O autor disserta sobre os variados aspectos do nosso país, como a gastronomia ou elementos arquitectónicos o que, para uma apaixonada pelo nosso país como eu, é um verdadeiro deleite. Não obstante ter em mente que este é um livro policial e estes elementos intrínsecos à cultura portuguesa acabam por, de certa forma, se sobrepor à investigação criminal.
Teria apreciado caso o autor tivesse investido mais na investigação, sem dúvida. 
Um outro ponto que apreciei foi a forma estranhamente familiar que estão subjacentes nos homicídios. 

Falando sobre estes, os crimes, denotei uma certa elegância no trato das descrições dos mesmos, o que, de certa maneira, me remeteu para a escola clássica do policial. Não há uma componente forense envolvida (o que teria sido, certamente, muito interessante) e o inspector Pereira acaba por deslindar os casos, por alguns interrogatórios que careciam, a meu ver, maior aprofundamento.

Esta é uma trama célere. O livro é pequeno, nem ascende às 200 páginas (e a fonte da letra é grande), por isso é um caso de investigação bastante leve que, provavelmente, teria um maior impacto caso tivesse sido mais esmiuçada.

Gostei do detective Pereira, fã fervoroso de Fernando Pessoa (e como foi, para mim, tão agradável ler sobre o nosso poeta e seus heterónimos). Agradou-me muito o nível de cultura por parte do protagonista.

Portanto, e posto isto, nota-se que o autor eleva os aspectos tão típicos do nosso país e friso, uma vez mais, que valorizei os mesmos na história. No entanto, creio que a componente policial está francamente subdesenvolvida. E era isso que eu ansiava, até porque a capa assim mo prometeu.

É o primeiro trabalho do autor e gostaria que esta opinião funcionasse como uma crítica construtiva e desse mais alento a continuar a escrever e a partilhar mais casos do Pereira. Confesso que aguardava uma trama que abordasse um grotesco crime à portuguesa. Ao invés, deparei-me com um roteiro do melhor que existe em Portugal.

Stephen King - Despertar [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 10 Novembro 2017

               Titulo Original: Revival
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 368
               ISBN: 9789722530484

Sinopse: Numa pequena cidade da Nova Inglaterra, há mais de meio século, uma sombra desce sobre um rapazinho que brinca com os seus soldadinhos de chumbo. Jamie Morton ergue os olhos e vê um homem espantoso, o novo pastor. Charles Jacobs, juntamente com a sua bela mulher, vão transformar a igreja da comunidade. Todos os homens e rapazes estão um bocadinho apaixonados pela senhora Jacobs; as mulheres e as raparigas sentem o mesmo em relação ao reverendo Jacobs, incluindo a mãe e a irmã de Jamie.
O reverendo partilha um laço mais profundo com Jamie, que tem como base uma obsessão secreta. Quando a família Jacobs é assolada pela tragédia, o carismático pastor amaldiçoa Deus, apouca toda a crença religiosa e é banido de uma cidade em choque. Jamie tem os seus próprios demónios. Apaixonado pela guitarra desde os treze anos, toca em bandas pelos Estados Unidos, vivendo uma vida nómada de rocker em fuga da família e da sua terrível perda.
Aos trinta anos, viciado em heroína e desesperado, volta a encontrar Charles Jacobs, e as consequências deste encontro serão profundas para os dois homens. A sua ligação torna-se um pacto para lá do diabólico e Jamie descobre os vários sentidos de «despertar». Um romance rico e perturbador que se estende por cinco décadas até o desfecho mais aterrador, que um dos melhores de King alguma vez escreveu.

Sobre o autor: Romancista norte-americano, Stephen King nasceu em 1947, em Portland, Maine. Filho de um marinheiro mercante, que abandonou a família em 1950, foi criado pela mãe, em Durham, juntamente com o seu irmão David. A mãe viu-se forçada a trabalhar precariamente para poder sustentar os seus filhos.
Aos seis anos de idade, o jovem Stephen teve que proceder à punctura do tímpano por diversas vezes, experiência dolorosa que nunca conseguiria esquecer. Deu início aos seus estudos secundários na Lisbon Falls High School, onde começou a escrever contos, ao mesmo tempo que fazia parte de um grupo amador de rock. No ano de 1960, Stephen King submeteu o seu primeiro manuscrito para publicação, o qual seria rejeitado. Entretanto, editava o jornal do liceu, The Drum, e escrevia para o jornal local, o Lisbon Weekly Enterprise. Publicou o seu primeiro conto, In A Half-World Of Terror, numa fanzine de terror.
Em 1970 licenciou-se pela Universidade do Maine e, no ano seguinte, casou com Tabitha Spruce, que também viria a alcançar reputação como escritora. De 1971 a 1974, Stephen King foi instrutor na Hampden Academy, até ter publicado o seu primeiro romance, Carrie (1974), a história de uma rapariga com poderes telecinéticos. Atirou as primeiras páginas do trabalho ao lixo, mas foram resgatadas pela esposa, que o encorajou a prossegui-las. A obra não teve, a princípio, senão um sucesso modesto, mas com a adaptação para cinema e com a publicação do romance Salem's Lot (1976), conseguiu estabelecer-se como importante escritor de literatura de terror.
Nos finais do Verão de 1974, Stephen King decidiu passar umas férias prolongadas no Colorado na companhia da sua família. De visita ao Stanley Hotel, em Estes Park, chegou-lhe a inspiração para o seu romance seguinte, The Shining (1975), que chegaria a obter versão cinematográfica pela mão de Stanley Kubrick, em 1977. Nessa época, segundo confissão do próprio autor, tinha a braços problemas de abuso de álcool e drogas. Na segunda metade dos anos 70, Stephen King começou a publicar uma série de romances sob o pseudónimo Richard Bachman, de que Rage (1977) e The Long Walk (1979) são exemplos.
Em Junho de 1999, o escritor ficou gravemente ferido em consequência de um atropelamento por uma carrinha. Não obstante, no mês seguinte começou a publicar uma série de folhetins virtuais no seu website 'stephenking.com', sendo o primeiro escritor de gabarito a recorrer ao suporte virtual. Na primeira história, uma vinha sobrenatural começa a crescer numa editora de livros de bolso, trazendo sucesso e riquezas em troca de sangue e carne fresca.
Em convalescença do acidente, Stephen King decidiu fazer um balanço do seu início de carreira, com On Writing (2000), obra principalmente destinada a aconselhar potenciais escritores. Stephen King passou a maior parte da sua carreira como romancista em Bangor, no estado do Maine.


domingo, 15 de outubro de 2017

L.S. Hilton - Domina [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Confesso que demorei a iniciar a leitura de Domina por ter lido Maestra há algum tempo e não me recordar dos mais ínfimos pormenores protagonizados pela audaz Judith. Domina intensifica o que acho sobre esta trilogia, é, sem sombra de dúvida, uma série diferente por aliar o thriller ao erotismo e à sofisticação do mundo da arte.

Os meus receios eram infundados. Logo nas primeiras páginas, somos recordados sobre os eventos passados. E claro, gostei de rever a intrépida Judith, agora conhecida por Elisabeth. Creio que, e como referi na opinião do livro antecessor, esta se assemelha a um Tom Ripley no feminino.

Com a mudança de identidade, sendo algo necessário para despistar os eventos ocorridos em Maestra, a minha percepção mais imediata prendeu-se com o pressuposto de vai começar tudo de novo. Confesso que senti alguma repetição a nível da história. O sexo explícito e os variados homicídios, fórmula original de Maestra, reproduzem-se pelas mesmas razões que, basicamente, são em prole da manipulação e calculismo de Judith. De certa forma, desta vez, achei que a protagonista agia de forma previsível em respostas às variadas situações.

É certo que Domina é uma continuação da trama, não obstante sentir ao longo da leitura que o primeiro livro me alentou mais.

Contudo houve um aspecto que merece ser frisado: a menção do passado de Judith. Não desresponsabilizando os seus actos, creio que esta componente foi importante para tentarmos perceber um pouco mais sobre esta complexa personagem. A minha teoria sobre a mesma intensificou-se: Judith é claramente sociopata. Mas daquelas que, tal como Tom Ripley, torcemos para que safe das situações. 

O final é um autêntico cliffhanger e deixou-me curiosa para ler o desfecho da história. Valorizo que a Editorial Presença tenha publicado a obra muito pouco depois da edição da mesma lá fora. Aguardo que aconteça o mesmo com o terceiro volume da série que, pelo que sei, está em curso pela autora. 

Em suma, estamos perante uma série inovadora no que concerne ao género de thriller que agradará a um público mais vasto, como as fãs de literatura erótica. 

Confesso que, por uma razão que não consigo explicar, a leitura de Domina não me despertou a mesma emoção que sentira ao ler Maestra. 
Por um lado sinto que o intervalo entre as leituras não devia ter sido tão espaçado, provavelmente lembrar-me-ia muito melhor dos detalhes de Maestra. Ou talvez por achar que a obra antecessora foi original pois, de facto, nunca lera até então uma história que imiscuísse tão bem sexo, homicídios e glamour, em doses generosas. 

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Michelle Richmond - O Pacto [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Um dos livros que lidos em 2013 (e apreciados, diga-se) foi O Ano do Nevoeiro de Michelle Richmond, razão pela qual quis ler O Pacto. Alicerçado sobre uma premissa bem diferente (afinal de contas, O Ano do Nevoeiro debruçava-se sobre o desaparecimento de uma criança), O Pacto conta a história de Jake e Alice, um casal que recebe, como presente de casamento, um convite para entrar numa associação denominada O Pacto.

Antes de mais, e sendo esta uma perspectiva pessoal, o matrimónio requer empenho e compromisso. Creio que nunca precisará de um culto (e uso esta palavra pois é o que realmente aqui se passa) para fortalecer a relação entre os conjugues. Havendo vontade e perseverança, acredito que um casamento poderá resultar ao longo de vários anos e felizes.
Com isto quero dizer que achei a premissa do livro um pouco descabida. Tenho conhecimento que, de facto, existem vários cultos e sociedades secretas por aí mas não me parece que passem pela instituição que é o casamento. Tenho que para mim que se prendem com outro tipo de convicções mais fortes, nomeadamente políticas. Não me parece que uma relação matrimonial, numa escala tão reduzida, possa ser tão interessante ao ponto de haver um culto que interfira na relação alheia e que a estereotipe, como acredito que seria a pretensão deste Pacto. 

Portanto, para mim, a trama foi um pouco inverosímil. O estranho é que me viciou. Estava sempre expectante sobre qual seria a próxima provação do casal. Pois a trama é, como será de esperar, sobre um casal que está num clube, inicialmente cor de rosa, e depois descobrem-se os vários podres. Daí achar que a trama aborda o drama de quem quer libertar-se de uma associação secreta ou culto (afinal de contas, a informação é uma arma assaz poderosa). Avaliei esta componente como cliché.
Francamente considerei que a maior parte dos acontecimentos eram expectáveis muito embora desconhecesse quais eram os limites deste dito Pacto. Creio que o interesse da trama assenta precisamente sobre este ponto.

A história é narrada por Jake e é interessante ver como é que um homem percepciona a situação. Curiosas são as várias considerações do protagonista sobre o casamento, decorrentes da experiência dele como terapeuta matrimonial (mais uma razão para repelir a entrada do Pacto nas suas vidas).

Como tento explicar, há algumas incongruências na história. Tenho para mim que seria altamente improvável que um casal tão feliz como Jake e Alice adoptasse os pressupostos do Pacto para fortalecer a sua relação. E a isto, junta-se o facto de Jake trabalhar no meio de casais disfuncionais, tendo um know how para tapar algumas brechas que, eventualmente, a relação pudesse criar. Sem interferência de terceiros.

Li a obra em versão ebook mas estive com o livro físico na mão e apercebi-me que ultrapassa as 500 páginas. Creio que peca pelo excesso de páginas. Apesar do meu estranho constante interesse em saber mais sobre a história, confesso que por vezes sentia-me um pouco cansada. Na minha opinião, de certa forma, havia alturas em que a história se arrastava demasiado.

O último ponto que considero ter falhado foi o final. Para mim, este foi completamente anticlimático. Apesar de ser coerente com a história, pessoalmente teria gostado de ser surpreendida no final com uma revelação intensa. Fiquei desiludida com o facto da autora ter fechado a longa história de forma muito linear.

Resumindo, pelas razões que mencionei, e comparando esta obra com a antecessora da autora, considero que O Pacto ficou muito aquém.

Robert Bryndza - A Sombra da Noite [Divulgação Alma dos Livros]


Data de publicação: 13 Outubro 2017

               Titulo Original: The Night Stalker
               Preço com IVA: 17,45€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789899993365

Sinopse: Numa noite quente de verão, a inspetora-chefe Erika Foster é chamada à cena de um crime. A vítima, um médico, é encontrada asfixiada na cama. Tem os pulsos amarrados e os olhos parecem querer saltar-lhe das órbitas através do saco de plástico transparente que lhe cobre a cabeça e o sufocou. Alguns dias mais tarde, outra vítima é encontrada exatamente nas mesmas circunstâncias. À medida que Erika e a sua equipa intensificam as investigações deparam-se com um assassino em série inteligente e calculista - que persegue e sabe tudo sobre as vítimas antes de escolher o momento certo para atacar.
As vítimas são homens solteiros, com uma vida muito reservada e um passado envolto em segredo. Porém, podem não ser as únicas pessoas a ser observadas... Erika começa a receber mensagens enigmáticas e a sua própria vida corre perigo. Ela tudo fará para desvendar o mistério que rodeia estes crimes, ainda que isso signifique arriscar a sua carreira na polícia. Imperdível!

Sobre o autor:  Robert Bryndza é autor, entre outros, do bestseller internacional A Rapariga no Gelo, n.º 1 na Amazon, no USA Today e no The Wall Street Journal. Os seus s venderam cerca de dois milhões de exemplares e foram, até ao momento, traduzidos em 26 idiomas.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Brad Parks - Não Digas Nada [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 18 Outubro 2017

               Titulo Original: Say Nothing
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 520
               ISBN: 9789896652975

Sinopse: Numa quarta-feira como outra qualquer, o juiz Scott Sampson está a preparar-se para ir buscar os filhos gémeos de seis anos para os levar à aula de natação.
A sua mulher, Alison, envia-lhe uma mensagem: mudança de planos, ela tem de os levar ao médico. Assim sendo, Scott regressa para casa mais cedo. Mas quando, mais tarde, Alison chega, está sozinha - sem Sam, sem Emma - e nega ter conhecimento da mensagem...
O telefone toca: uma voz anónima diz-lhes que o juiz deve fazer exactamente o que lhe é dito num caso de tráfico de droga que está prestes a ser julgado. Se recusar, as consequências para as crianças serão terríveis.
Para Scott e Alison, a chamada do sequestrador é apenas o começo de uma tentativa tortuosa de chantagem, engano e terror. Não haverá nada que os detenha para recuperarem os seus filhos, não importa o custo...
Um romance intenso que explora o lado mais obscuro do Mal, pondo a nu as fragilidades da natureza humana perante a ameaça da perda mais dolorosa.

Sobre o autor: Brad Parks foi o único autor a ganhar o Shamus, o Nero e o Lefty Awards, os três dos prémios mais prestigiantes da ficção de crime. Trabalhou como jornalista para o The Washington Post e The Star-Ledger e vive em Virgínia com a mulher e dois filhos. Reconhecido autor de séries de detectives, o seu primeiro livro que não pertence a nenhuma série, Say Nothing. está a ser tão aplaudido como os seus sucessos anteriores.


Dolores Redondo - Tudo Isto Te Darei [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 18 Outubro 2017

               Titulo Original: Todo Esto te Daré
               Preço com IVA: 21,95€
               Páginas: 576
               ISBN: 9789896579708

Da mesma autora da trilogia do Baztán, chega agora o romance
vencedor do Prémio Planeta 2016, com mais de 1.300.000
exemplares vendidos em Espanha e traduzido em 35 línguas.

A AUTORA VAI ESTAR EM LISBOA A 18 DE OUTUBRO E NO FOLIO – ÓBIDOS DE 19 A 20 DE OUTUBRO
Dona de uma escrita poderosa e intensa, Dolores Redondo volta a surpreender os seus leitores com este thriller apaixonante, contado do ponto de vista de um narrador omnisciente que, de fora, consegue estar em todos os cenários e assistir a todos os diálogos.
A Ribeira Sacra, na Galiza, é o cenário deste romance de intriga, que é em simultâneo um drama familiar, no qual é explorado o lado mais intimista da personagem principal.
Uma história plena de tensão, com um desfecho em crescendo mas que só no último minuto se conseguirá desvendar tudo.

Sinopse: Uma morte inesperada. Um obscuro segredo familiar. A busca da verdade no coração de uma terra lendária.
No cenário majestoso da Ribeira Sacra, Álvaro sofre um acidente que o mata. Quando Manuel, o marido, chega à Galiza para identificar o cadáver, descobre que a investigação sobre o caso foi encerrada com muita rapidez. O repúdio da sua poderosa família, os Muñiz de Dávila, impele-o a fugir, mas retém-no a argumentação contra a impunidade que Nogueira, um guardia civil reformado, esgrime contra a família de Álvaro, nobres escudados nos seus privilégios, e a suspeita de que essa não é a primeira morte no seu ambiente familiar que se encobriu como sendo acidental.
Lucas, um sacerdote amigo de infância de Álvaro, alia-se a Manuel e a Nogueira na reconstituição de uma vida secreta de quem julgavam conhecer.
A inesperada amizade destes três homens sem nenhuma afinidade aparente ajuda Manuel a navegar entre o amor por quem foi o seu marido e o tormento de ter vivido de costas viradas para a realidade, blindado por detrás da quimera do seu mundo de escritor.
Terá assim início a busca pela verdade, num lugar de fortes crenças e convicções e enraizados costumes onde a lógica nunca consegue unir todas as pontas soltas.

Sobre a autora: Nasceu em Donostia-San Sebastián em 1969. O fenómeno literário da Trilogia do Baztán, granjeou-lhe o entusiasmo de editores de inúmeros países e hoje são já 30 as editoras que publicaram a obra pelo mundo.
Além do respeito dos leitores, foi aclamada pela crítica como uma das propostas mais originais e contundentes do thriller em Espanha. A adaptação cinematográfica de O Guardião Invisível estreou em Março 2017.

Imprensa
«Joga na perfeição nos seus argumentos com esses segredos de família que tanto agradam aos leitores [...] conhece e usa na perfeição as técnicas mais avançadas de investigação forense, uma ferramenta imprescindível se se quer descrever um bom e credível romance policial.»
AR Magazine

«Todas as personagens comovem, incluindo o cão feioso que acompanha Manuel nesta viagem ao passado na Ribeira Sacra.»
La Vanguardia

«O desenvolvimento narrativo é ágil e poderoso, cruel por vezes e incisivo no ético. Redondo possui uma habilidade inata para o género policial, que domina e sabe como manobrar.»
La Razón


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Anna Snoekstra - A Única Filha [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Romance de estreia da australiana Anna Snoekstra, A Única Filha é um cartão de visita auspicioso. Não é um livro longo, é certo, mas li-o rapidamente com alguma avidez e muito, muito interesse.

Senti-me intrigada pela história logo nas páginas iniciais em que uma mulher, cujo nome desconhecemos, faz-se passar por uma jovem que desaparecera 11 anos antes. Ainda que Rebecca tenha desaparecido há mais de uma década, fez-me alguma confusão como é que duas mulheres podem ser fisicamente tão parecidas ao ponto de serem confundidas.
Tive que me contentar com a explicação de que esse hiato de tempo poderia provocar mudanças físicas em Bec ao ponto de a tornar mais parecida com esta... impostora.

A trama desenrola-se em capítulos alternados entre a acção em 2003 e a actual, em 2014. No passado reconstitui os últimos passos da adolescente de 16 anos que desaparece misteriosamente. Aquilo que parece ser um registo do dia-a-dia de uma miúda, começa a ter maior interesse a partir do momento em que ela fica paranóica. 
Esta subnarrativa é feita na terceira pessoa. De certa forma, e a meu ver, este tipo de estrutura promoveu um afastamento entre o leitor e esta jovem. Ainda que nos sintamos interessados em conhecer o seu desfecho, a nossa atenção foca-se maioritariamente na subtrama actual. Esta é narrada na primeira pessoa, em que o leitor é privilegiado com várias informações sobre a impostora, permitindo conhecer a forma como esta manipula os outros, a culpa que sente ou a incerteza de que a farsa pode acabar bem.

O mistério prossegue em duas frentes: o que terá afinal acontecido a Rebecca e como é que a impostora vai continuar com este "roubo" de identidade sem que ninguém se aperceba. Portanto, diria que existe um cerco que se apertava sobre esta personagem e, estranhamente, acabei por torcer por ela. Apesar de ser assumidamente errada esta usurpação de identidade, não lhe atribuo o papel de vilã na trama. 

Ainda que tenha considerado a história satisfatória, há alguns pontos que careciam de uma explicação mais cuidada. A título de exemplo, a impostora começa a ser ameaçada via SMS. Nunca se descobre quem era o mensageiro. As páginas finais da obra retratam uma situação que, na minha opinião, é completamente dispensável e pouco adianta para fechar a história. 
Não obstante ter adorado o final! Não o previa, de todo. Para mim, foi completamente desconcertante.

Apesar da grande incongruência da história subsistir numa troca de identidades e ser credível, a trama desenvolveu-se de forma intrigante. Não obstante eu ler poucas obras com esta temática, explicando daí talvez o meu entusiasmo com a presente história. Gostei muito! 


domingo, 8 de outubro de 2017

Megan Miranda - Uma Perfeita Estranha [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Uma Perfeita Estranha é o segundo thriller de Megan Miranda e, devo confessar, ainda me atraiu mais do que Desaparecidas. Esta minha percepção deve-se a um aspecto: a estrutura da obra.
Enquanto que no livro antecessor, a trama desenrolava-se do fim para o início, esta mantém uma ordem cronológica mais regular, ainda que com recurso a alguns flashbacks de episódios passados.

Além disso, devo dizer que gostei do desenvolvimento da trama, em torno de uma amizade aparentemente perfeita. Emmy é uma boa samaritana que acolhe a amiga Leah na sua casa, para a proteger de um escândalo que rebentou quando a jornalista publicou um controverso artigo sobre um professor universitário.
O que parece ser um acto de boa vontade, começa a ter uns contornos estranhos quando Emmy desaparece.

Poder-se-á dizer, numa primeira análise, que este é um caso semelhante ao famigerado Gone Girl, em que a única diferença recai na natureza da relação: passámos de um casal para um par de amigas, uma relação que considero tão importante quanto os relacionamentos amorosos.
Apesar da amizade aparentemente perfeita, Emmy desapareceu ficando a dúvida se intencional (e neste caso, que razões teria para o fazer?) ou acidentalmente.

A narração sob a perspectiva da amiga da desaparecida, faz com que acompanhemos mais de perto as preocupações da narradora, Leah, perante este insólito acontecimento.
São narrados alguns episódios do passado que acentuam o quão próxima era a relação das amigas e, por conseguinte, aparenta ser incongruente com os acontecimentos actuais, razão pela qual considerei esta história como intrigante.

O que me leva ao ponto mais apreciado por mim na obra: foi, sem dúvida, a forma como pequenos segredos vão sendo desvendados. Senti-me sempre intrigada no que concerne ao paradeiro de Emmy e comecei a tecer algumas hipóteses. Acabei, evidentemente, por acertar no verdadeiro destino da amiga, embora não tivesse alcançado os motivos.
O enredo é bem mais intrincado do que aparenta, pejado de pormenores.

Uma Perfeita Estranha é, em suma, um livro convidativo à reflexão. Será que podemos confiar verdadeiramente na nossa melhor amiga? Que sacrifícios faríamos para ajudar um amigo?
Decerto que pensareis duas vezes nestas questões após ler esta história. Gostei!


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Ali Land - Menina Boa, Menina Má [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Terminei este livro há instantes e ainda não sei bem como conter os meus sentimentos perante esta história, pautada por implícitos elementos perturbadores.
A minha ilação sobre a obra depreende também uma reflexão sobre a maternidade. Vou tentar, assim a quente, escrever sobre os meus sentimentos que advêm desta história.

Como sabeis, adoro livros que choquem! E Menina Boa, Menina Má tem os elementos que me deixaram boquiaberta. Falo particularmente do modus operandi da mãe de Annie, que a obrigava a observar as torturas que infligia às crianças. Note-se que esta componente nem é muito gráfica, mas contém os elementos necessários para nos deixar a matutar sobre o que se passaria naquele que era denominado pela serial killer como "parque infantil".
Contudo, as atrocidades que são cometidas a outrem não são exclusivas à progenitora de Annie. Apesar do facto de o contexto escolar já não me dizer nada, muita da violência da trama passa-se justamente neste cenário, por intermédio de bullying e comportamentos discriminatórios a Annie, agora conhecida por Millie. 

O trauma dos eventos passados, bem como a alteração de nome para protecção da sua identidade fez-me oscilar sobre a sua verdadeira natureza. Good Me, Bad Me, o título original da obra persistia no decorrer da leitura: seria ela uma boa pessoa ou os estilhaços provocados pela disfuncional mãe a corromperam? Com frequência pensei na teoria da Psicanálise segundo Freud.

Vivi num salutar contexto familiar que me ensinou que a mãe faz qualquer sacrifício pelo filho, algo que julgo ser inato àquelas que experienciam a maternidade. Contudo a mentalidade aqui descrita choca com o que é ser mãe. O cuidar, o proteger. Aquilo que considero natural a uma mãe e que falha à mãe de Annie que escolhe precisamente crianças como suas vítimas. 

A trama desenvolve-se lentamente em torno destas temáticas e fui sugada para aquele drama familiar: a difícil adaptação de Millie na família adoptiva e a gestão dos seus sentimentos sobre a sua mãe.
Tão pouco a componente thriller judicial que a trama aborda me aborreceu. Sentia-me genuinamente determinada em conhecer o desfecho desta singular história. 

Confesso que já esperava o acontecimento final, embora deduzisse que o mesmo ocorresse mais cedo. Assim, quanto aos final, para mim, este foi algo previsível. Além disso, considerei igualmente que uma ou outra situação carecia de uma explicação mais refinada. 
No entanto, estes pontos, sendo uma expectativa mais pessoal, não destrona a qualidade desta obra.

Inteligentemente bem escrito, Menina Boa, Menina Má destrinça temas interessantes, experiência que deduzo derivar da actividade profissional da autora, relacionada com saúde mental nas crianças e adolescentes.
Um thriller psicológico de grande sensibilidade que me ficará na retina nos próximos tempos!


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Ragnar Jónasson - Noite Cega [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 16 Outubro 2017

               Titulo Original: Náttblinda
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789898869494

Sinopse: Na pequena aldeia islandesa de Siglufjördur, o jovem polícia Ari Thór Arason procura refúgio do seu passado e dos horrores que nele se escondem. Apesar do isolamento da aldeia, acessível apenas por um pequeno túnel nas montanhas, mantém uma relação difícil com os aldeões, que o acham estranho. Exausto, e com a sua vida privada a intrometer-se no trabalho, Ari Thór mete baixa.
Com Ari Thór ausente, o polícia que o substitui, e seu único colega, é assassinado à queima-roupa, a meio da noite, numa casa deserta. Cabe agora a Ari Thór deslindar um caso que rapidamente se torna muito mais complicado do que parecia: a comunidade fecha-se, a política local dificulta tudo, e o novo presidente da Câmara envolve-se no caso muito além da sua função.
A investigação vai levar Ari Thór até bem longe da aldeia. O que terá a ala psiquiátrica de um hospital em Reiquiavique a ver com este crime? O que será que todos em Siglufjördur estão a tentar esconder? E conseguirá Ari Thór aguentar uma investigação tão exigente?

Sobre o autor: Ragnar Jónasson nasceu na Islândia e é um autor bestseller internacional publicado em 10 países, com amplo sucesso junto da crítica. Trabalhou em televisão e em rádio, inclusive como jornalista da Radiotelevisão Nacional da Islândia. Atualmente é advogado e professor na Faculdade de Direito da Universidade de Reiquiavique.
Autor em ascensão na literatura policial internacional, Jónasson traduziu 14 livros de Agatha Christie para islandês e viu já vários dos seus contos serem publicados em revistas literárias alemãs, inglesas e islandesas.
Neve Cega é o primeiro livro de uma empolgante série que conquistou leitores em todo o mundo e que promete agarrar os leitores portugueses da primeira à última página.


Riley Sager - Vidas Finais [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 16 Outubro 2017

               Titulo Original: Final Girls
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 384
               ISBN: 9789898869302

Sinopse: Para sobreviver a um assassino, é preciso ter um instinto assassino.
Há dez anos, Quincy Carpenter, uma estudante universitária, foi a única sobrevivente de uma terrível chacina numa cabana onde passava o fim de semana com amigos. A partir desse momento, começou a fazer parte de um grupo ao qual ninguém queria pertencer: as Últimas Vítimas.
Desse grupo fazem também parte Lisa Milner, que perdeu nove amigas esfaqueadas na residência universitária onde vivia, e Samantha Boyd, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava. As três raparigas foram as únicas sobreviventes de três hediondos massacres e sempre se mantiveram  afastadas, procurando superar os seus traumas. Mas, quando Lisa aparece morta na banheira de sua casa, Samantha procura  Quincy e força-a a reviver o passado, que até ali permanecera recalcado.
Quincy percebe, então, que se quiser saber o verdadeiro motivo por que Samantha a procurou e, ao mesmo tempo, afastar a polícia e os jornalistas que não a deixam em paz, terá de se lembrar do que aconteceu na cabana, naquela noite traumática.
Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria. 

Sobre o autor: Riley Sager (pseudónimo) é natural da Pensilvânia. Escreve e trabalha em edição e design gráfico. Vidas Finais: As Sobreviventes é o seu primeiro thriller e foi um verdadeiro êxito, tendo sido publicado em mais de 20 países. Além de escrever, Riley adora ler, ver filmes e cozinhar.
Atualmente, vive em Princeton, New Jersey. 


Ragnar Jónasson - Neve Cega [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Mais uma incursão à Islândia, através de um livro. Gosto de Arnaldur Indridason e Yrsa Sigurdardóttir mas há muito que não lia ficção oriunda deste território insular. Sinto um grande fascínio pela Escandinávia mas a cultura islandesa tem qualquer coisa de especial. A título de curiosidade, não acham engraçada a questão dos patronímicos?

Com Neve Cega, obra de estreia de Ragnar Jónasson, temos uma particularidade digna de realce. O autor, responsável pela tradução de vários títulos de Agatha Christie na Islândia, escreveu um policial da escola clássica. Tendência que associo aos inúmeros títulos da rainha do crime que lhe terão passado pelas mãos.

Para mim foi um gozo. Ainda que o ritmo da investigação seja moroso, secundarizando o crime, a mais valia da obra reside, a meu ver (que sou apaixonadíssima pela Escandinávia), nos pormenores sobre as personagens e, sobretudo, o cenário gélido islandês. 
Por escola clássica do policial subentenda-se a forma como decorre a investigação, recorrendo frequentemente ao inquérito e jogando mais com a lógica. 

O nosso investigador, Ari Thor, é um jovem novo, oriundo da capital islandesa, Reiquejavique, e que se vê obrigado a fixar-se em Siglufjordur, uma cidade no norte do país. Fiquei tão agradada com as descrições que pesquisei na internet uma série de fotografias do local. 

Além do cenário, que fará as delícias dos amantes da Escandinávia, quero tecer as minhas considerações sobre a trama. Como referi, o ritmo é lento e tão fascinante quanto a componente criminal é, sem dúvida, a caracterização das personagens. Sobre este último ponto, Neve Cega termina num impasse com Ari Thor. Penso que no próximo livro deliciar-me-ei em ler sobre o futuro do jovem e Krístin.

Sobre aquilo que mais aprecio num policial, a componente criminal, gostei de após ter havido um primeiro homicídio, que um segundo seja abordado, por intermédio de flashbacks, uma forma de narrativa que funciona muitíssimo bem por, de certa forma, me colocar no cenário e viver mais de perto o acontecimento. 
Contudo, dado o restrito círculo de personagens, tenho para mim que foi fácil identificar o homicida. 

Prestes a sair o segundo volume da série, Neve Cega é um cartão de visita bastante interessante. 
Para os fãs do policial clássico, esta série que agora se inicia, é fundamental nas vossas estantes. Recomendo-o também aos aficionados pela literatura policial nórdica.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Dashiell Hammett - A Chave de Cristal [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 4 Outubro 2017

               Titulo Original: The Glass Key
               Tradução: Gonçalo Neves
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 264
               ISBN: 9789723830194

A Livros do Brasil lança a 4 de outubro A Chave de Cristal, um novo título do mestre do policial hard-boiled Dashiell Hammett na coleção Vampiro. Publicada inicialmente como folhetim na revista Black Mask em 1930, A Chave de Cristal saiu em livro no ano seguinte e é até hoje considerada uma das obras mais conseguidas de Dashiell Hammett.

Sinopse: Em A Chave de Cristal, Paul Madvig é um político corrupto que aspira a dominar por completo a sua cidade, no auge da Lei Seca nos Estados Unidos. O plano é simples: casar-se com a filha do senador
Ralph Bancroft Henry, herdeira de uma dinastia de aristocratas e políticos de elite, de quem gosta genuinamente. Mas serão a avidez ou o amor capazes de o tornar um assassino? Se Madvig está inocente, qual dos seus inúmeros inimigos o estará a tramar tão impecavelmente? Ned Beaumont, um homem que gosta do risco, melhor amigo e conselheiro de Madvig, vê-se na pele de detetive amador nesta admirável parábola sobre a ganância humana, onde personagens implacáveis se envolvem num enredo empolgante, contado numa escrita rápida e incisiva.

Sobre o autor:  Dashiell Hammett nasceu em 1894, no estado de Maryland, EUA.
Começou a trabalhar aos catorze anos para ajudar a sustentar a família e em 1915, tinha então vinte e um anos, foi contratado pela Agência de Detetives Pinkerton. A sua carreira literária iniciou-se com a publicação de contos na revista Black Mask, protagonizados desde logo pelo investigador Continental Op, um verdadeiro "duro" com vinte anos de experiência, que seria o herói do seu livro de estreia, Colheita Sangrenta, lançado em 1929. O Falcão de Malta, publicado em 1930, é a primeira obra onde surge outra das suas personagens marcantes, o detetive Sam Spade, e continua a ser até hoje o seu livro mais famoso. Completam a obra essencial de Hammett os títulos A Maldição dos Dain (1929), A Chave de Cristal (1931) e O Homem Sombra (1934). Faleceu em Nova Iorque a 10 de janeiro de 1961.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
 

domingo, 1 de outubro de 2017

David Lagercrantz - O Homem Que Perseguia A Sua Sombra [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: É consensual afirmar que a trilogia Millennium de Stieg Larsson revolucionou a literatura policial nórdica. Todavia, as opiniões divergem no que concerne à continuação da série por David Lagercrantz. Quanto a mim, valorizo que o autor mantenha viva não só a trama, como, principalmente, as personagens. Em especial, uma das mais carismáticas e irreverentes da literatura, Lisbeth Salander, por quem nutro um carinho especial.

Posto isto, e seguindo a linha do livro antecessor, Lisbeth encontra-se numa prisão feminina de alta segurança a cumprir pena.
Gostei de ver a garra da personagem feminina, protagonizando alguns episódios tensos. Não obstante ter-me parecido que, posteriormente, Lisbeth começa a esmorecer. No final do livro, a hacker pareceu-me menos intrépida. Como balanço geral, teria gostado de ver Lisbeth mais activa na trama pois consegui identificar algumas personagens que disputam o protagonismo na trama: Lisbeth, Mikael e duas novas personagens que explicarão devidamente o rumo proposto por Lagercrantz sobre a vida pessoal da protagonista feminina.

Nunca saberemos se seria intenção de Larsson prosseguir com a série Millennium, incidindo em alguns aspectos sobre Salander que nos pareciam, até ver, indecifráveis. Um dos quais, sem dúvida, a tatuagem do dragão cujo significado é desmistificado. 
O outro é sobre a família da protagonista feminina, alicerçado sobre um estudo sobre gémeos bem como a situação relativa a Holger Palmgren, o ex tutor de Lisbeth. 

No entanto, face ao desenvolvimento sobre esta faceta de Lisbeth, tive a percepção de que a parceria entre esta e Mikael poderia ter sido mais explorada. Senti falta da interacção entre estes como a que nos foi outrora apresentada no primeiro volume da série. 
Além disso, creio que o autor poderia ter desenvolvido com mais afinco a situação relativa à personagem Faria Kazi, remetendo-nos para a temática do Islamismo. Creio que esta foi parcamente abordada e teria sido interessante caso tivesse sido mais explorada.

Tirando estes pontos, menos positivos na minha opinião, é um livro que não deixa de ter valor justamente pela continuação do crescimento destas personagens tão carismáticas. O meu maior prazer nesta leitura residiu neste ponto (rever Lisbeth e Mikael), bem como ver desvendados alguns mistérios relativos à hacker. Para mim, esta será sempre uma personagem icónica. 

Notei que O Homem Que Perseguia A Sua Sombra é, até então, o volume com menos páginas. Talvez por isso, dei por mim a terminar a leitura cedo demais. Pessoalmente teria gostado de me deliciar com mais algumas páginas. A sensação de saudade das personagens rapidamente se instalou.  

É um livro interessante, esclarecedor sobre alguns pontos sobre a hacker mas não me deixou rendida como acontecera com os livros anteriores da série. Não obstante, enquanto o autor David Lagercrantz prosseguir com a série, tenciono lê-la com o mesmo interesse. 


 

sábado, 30 de setembro de 2017

Setembro em Livros


Foi um mês repleto de thrillers interessantes, sem dúvida! 
Tenho que escrever as opiniões dos livros em falta. Até lá, podem espreitar as minhas considerações sobre O Jardim das Borboletas, Em Fuga e O Retrato de Rose Madder.

A Estante está mais cheia [Setembro 2017]

Já nem digo nada...

Compra de livros: check
Poucos livros lidos: check
Consciência pesada: check

Dia 5 de Setembro fui convidada para assistir à Rentrée da Bertrand Círculo, de onde vim com um saco de livros. Da pilha, estou particularmente curiosa com Nada de Janne Teller.


Logo no primeiro domingo do mês fui à Feira de Belém e comprei Uma Visão Adaptada ao Escuro de Barbara Vine, tendo custado 2.50€.
Danos Colaterais de David Baldacci chegou-me por troca e A Lâmina de Joe Abercrombie foi ganho no MotelQuix, iniciativa do MOTELx. O Vampiro deste mês, O Impostor, foi ofertado pela Porto Editora.
Agora, a loucura: num destes sábados passei na feira da Ladra com o marido. Levei apenas 10€, ciente de que poderia fazer uma loucura. De facto essa foi feita por apenas 9€. 
5€ custou O Rapaz Perverso. Já há algum tempo que o procurava e, apesar de ter o livro em ebook, as maravilhosas ilustrações seduziram-me ao ponto de querer uma cópia em formato físico. Por 1€ cada trouxe: A Mansão do Diabo de Jay Anson (a história do Amityville); Estátua Fatal de Ruth Rendell; O Perfume da Dama de Negro e O Táxi Nº 9297. Nice!
Os Reguladores de Richard Bachman foi um achado no OLX, tendo-me custado 3€ com portes incluídos! O outro da Ruth Rendell foi o mesmo preço num particular. O do Tony Hillerman foi trazido pelo marido numa das suas incursões à Ler Devagar em Óbidos.


Ahhh... o meu marido fez-me uma surpresa e chegaram cá a casa estes clássicos. A minha colecção destes policiais da Círculo de Leitores cresceu.


Por último, as novidades do mês, cedidas pelas editoras a quem endereço o meu afectuoso agradecimento.


E vocês? Acumularam muitos livrinhos neste mês que hoje termina? Contem-me tudo!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Karin Slaughter - A Boa Filha [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: Outubro 2017

               Titulo Original: The Good Daughter / The Last Breath
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 704
               ISBN: 9788491391364

O novo e deslumbrante romance de uma das autoras mais vendidas do panorama literário internacional. Um thriller absorvente que mistura suspense psicológico com a investigação de um mistério por resolver. 
Contém a prequela Último Suspiro.

Sinopse: Duas meninas são obrigadas a entrar no bosque com uma pistola apontada. Uma foge para salvar a vida. A outra fica para trás.
Há vinte e oito anos, um crime horrível sacudiu a feliz vida familiar de Charlotte e Samantha Quinn. A sua mãe foi morta. O seu pai, um conhecido advogado de defesa de Pikeville,ficou prostrado de dor. A família desfez-se irremediavelmente, consumida pelos segredos daquela noite pavorosa.
Transcorridos vinte e oito anos, Charlie tornou-se advogada, seguindo os passos do pai. É a filha ideal. Mas quando a violência volta a aumentar em Pikeville e uma grande tragédia assola a localidade, Charlie vê-se imersa num pesadelo. Não só é a primeira pessoa a chegar à cena do crime, mas também o caso desperta as recordações que tentou manter à margem durante quase três décadas. Porque a surpreendente verdade sobre o acontecimento que destruiu a sua família não pode permanecer oculta para sempre. 

Sobre a autora: Karin Slaughter é uma das escritoras de suspense e ficção policial mais afamadas e galardoadas do panorama literário atual. Mundialmente aclamada pela sua potência narrativa e consagrada pelas suas repetidas aparições nas listas de best sellers do The New York Times.
Dos seus quinze romances, traduzidos para 32 línguas, venderam-se mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Convertida em fenómeno literário internacional, alcançou o número um da lista dos livros mais vendidos no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Países Baixos, onde é a única autora que conseguiu ter oito títulos simultaneamente na lista de best sellers, incluindo o número um.