domingo, 28 de maio de 2017

Contagem Decrescente para a Feira do Livro de Lisboa

A poucos dias do início de mais uma edição da Feira do Livro de Lisboa reflecti sobre um exercício muito interessante e que vou pô-lo em prática neste post. 
Eu estou farta de repetir isto mas... vou-me conter nas compras (onde é que eu já ouvi isto? Sim, Verovsky, vais enganar quem? Ainda na sexta feira pagaste mais uma encomenda na wook...).


A minha tendência é acumular os livros que compro e ler, a cada mês que passa, as novidades que vão saindo. Quando estou a arrumar a estante, noto que tenho livros que comprei há anos e que ainda não os li. Então pensei... "desde que tenho o blogue que registo escrupulosamente os livros que chegam cá a casa, Então quanto terei eu comprado nos últimos tempos?"

FLL 2011
  • Tess Gerritsen - O Cirurgião ✓
  • Stephen King - Carrie ✓
  • Karin Fossum - A Ilusão de Eva ✓
  • Martha Grimes - Jogo de Alto Risco
  • Diane Wei Liang - O Olho de Jade ✓ (e despachado)
  • Diane Wei Liang - A Borboleta de Papel (despachei sem ler)
  • Ignacio Garcia-Valino - As Duas Mortes de Sócrates (que raio de livro é este? Onde tinha eu a cabeça? A não ser que esteja na casa dos meus pais, acho que já o despachei)
  • Douglas Preston e Lincoln Child - O Instrumento das Trevas 
  • Henning Mankell - A Quinta Mulher
  • Henning Mankell - O Homem Que Sorria
  • Henning Mankell - Os Cães de Riga ✓
  • Henning Mankell - A Falsa Pista
  • Henning Mankell - Um Passo Atrás
  • Helena Trindade Lopes - A Mulher Que Amou o Faraó ✓
  • Jonathan Kellerman - O Livro dos Crimes
  • Henning Mankell - A Leoa Branca
  • Erin Hart - Terra Assombrada
  • James Patterson - A Conspiração da Aranha ✓
  • James Patterson - Sequestro de Alto Risco
Neste ano claramente pensei que ia comprar tudo do Henning Mankell para ler de seguida. Right... a intenção era boa, pelo menos...

FLL 2012
  • Ken Follett - Nome de Código Leoparda
  • Ken Follett - Os Filhos do Paraíso ✓
  • Ian Rankin - O Jardim Suspenso
  • Kathy Reichs - Cadáveres Inocentes
  • Aleksandra Marinina - Sonho Roubado
  • Aleksandra Marinina - Matar Por Matar
  • Frances Fyfield - Encontro Às Cegas
  • Ken Follett - Noite Sobre as Águas  ✓
  • Aleksandra Marinina - Os Últimos Morrem Primeiro
  • Ingrid Noll - Confissões de Uma Farmacêutica
  • Aleksandra Marinina - No Segredo dos Mortos
  • Kathy Reichs - Testemunhas do Silêncio
  • Mary Higgins Clark - A Menina do Papá
  • Mary Higgins Clark - A Segunda Vez
  • Mary Higgins Clark - Lar Doce Lar
  • Mary Higgins Clark - Recordação Perigosa
  • Mary Higgins Clark - Onde Estarás? ✓
  • Mary Higgins Clark - A Hora do Mocho
  • Susanna Jones - Delito Sem Provas
Nesse ano, à semelhança de 2011, achei que ia ler tudo, não do Mankell mas da Mary Higgins Clark..


FLL 2013
  • Mary Higgins Clark - O Síndrome de Anastásia
  • Martina Cole - A Firma
  • George R.R. Martin - A Muralha de Gelo ✓
  • George R.R. Martin - A Fúria dos Reis ✓
  • George R.R. Martin - O Despertar da Magia
  • George R.R. Martin - A Tormenta de Espadas
  • George R.R. Martin - A Glória dos Traidores
  • George R.R. Martin - O Festim dos Corvos
  • George R.R. Martin - O Mar de Ferro
  • George R.R. Martin - A Dança dos Dragões
  • David Baldacci - A Conspiração do Silêncio
Se calhar fazia melhor figura se me coíbisse de tecer considerações sobre o George R.R. Martin, não?  

FLL 2014
  • Justin Cronin - A Passagem II
  • J.D. Robb - Cerimónia Mortal
  • J.D. Robb - Êxtase Mortal 
  • Charlaine Harris - Segredos de Sangue
  • Charlaine Harris - Sangue Mortífero
Claramente que estava doente em 2014... Ainda assim, não li nenhum... boa, Verovsky!


FLL 2015
  • Tami Hoag - Matem O Mensageiro
  • Tami Hoag - Prazer de Matar
  • Tami Hoag - Barreiras Ocultas
  • Sarah Walters - O Indesejado
  • Charlaine Harris - Sangue Final
  • Liane Moriarty - Dez Anos Depois
  • Nicolo Ammaniti - Como Deus Manda
  • Hannah Richell - Segredos Submersos
  • Patricia Melo - Acqua Toffana
  • Josh Bazell - Corrida Contra a Morte
  • A.D. Miller - Quando a Neve Começa a Derreter
  • Ranson Riggs - O Lar da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares ✓
Claramente para compensar o ano anterior...

FLL 2016 
  • Joel Dicker - Os últimos Dias dos Nossos Pais
  • Zoe Heller - Diário de Um Escândalo
  • Stephen King - Samitério de Mascotes
  • Stephen King - Boleia Arriscada
  • Dorothy Sayers - Veneno Fatal
  • David Soares - Lisboa Triunfante
  • David Soares - A Luz Miserável
  • Patrick Redmond - Os Fantoches
  • Louise Penny - O Mais Cruel dos Meses
  • Louise Penny - A Estátua Assassina
  • Ruth Rendell - A Árvore das Mãos
  • Ruth Rendell - Um Bando de Corvos
  • Minette Walters - A Escultora
  • Minette Walters - A Pena do Diabo
  • Wilkie Collins - A Pedra da Lua
  • Wilkie Collins - A Mulher de Branco
  • Patricia Highsmith - O Talentoso Mr. Ripley ✓
  • Patricia Highsmith - O Desconhecido do Norte Expresso
  • Kate Colquhoun - O Chapéu do Sr. Briggs

Isto é ridículo... Li uma ínfima quantidade dos livros que fui comprando na Feira do Livro...


Estou focada neste novo objectivo: ir à feira apenas para o convívio e ver as vistas! 
E vocês? Já pensaram no número de livros que foram adquirindo ao longo dos anos e os que foram efectivamente lidos? Tencionam comprar muitos livros agora na feira?

sexta-feira, 26 de maio de 2017

K. L. Slater - A Salvo Comigo [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 29 Maio 2017

               Título Original: Safe With Me
               Preço com IVA: 18,79€ 
               Páginas: 384
               ISBN: 9789898800992 

De leitura imparável e com um tom hitchcockiano, este promissor thriller psicológico vai agradar aos fãs de A Rapariga no Comboio. 

Sinopse: Há treze anos, alguém destruiu a vida dela. Agora, a vingança está ao seu alcance…
Anna é uma rapariga solitária que procura o equilíbrio na sua vida apoiando-se nas rotinas diárias. Não gosta de se aproximar das outras pessoas, pois conhece demasiado bem os danos que elas podem causar.
Até que, um dia, testemunha um acidente e reconhece a culpada: é Carla, a mulher que arruinou a sua vida no passado. Esta é a sua oportunidade de vingança. O primeiro passo é aproximar-se de Liam, o homem ferido no acidente, para poder seguir de perto a investigação policial.
Quando Carla também se aproxima de Liam, Anna percebe quais são as reais intenções de Carla: manipulá-lo… Mas ela não deixará que isso aconteça e tudo fará para proteger Liam e desmascarar esta impostora.
À medida que a obsessão de Anna por Carla se intensifica, outros segredos vão sendo revelados, mostrando que o perigo, afinal, pode vir de onde menos se espera.

Sobre a autora: K. L. Slater é uma nova voz do thriller psicológico que em poucos meses viu o seu romance de estreia, A Salvo Comigo, alcançar o topo das tabelas de vendas internacionais.
Também escreve livros de ficção YA, multipremiados, com o nome Kim Slater. Mora em Nottingham, no Reino Unido, com o marido e os três filhos.
Saiba mais sobre a autora em www.klslaterauthor.com.

Imprensa
«Um thriller psicológico sublime, frenético e viciante.» 
The Book Review Café

«Senti que estava a ler um dos melhores livros de Ruth Rendell. Só para que se perceba o quão bom é este livro.» 
Shelf Knowledge 


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Jo Nesbø - O Filho [Opinião]

 

Sinopse: AQUI

Opinião: O Filho é um stand alone de um dos meus autores nórdicos de eleição, Jo Nesbø.
Devo confessar que, nas primeiras páginas, estranhei a ausência de Harry Hole, uma das mais carismáticas personagens criadas pelo autor. Porém, essa saudosa sensação acabou por desaparecer e centrei-me na história de Sonny Lofthus, um jovem que está preso ainda que inocente dos crimes pelos quais foi condenado.

Logo por aqui temos uma premissa curiosa, o facto de haver um recluso que é um modelo na comunidade prisional e que está, aparentemente, desprovido de qualquer culpa de índole criminal. A trama parece, numa primeira análise, levantar questões interessantes como a redenção ou a ambiguidade moral. Porém, a história vai mais além: é uma incursão ao submundo da droga e à corrupção dentro da polícia norueguesa, sem que seja uma abordagem aborrecida. Por vezes lembrou-me O Fantasma, cuja temática é, como saberão os fiéis da série, relativamente semelhante, mas o rumo da história é completamente diferente.
 
Ao contrário do que costuma acontecer quando inicio a leitura de um romance de Jo Nesbø, regra geral, é reviver as personagens. Creio que o elemento de sucesso é a relação especial que existe entre as personagens da saga e o leitor.
Sendo este um livro fora da série, estabelecemos uma relação de raiz com as personagens. 
Claro que não há como não torcer por Sonny. Senti-me constantemente intrigada sobre o pai do recluso e creio que parte do interesse que se vai maturando no decorrer das páginas vai ao encontro do passado de Sonny e do seu pai. A acção frenética dos acontecimentos é um elemento com igual peso. Até apreciei a componente romântica do enredo, penso que desanuviou um pouco o clima tenso que por vezes se gerava.

O Filho é uma obra extensa mas nunca me senti maçada no decorrer da leitura. Reitero que senti alguma dificuldade em mergulhar na história, nas páginas iniciais, não obstante ter valido a pena insistir. A minha apreensão inicial transformou-se num entusiasmo que teima em persistir, ainda que tenha terminado a leitura há uns tempos.
Noto que, comparativamente à série de Harry Hole, O Filho não teve tanto destaque, facto que lamento. Estamos perante uma obra muito bem conseguida, cheia de torções surpreendentes e lições de moral convidativas à reflexão. Um livro que é electrizante, e ainda que tenha sentido falta de Harry, esta leitura foi extremamente plazerosa.

Não precisei de ter lido esta obra para reforçar que Jo Nesbø é um dos autores que sigo atentamente. Quanto a mim, ficarei a aguardar, com alguma ansiedade, pela publicação de mais obras do autor.



Sara Blædel - A Mulher Desaparecida [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 29 Maio 2017

               Título Original: Kvinden de meldte savnet
               Preço com IVA: 17,69€ 
               Páginas: 288
               ISBN: 9789898800916

Sinopse: Num bairro familiar e acolhedor nos arredores de Londres, uma mulher foi alvo de um violento assassínio. Um tiro certeiro de uma caçadeira atravessou a janela da cozinha, onde ela se encontrava com o marido e a filha. A morte foi imediata.
Ao iniciar a investigação, a polícia local descobre que a mulher, de nome Sophie Parker, se tratava na verdade de uma cidadã dinamarquesa que se encontrava desaparecida há 18 anos. Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, fica responsável pelo caso. É então que novas e surpreendentes revelações desvendam que fora Eik, seu colega e amante, quem declarara o desaparecimento de Sophie.
Assim que é informado da morte de Sophie, Eik desaparece misteriosamente e, passadas 24 horas, é preso em Inglaterra e acusado de ser o responsável pelo crime. 

Sobre a autora: Sara Blaedel iniciou a sua carreira como fundadora de uma editora especializada em policiais e thrillers. Este trabalho aproximou-a do jornalismo, onde acabou por cobrir uma vasta gama de histórias e julgamentos penais. Foi nesta altura — e enquanto esquiava na Noruega — que começou a imaginar a trama do seu primeiro romance, Green Dust, com o qual venceu o The Danish Crime Academy’s Debutant Award, o primeiro de inúmeros prémios na sua carreira. 
As Raparigas Esquecidas, publicado pela Topseller em 2016, é o seu livro mais aclamado, e foi galardoado em 2015 com o Gyldne Laurbær, o mais importante prémio literário da Dinamarca. Ainda em 2016, a Topseller publicou O Trilho da Morte, também muito bem recebido pela crítica.
Com 1,8 milhões de livros vendidos na Dinamarca, a imprensa e os fãs nomearam-na por quatro vezes A Rainha Dinamarquesa do Thriller. Os seus livros são bestsellers internacionais e já foram publicados em 33 países.

Imprensa
«Sara Blædel brinda-nos com uma das melhores leituras com que já me deparei!» 
Michael Connelly

«Uma escrita absolutamente genial e envolvente. Um realismo intransigente que revela o thriller no seu melhor.»
Washington Post

Passatempo Suma de Letras: Mark Frost - A História Secreta de Twin Peaks


A (tão aguardada) terceira temporada de Twin Peaks está quase aí e já que sou super fã do universo criado por David Lynch, não queria deixar em branco esta data. Estreará no próximo dia 28 de Maio no canal TVSeries. 


Por isso, em parceria com a Suma de Letras, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro A História Secreta de Twin Peaks de Mark Frost. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 24 de Maio de 2017 e termina às 23h59 do dia 31 de Maio de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Passatempo Editorial Presença: Peter Swanson - Aqueles Que Merecem Morrer


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Aqueles Que Merecem Morrer de Peter Swanson. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 22 de Maio de 2017 e termina às 23h59 do dia 31 de Maio de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

Para mais informações sobre o livro Aqueles Que Merecem Morrer, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui







domingo, 21 de maio de 2017

Peter Swanson - Aqueles Que Merecem Morrer [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de mais tenho que felicitar a Editorial Presença pela publicação desta obra. Já a tinha debaixo da mira, em inglês e agora que estou mais audaz em ler neste idioma, estava convicta que seria uma das minhas próximas leituras. Não contava que seria lido na minha língua materna mas ainda bem que assim foi. Já para não falar que, para mim, a colecção Minutos Contados da Editorial Presença é um guilty pleasure.

Quando se lê a sinopse pode, à primeira vista, reconhecer algumas semelhanças com Bruno e Guy, protagonistas do afamado O Desconhecido do Norte Expresso de Patricia Highsmith (quero muito ler esta obra mas vou adiando por conhecer a história uma vez que já vi o filme, realizado por Hitchcock). Afinal de contas, Lily, tal como Bruno, promete a Ted uma solução rápida para fazer desaparecer a sua esposa: um homicídio é apalavrado (na trama de Highsmith, num comboio e neste, num aeroporto). Curiosamente a personagem feminina está a ler As Duas Faces de Janeiro, fazendo-me crer que Swanson tenha pretendido fazer uma breve homenagem à autora.
As coincidências terminam aqui e doravante o enredo torna-se completamente imprevisível. E garanto-vos, a história é muito mais do que um aparente crime passional.

Creio que o aspecto mais digno de realce desta obra foi, sem dúvida, a forma como o autor me apanhou desprevenida, uma série de vezes. Quando achei que a história seguia um rumo, eis que ficava sem chão, apanhada numa rede de torções surpreendentes. É um livro que, por essa razão, se tornou viciante. Li-o em cerca de duas noites que se prolongaram madrugada fora.
Nunca me senti maçada nem nunca me questionei os sucessivos e inesperados acontecimentos da trama. As várias reviravoltas não são descambidas, antes pelo contrário, fazem sentido e tornam o enredo completamente alucinado!

Depois, devo falar da própria estrutura do livro, tão dinâmica quanto a história em si.
Dividida em três partes, tem a particularidade ainda de alternar os pares de narradores, permitindo-nos conhecer cada um, segundo a sua perspectiva. Não escondo a minha preferência pela Lily, a  personagem que baixa as guardas desde o primeiro momento, relatando os mais vis momentos que protagonizou enquanto crescia. Desta forma, e numa fase posterior, ela acabou por me despertar mixed feelings. Se por um lado chocaram-me muito os seus actos no passado, por outro, às páginas tantas, já torcia por ela. A sua definição de crime perfeito parecia-me irrepreensível.

A outra característica indissociável da inegável qualidade desta obra é a forma como as personagens se entranharam. 
Como referi, senti-me intoxicada com as acções de Lily, sentimento que, à medida que acção evolui, vai dando origem à incredulidade. Porém, o lugar de antagonista não é exclusivo e torna-se clara uma conceptualização dos vilões, embora não se possa dizer o mesmo sobre os heróis da trama. Confesso que aprecio a caracterização de um bom vilão.

Não posso adiantar mais sobre a trama pois como expliquei anteriormente, a grandiosidade do livro reside justamente nas intrincadas reviravoltas e na surpresa que desencadeia no leitor à medida que este folheia a obra. Sorrio ao escrever estas palavras, relembrando o prazer que me deu a leitura desta obra.

Em suma, 'Aqueles Que Merecem Morrer' arrecadou a pontuação máxima no Goodreads. Foi, decididamente, umas das melhores leituras do ano.
É uma trama que vive muito da manipulação de interesses, traduzindo-se num livro fantástico e surpreendente, de ávida leitura.
Simplesmente, adorei!

Para mais informações sobre o livro Aqueles Que Merecem Morrer, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Julia Heaberlin - O Que Viram as Flores [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Que Viram As Flores despertou-me uma enorme curiosidade pela menção de "um assassino que continua a semear o medo". Confesso que pela capa não diria que é um thriller e, após ter visto o título original, Black-eyed Susans, fui averiguar o que seriam estas "Susanas". Nada mais, nada menos do que os malmequeres amarelos que constam na capa, elemento que configura uma importância na trama, funcionando como um trigger para o reviver de um passado algo turbulento.

A premissa do enredo é extremamente interessante. A narradora, Tessa, foi vítima de um ataque aos 16 anos e foi encontrada quase morta. Vinte anos depois, Tessa depara-se com o seu passado quando um molho de "susanas de olhos pretos" são plantados à sua janela.

Não obstante, fiquei algo decepcionada. Achei que a trama tinha um ritmo muito moroso. Durante grande parte da leitura, fiquei com a sensação que não saía do mesmo ponto. Devo expressar a minha percepção que se prende com uma falta de audácia por parte da autora, nas ameaças a Tessa. Muito francamente, numa primeira fase, apenas um molho destas flores, ainda que associadas ao assassino, à janela, pareceu-me um elemento insuficiente para alentar alguns sinais de pânico à personagem.

Além disso, o elemento do suspeito estar na death row é já um lugar comum e, por conseguinte, não assegurou grande originalidade no enredo. O seu propósito é expectável: dispersar a atenção daquela personagem que consideramos como o antagonista.
 
A história alterna entre dois momentos temporais distintos: um, com lugar no passado, onde Tessa tem 16 anos e o presente. Não comento nenhuma inconfidência ao afirmar que esta jovem fora alvo de um cativeiro (que seria precedido de um homicídio até porque o homem é um serial killer), contudo, pensava eu que seria esmiuçado com mais primor esta vivência de Tessa. Os seus testemunhos não me inquietaram, infelizmente, e tive a sensação que me pareceram muito mornos.

Também me questionei qual seria o objectivo do antagonista (seja ele quem for), em ter como alvo a filha de Tessa em vez da mesma. Afinal de contas, fora o testemunho da protagonista que enviou o vilão para a sentença de morte e a sua filha não é perdida nem achada nesta história.

Foram estes os componentes que me desiludiram nesta obra. Ainda assim devo realçar, no entanto, os ingredientes que resultaram na história como o ambiente praticamente isolado (há apenas uma vizinha digna de menção) e algumas técnicas forenses, ingrediente que considero particularmente estimulante. Além de que gostei do final. Foi provavelmente na altura do clímax, o momento em que senti a leitura verdadeiramente excitante. 

Infelizmente, a obra não me cativou tanto quanto gostaria. 
Um livro que me entreteve mas, lamentavelmente, não me levou ao êxtase como tantos outros thrillers.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mary Higgins Clark - E A Música Continua [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 13 Maio 2017

               Titulo Original: The Melody Lingers on
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789722531443 

Sinopse: Lane Harmon é assistente pessoal de um designer de interiores conceituadíssimo e está portanto habituada a ir a casas luxuosas. O seu mais recente trabalho, numa casa modesta de Nova Jérsia é portanto fora do habitual. Descobre que se trata da casa da mulher de um magnata da finança caído em desgraça, Parker Bennett, que desapareceu há dois anos, juntamente com o fundo de cinco milhões de dólares que geria. A questão acerca do suicídio de Bennett, se terá sido genuíno ou encenado, continua.
Tanto os clientes como o governo querem encontrá-lo e ao dinheiro. Mas Lane fica comovida com a fé inabalável da senhora Bennett na inocência do marido. E gradualmente começa também a aproximar-se de Mark, determinado em provar a inocência do pai. Mas quanto mais se aproxima desta famosa família, mais a sua vida (e a do filho de cinco anos) corre perigo. 

Sobre a autora: Mary Higgins Clark é autora de mais de trinta romances que obtiveram um êxito assinalável, tendo vendido mais de 150 milhões de exemplares dos seus livros em todo o mundo.
Foi secretária e hospedeira, mas depois de se casar dedicou-se à escrita. Com a morte prematura do marido, que a deixou com cinco filhos pequenos, a autora investiu na escrita de guiões para rádio e, depois, nos romances. Rapidamente se tornou um dos grandes nomes da literatura de suspense, conquistando os tops de vendas, a crítica e os fãs.
Foi eleita Grand Master dos Edgar Awards 2000 pela Mystery Writers of America, que também lançou um prémio anual com o seu nome. Já foi presidente da Mystery Writers of America, bem como do International Crime Congress.


Patricia Highsmith - Ripley Debaixo de Água [Divulgação Relógio d´Água]


Data de publicação: 15 Maio 2017

               Titulo Original: Ripley Under Water
               Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
               Preço com IVA: 16€
               Páginas: 312
               ISBN: 9789896417246

Sinopse: Tom Ripley leva uma vida calma e luxuosa num château em Villeperce e, como sempre, mantém-se um passo à frente da lei. O seu passado, como se sabe, não resistiria a qualquer tipo de escrutínio…O quinto romance da série mostra-nos Ripley como um sofisticado e amoral expatriado americano a ser assediado por David Pritchard, um antigo colega que conhece inexplicavelmente detalhes incriminatórios do passado de Ripley, e está determinado a expô-lo.Pritchard segue todos os movimentos de Ripley, primeiro espiando-o na sua casa em França, depois seguindo-o até Marrocos. A tensão culmina quando, no regresso a Villeperce, Pritchard tenta localizar um corpo que Ripley preferia que permanecesse oculto dentro de um rio.

Sobre a autora: Patricia Highsmith (1921-1995) publicou cinco romances na série de Ripley entre 1955 e 1991. É também a autora de "O Desconhecido do Norte Expresso", "The Price of Salt" e "A Dog’s Ransom". «[Highsmith] obriga-nos a reconsiderar as linhas entre a razão e a loucura, normal e anormal, enquanto nos incita a partilhar o ponto de vista traiçoeiro do nosso herói.» Michiko Kakutani, New York Times «Patricia Highsmith é por vezes descrita como uma escritora de policiais ou livros de mistério, o que é um pouco como dizer que Picasso fazia desenhos.» Cleveland Plain Dealer «Não existe ninguém como Patricia Highsmith para evocar a ameaça que se esconde em lugares familiares.»Time «O génio de Highsmith ao criar Tom Ripley mostra-se na sua habilidade em equilibrar as facetas heróicas e demoníacas do típico sonhador americano na mesma personagem – mantendo-nos do seu lado muito depois do seu comportamento se tornar mais sociopata do que o de um charlatão como Gatsby.»Frank Rich, New York Times Magazine  

Imprensa 
«Os livros da série Ripley são uma leitura maravilhosa e compulsiva.» 
The Times

Colleen Hoover - It Ends With Us [Opinião]


Antes de começar a minha crítica sobre este livro, creio ser pertinente referir que a obra já foi publicada em português pela editora TopSeller e qualquer informação sobre a mesma, encontra-se neste link. Eu li em inglês, por impulso. Não tinha sequer equacionado esta leitura num Maio que, pensava eu, seria repleto, uma vez mais, de thrillers e policiais.

Parti para esta leitura completamente em branco. Apenas tinha presente as inúmeras recomendações nas redes sociais embora já conhecesse a autora pelas obras Um Caso Perdido, Uma Nova Esperança e Amor Cruel. Talvez por isso, pela minha completa ignorância sobre o tema principal abordado na obra, fiquei genuinamente surpreendida com a história. Vou, portanto, abster-me de tecer comentários que eventualmente possam desvendar demasiado sobre a trama.

A verdade é que gostei muito deste livro. Já vi o tema retratado e vou-me coibir em mencionar algumas obras que se debruçam nesta problemática ainda tão actual nos dias de hoje. Sempre que encontro esta temática retratada, emociono-me sempre por reconhecer esta situação em duas pessoas que conheci, uma delas muito recentemente. 
Talvez tenha sido por isso que a história me tenha absorvido tanto e li esta obra, em inglês, em cerca de dois dias. Porém, não é apenas de momentos tristes que vive esta história. A presença de um casal secundário, Alyssa e Marshall, com discurso pautado pela comicidade acaba por mitigar o dramatismo do enredo. Confesso que esperava ver mais desenvolvido o pequeno drama referente a este casal que foi efémero. Compreendo a abordagem muito ligeira, afinal de contas, esta história não pretende centrar-se na infertilidade.

As personagens principais são, de facto, carismáticas, especialmente Lily, a protagonista. 
Gostei muito dos seus diários para a Ellen DeGeneres em que falava sobre os seus 15 anos, altura em que conheceu uma pessoa muito especial. Além disso, é através destes diários que o leitor compreende a interacção familiar de Lily, um dos ingredientes que, a meu ver, tornam esta história memorável. 

Não posso deixar de mencionar o outro componente que intensifica esta minha percepção: o epílogo. Nunca um epílogo foi tão emocionante quando este. Também me vou abster de comentar o conteúdo do mesmo, onde Hoover confidencia alguns aspectos de cariz mais pessoal e eu senti-me sensibilizada, uma vez mais...

Agora que penso no enredo, creio que este é repleto de lições de vida que vão muito além dos lugares comuns e dos clichés que ouvimos quando se fala do tema central. 
Esta trama é simplesmente dilacerante e intensa. Confesso que me senti bastante comovida no decorrer da leitura e a história tocou-me como poucas o fazem. Desta vez ter saído da minha zona de conforto compensou. Seguramente este livro não me sairá da cabeça durante os próximos tempos.

sábado, 13 de maio de 2017

Andrew Gross - 72 Horas: O Último Resgate de Auschwitz [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: Maio 2017

               Titulo Original: The One Man
               Preço com IVA: 17,90€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789897243653

Sinopse: Europa, 1944. E se houvesse algum preso nos campos de concentração cujo conhecimento pudesse alterar o desfecho da guerra?
72 horas é a história de uma missão improvável: o resgate de um único preso, em Auschwitz, em 72 horas.
O objetivo é salvar o cientista que pode definir os vencedores da guerra. Mas como se pode escapar do lugar mais bem guardado no mundo?
Baseado em factos reais, 72 Horas é um thriller arrojado e emocionante sobre a Segunda Guerra Mundial.
Uma combinação engenhosa e inquietante de sentimentos como o dever, o heroísmo, a coragem e a dor, a perda e a culpa.

Sobre o autor: Andrew Gross trocou uma carreira de sucesso nas vendas pela escrita e é hoje um autor best-seller do New York Times, tendo escrito 6 thrillers em parceria com o consagrado James Patterson. Vive no estado de Nova Iorque com a mulher e os três filhos.

Imprensa 
«O mais sincero e convincente livro de Andrew Gross. (…) Verdadeiramente imprescindível. Deve ser lido por todos os estudiosos e curiosos da Segunda Guerra Mundial.»
The Washington Post
 

«Gross revisita os horrores de Auschwitz neste angustiante thriller, tematicamente rico e com suspense de princípio ao fim... .»
Publishers Weekly


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Karin Slaughter - A Mulher Oculta [Opinião]


Sinopse: AQUI 

Opinião: Confesso que hesitei um pouco em iniciar a leitura deste livro, afinal de contas, é o 8º da série protagonizada por Will Trent. Ainda que tenha lido previamente o 5º (e tencionava ler a série em inglês), estava algo reticente com um possível hiato na história.
Na minha opinião, ter lido Fallen, a obra que contém a viragem da vida pessoal de Will, amenizou este salto drástico. Neste livro, e não cometo qualquer indiscrição em mencionar este facto já que está explícito na sinopse, Will e Sara mantêm uma relação amorosa. É agora que os fãs da série se questionam sobre o paradeiro de Angie...

Posto esta observação, a única negativa que tenho relativamente à obra, as minhas considerações sobre mais uma história de Slaughter são, como de costume, dotadas de elogios. Adoro a autora e tem um lugar cativo na minha estante! É, decididamente, uma das minhas preferidas e felicito-a pelos seus enredos tão bem arquitectados. A Mulher Oculta não é excepção. Terá sido uma das melhores leituras deste ano!

O que me agrada nas suas obras, já tive oportunidade de referir anteriormente, é o realismo com que a história é dotada. Fascinam-me os vários pormenores forenses das cenas de crime. Há uma evolução na vida profissional de Linton, a par da já mencionada no âmbito pessoal. Ela que colaborava pontualmente com a polícia, passou a pertencer à equipa forense. Também não sei como foi essa ascensão. Fallen não o explicou.

O caso é extremamente interessante e gostei da forma como a trama se estruturou: primeiro sob o ponto de vista da investigação e numa fase posterior, relatando os acontecimentos numa perspectiva da antagonista. Por falar nisso, creio que é pertinente mencionar que a maior surpresa deste livro é, sem dúvida, a vilã. Uma personagem tão bem conhecida (os fãs já a conhecem pela sua toxicidade, uma característica que ela teimou em demonstrar desde os primórdios da série) e cuja maldade parece assumir o seu expoente máximo em A Mulher Oculta.
Ainda que o leitor saiba que a responsável é esta, as várias torções da história e associações desta personagem com outras, faz com que a trama seja deveras interessante. 

Foi uma leitura viciante e apanhou-me despercebida diversas vezes. Não tenho mais argumentos para vos convencer a ler não só A Mulher Oculta como toda a série. Creio que é das melhores do género no mercado.

E o melhor? Parece-me que aquele vilã, fantástica, ainda pode vir a dar cartas na série. A Mulher Oculta, publicado em 2016, é, até à data, o último livro protagonizado pelo Will Trent escrito por Karin Slaughter. A autora nem imagina o sufoco que deixa aos seus leitores: ter que esperar pelo próximo livro da série.
Quanto aos meus pedidos, de cariz mais pessoal, apenas gostaria que a editora atendesse à publicação das obras que medeiam entre Broken - Destroçada e esta. 
E não me canso de referir: - Que livro espectacular! 


Ragnar Jónasson - Neve Cega [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 15 Maio 2017

               Titulo Original: Snjóblinda
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789898800954

Sinopse: Siglufjördur é uma pacata terra de pescadores, perdida no norte da Islândia, onde todos se conhecem e nem é preciso trancar as portas. Ari Thór Arason, um jovem polícia em início de carreira, é obrigado a deixar a sua vida em Reiquiavique e a mudar-se para essa terra inóspita, onde nada parece acontecer.
Inesperadamente, dois eventos que não parecem ter qualquer ligação entre si perturbam a paz da vila. Uma jovem é encontrada semidespida na neve, ferida e inconsciente, e um velho e acarinhado escritor sofre uma queda mortal. Estes acontecimentos abrem caminho a uma investigação liderada por Ari.
As incessantes tempestades de neve, e a brutal avalanche posterior, acabam por isolar a vila e a investigação torna-se cada vez mais complexa, arrepiante e... pessoal. O polícia acaba traído por aqueles em quem confiou e, sobretudo, angustiado com o perigoso assassino que continua à solta. Quando o passado da vila é finalmente desenterrado, nada fica como antes nas vidas de Ari e dos habitantes de Siglufjördur.

Sobre o autor: Ragnar Jónasson nasceu na Islândia e é um autor bestseller internacional publicado em 10 países, com amplo sucesso junto da crítica. Trabalhou em televisão e em rádio, inclusive como jornalista da Radiotelevisão Nacional da Islândia. Atualmente é advogado e professor na Faculdade de Direito da Universidade de Reiquiavique.
Autor em ascensão na literatura policial internacional, Jónasson traduziu 14 livros de Agatha Christie para islandês e viu já vários dos seus contos serem publicados em revistas literárias alemãs, inglesas e islandesas.
Neve Cega é o primeiro livro de uma empolgante série que conquistou leitores em todo o mundo e que promete agarrar os leitores portugueses da primeira à última página.

Imprensa
«Altamente recomendado.» 
Lee Child

«Um dos melhores policiais dos últimos tempos.»
New York Times

«A obra de Ragnar Jónasson, escrita à imagem da sua grande referência, Agatha Christie, tem um cunho muito próprio ao mostrar o lado mais sombrio dos homens.» 
Kirkus Reviews

terça-feira, 9 de maio de 2017

Peter Swanson - Aqueles Que Merecem Morrer [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 17 Maio 2017

               Titulo Original: The Kind Worth Killing
               Colecção: Minutos Contados #41
               Tradução: Pedro Miguel Elói Duarte
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 280
               ISBN: 9789722360272 

Sinopse: Ted Severson e Lilly Kintner conhecem-se num aeroporto de Londres. Conversam e bebem demasiados martinis enquanto aguardam pelo embarque num voo para Boston. Embalados pela bebida, os dois iniciam um estranho e arriscado jogo em que revelam pormenores da sua vida privada. Ted conta que a mulher, Miranda, o trai, chegando a dizer que tem vontade de a matar. Para sua surpresa, a enigmática Lilly mostra -se disposta a ajudá-lo. Se todos nós morremos, que diferença fará punir pelas próprias mãos quem merece ser punido? Mas Lilly não revela a Ted o seu passado tortuoso e sinistro. Assim começa uma perigosa e fatal corrida contra o tempo. O autor escreve magistralmente, deixando o leitor em estado de permanente tensão, choque e expectativa, mantendo-o dentro do seu jogo psicológico. Um livro impregnado de ação, suspense e adrenalina, reviravoltas e imprevisibilidade. Figurou durante meses em todas as listas de bestsellers do Reino Unido.

Sobre o autor: Peter Swanson é autor de três romances: The Girl with a Clock for a Heart, finalista do LA Times Book Award; Aqueles que Merecem Morrer, vencedor do New England Society Book Award e finalista do CWA Ian Fleming Steel Dagger; e Her Every Fear, o mais recente. Os seus livros estão traduzidos em 30 línguas. Os seus contos e poemas têm sido referidos em Asimov's Science Fiction, The Atlantic Monthly, Measure, The Guardian, The Strand Magazine e Yankee Magazine. Peter Swanson frequentou o Trinity College, a Universidade de Massachusetts, em Anherst, e o Emerson College. Vive em Massachusetts com a sua mulher e um gato.

Imprensa
«Partilha os mesmos pontos fortes que Em Parte Incerta mas é ainda melhor.»
Entertainment Weekly 

«A vingança nunca se serviu tão fria como neste thriller excecional de Peter Swanson. Poucos estarão preparados para um clímax tão esmagador.»
Publishers Weekly

«Um enredo diabolicamente imprevisível, com momentos de cortar a respiração. O final é fabuloso.»
Bookseller

 

Jessica Knoll - A Rapariga Mais Sortuda do Mundo [Divulgação Editorial Presença]

 

Data de publicação: 17 Maio 2017

               Titulo Original: Luckiest Girl Alive
               Colecção: Grandes Narrativas #662
               Tradução: Maria João Ferro
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 384
               ISBN: 9789722360265

O tema da sociabilidade entre adolescentes e suas consequências na vida adulta - suicídio ou loucura
                                                Adaptação cinematográfica em curso

Sinopse:
A vida perfeita de Ani é uma perfeita mentira... Ani FaNelli tem tudo: um emprego glamoroso, um invejável guarda-roupa, um noivo perfeito e muito rico. Mas Ani tem um segredo inquietante. Por trás desta fachada de sucesso, um doloroso acontecimento persegue-a desde a adolescência, quando ainda frequentava a prestigiada escola de Bradley, Pensilvânia: uma traumática humilhação pública com implicações que, se forem reveladas , poderão arruinar para sempre a vida que ela, com muito custo, teve de reinventar. Romper o silêncio sobre o passado irá desmoronar a sua vida ou libertá-la de vez?
Um thriller psicológico mordaz, intenso e cheio de mistérios que agarra os leitores até à última página e que explora temas como a identidade, a violência sexual, o amor e o que significa ser mulher. Uma leitura imperdível que não deixará ninguém indiferente.

Sobre a autora: Jessica Knoll foi editora da Cosmopolitan e chefe de redação da revista Self. Cresceu nos subúrbios de Filadélfia e estudou na Shipley School, em Bryn Mawr, Pensilvânia, e nos Hobart e William Smith Colleges, em Geneva, estado de Nova Iorque. A Rapariga Mais Sortuda do Mundo é o seu primeiro romance, que obteve desde logo retumbante sucesso, tendo sido nomeado para o Prémio Edgar na categoria de Melhor Romance de Estreia e para o International Dublin Literary Award. Tem direitos de tradução licenciados para 35 países. A Lionsgate adquiriu os direitos para a adaptação cinematográfica. Vive com o marido na cidade de Nova Iorque.

Imprensa
«Impossível parar de ler.»
People

«Um romance de estreia extraordinário e cativante, tão negro quanto divertido.»
Publishers Weekly

«Os leitores que gostaram de Em Parte Incerta ficarão deliciados com esta mulher que se revela inteligente e cruel, vulnerável e detestável.»
Time.com

«Impressionante. Uma leitura que não vai ser capaz de largar.»
Entertainment Weekly

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Donna Leon [Divulgação Relógio d´Água]


Cair de Amores

               Titulo Original: Falling in Love
               Tradução: Maria Eduarda Cardoso
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 248
               ISBN: 9789896416966

Sinopse: Em A Morte no Teatro La Fenice, primeiro romance desta série, Donna Leon introduziu os leitores ao glamoroso mundo da opera e de Flavia Petrelli, uma das mais prestigiadas sopranos de Itália. Agora, Flavia regressa a Veneza como voz principal da peça Tosca. Uma noite, depois de uma actuação, Flavia encontra o seu camarote repleto de rosas amarelas. Demasiadas rosas… Um admirador anónimo tem-lhe oferecido prendas em Londres, São Petersburgo, Amesterdão, e agora Veneza.
Ao mesmo tempo que confessa a Brunetti que se sente preocupada com as excessivas demonstrações de apreço, uma colega de profissão de Flavia é gravemente atacada, o que faz com que Brunetti se aperceba que os receios de Flavia são afinal justificados. O comissário tem de se colocar no papel do admirador obsessivo antes que aconteça algo a Flávia, ou a qualquer outra pessoa em seu redor.


As Águas da Eterna Juventude

               Titulo Original: The Waters of Eternal Youth
               Tradução: Margarida Periquito
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 264
               ISBN: 9789896417215

Sinopse: Em As Águas da Eterna Juventude, vigésimo quinto livro da série Guido Brunetti, o comissário vê-se envolvido num caso que pode não ser um crime.
Brunetti encontra-se a investigar um processo arquivado a pedido da Condessa Lando-Continui, uma amiga da sogra da sua mãe. Há cerca de quinze anos Manuela, a neta da Condessa, foi encontrada num canal. Apesar de ter sido resgatada no último momento, era já demasiado tarde — sofreu graves danos cerebrais e a sua vida nunca foi a mesma. Em tempos uma cavaleira apaixonada, Manuela, agora com trinta anos, não se recorda do acidente, vivendo prisioneira de uma juventude eterna.
A Condessa, que não está convencida de que se tratou de um acidente, implora Brunetti para que encontre o culpado. Preso numa mistura de curiosidade, pena, e um estranho desejo de ajudar uma pessoa tão amável, Brunetti decide reabrir o caso. Mas assim que começa a investigação, depara-se com um passado turvo.
As Águas da Eterna Juventude está repleto dos ritmos e preocupações da vida Veneziana contemporânea, como a preservação histórica, o alojamento e as novas ondas de migrantes Africanos, que rodeiam a história de uma mulher presa a uma juventude eterna.

Sobre a autora: Donna Leon é uma autora que dispensa apresentações. Sobejamente conhecida na Alemanha, Itália, Reino Unido, Espanha, EUA e Portugal, é muitas vezes comparada a Agatha Christie, consagrando-se como uma das melhores escritoras de romances policiais, com a série protagonizada pelo comissário Guido Brunetti. A escritora norte-americana tem vindo a destacar-se mundialmente como uma das mais importantes autoras do policial contemporâneo, sendo que, as suas obras se mantêm sucessivamente nas listas dos mais vendidos em todo o mundo. Regra geral nas suas obras, a escritora oferece aos leitores personagens peculiares, entre as quais se encontram vítimas simpáticas merecedoras de compaixão, assassinos bondosos que não merecem qualquer castigo e criminosos de tal forma perversos que nunca serão punidos. Leon já viveu e ensinou Inglês na Suiça, no Irão, na China e na Arábia Saudita. Actualmente, é professora de Literatura Inglesa numa universidade próxima da cidade de Veneza, onde reside. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Emily Bleeker - Destroços [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Destroços é um thriller psicológico que li no final de Março, mês que, como se lembram, foi pautado pelo Especial Thrillers Psicológicos, razão pela qual tive de incluir este título nas minhas leituras. Infelizmente não foi marcante a ponto de ser mencionado nesta iniciativa.

A opinião tardou (o mês passado foi pautado por uma menor dedicação ao blogue) mas não queria deixar de mencionar as minhas observações sobre a presente obra. A história, alicerçada sobre duas personagens, Lilian e Dave, é construída a partir de mentiras e do poder que a ribalta pode exercer sobre o anonimato.  Os protagonistas sobreviveram a um acidente de avião e viveram numa ilha deserta durante dois anos. Quando retornam, têm a imprensa atrás de si. Seria impensável terem sobrevivido sem recursos durante tanto tempo mas uma distorção dos acontecimentos da ilha será pertinente para que continuem a viver as suas vidas.

A premissa é bastante interessante, porém intrigava-me qual seria a componente do thriller. Só se considerarmos o facto de termos como protagonistas, duas personagens aparentemente duvidosas e haver um certo mistério sobre os verdadeiros acontecimentos que tiveram lugar na ilha. Além disso, há uma situação inicial que foi bastante astuta, permitindo reduzir as personagens a apenas duas naquele lugar tão recôndito.

Ainda assim, grosso modo, creio que o subgénero do thriller se desvaneceu na aventura passada na ilha, onde prevalecia o instinto de sobrevivência. No entanto, o que mais temia, aconteceu e, para ser honesta, muitas das passagens recordaram-me a história da Lagoa Azul.

Os flashbacks dos acontecimentos passados alternam com a actualidade para que o leitor acompanhe gradualmente a aventura da ilha, enquanto Lillian conta a sua versão dos acontecimentos à entrevistadora. Há um evidente paralelismo entre a ficção e a realidade e o leitor consegue facilmente discernir a versão falaciosa. Quando se tem uma personagem que se autoproclama mentirosa, não há grande margem para enganos.

Gostei de acompanhar as vidas de Lillian e Dave antes do acontecimento. Achei emocionante a história de Dave e Beth que tanto ansiavam por ser pais e o rumo desta após o regresso de Dave, uma personagem cuja evolução foi notória. A permanência na ilha moldou-o. Já Lilian não me transmitiu a mesma empatia. Precisei sempre de corroborar a informação que ia disponibilizando na entrevista, recorrendo aos flashbacks.

Estamos perante uma história que é, na minha opinião, algo previsível. Apenas um acontecimento na ilha me deixou genuinamente surpreendida. Além disso, considerei o final um pouco anti-climático.
No entanto, penso na grande mensagem indissociável à trama: a importância da família e a desvalorização dos bens materiais em detrimento das relações sociais. Essas sim é que são importantes. Fiquei também a pensar na esperança que os familiares de Dave e Lilian depositaram, nunca desistindo de ver com vida os seus entes queridos.

Em suma, por estas razões que mencionei anteriormente, ainda que Destroços tenha proporcionado uma rápida e plazerosa leitura, não me fascinou por completo. Deveria ter explorado com mais intensidade a componente de thriller. O cenário, caracterizado pelo isolamento, seria bem propício a tal e eu teria ficado bem mais impressionada. Um livro que entretém mas que não acrescenta nada de novo ao género.


Meredith Russo - Se Eu Fosse Tua [Opinião]


Sinopse: Só porque tens um passado, não quer dizer que não possas ter um futuro. Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém. Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem. Mas como, quando guarda um segredo tão grande? Quando tenta a todo o custo esconder o seu passado e começar uma vida nova? Para piorar as coisas, apaixona-se perdidamente pelo rapaz mais popular do liceu e tudo o que mais quer é contar-lhe a verdade# Será que ele é tão especial quanto parece? Poderá confiar nele? Uma história inspiradora e comovente que nos enche o coração e nos ensina que o amor mais verdadeiro e profundo nasce da coragem de sermos nós mesmos.

Opinião: Sim, estão no blogue da Menina dos Policiais, não foi engano :)
Isto é que foi sair da minha zona de conforto: li um livro completamente diferente! Além de ser destinado a um público alvo mais jovem, a protagonista é, na minha opinião (recordo que sou imberbe nos géneros além thriller e policial), uma personagem nunca antes vista na literatura pois é transsexual.

Nunca reflecti sobre este tema, confesso. Sou open minded e aceito mentalidades diferentes da minha mas nunca me coloquei na pele de alguém que não se sentisse bem consigo próprio. E não falo das típicas crises de auto-estima. Viver num corpo diferente daquele que seria desejável deve ser uma sensação esmagadora de encarceramento.
A experiência pessoal da autora, também ela transsexual, terá, certamente, contribuído para a caracterização tão completa de Amanda, a protagonista do livro. Uma menina que terá nascido com o sexo masculino e terá sido submetida a uma operação de mudança de sexo e a um processo contínuo de toma de hormonas.

Estamos perante uma obra que, por esta razão, vai mais além dos típicos livros sobre os dilemas de adolescente. A autora explora, de uma forma exímia, a crise de identidade e fá-lo recorrendo a flashbacks, relatando que em tenra idade, Amanda, nascida como Andrew, já apresentava comportamentos de cariz feminino. O bullying começa a ser uma constante na sua vida e torna-se inevitável não sentir compaixão.

Amanda opta por uma mudança de vida, numa nova escola, numa outra cidade, junto do seu pai. Relaciona-se com outras miúdas, com os seus dilemas e começa a interessar-se por Grant. Numa primeira análise, pareceu-me interessante que as amigas de Amanda também tivessem os seus segredos. Como se todas as personagens, ainda de cariz secundário, tivessem os seus esqueletos no armário. 
Acaba por ser previsível que haja uma história de amor com contornos complicados. Há um toque melodramático, decorrente da condição sexual de Amanda e, na minha opinião, a magia da obra vem precisamente desse facto. 

Ainda que esteja subjacente uma mensagem de esperança e força por parte da protagonista, pareceu-me que a história é, grosso modo, algo banal. Girl meets boy, apaixonam-se, afastam-se... 
Não obstante reforçar que o livro destaca-se dos demais YA (género young - adult) por incidir na transsexualidade.

No entanto, esta trama também me levantou uma dúvida: uma operação deste calibre poderá ser levada a cabo num jovem menor de idade? Pareceu-me que Amanda será demasiado jovem para, legalmente, ser submetida a uma intervenção cirúrgica do género. Bem, contento-me com o facto dos Estados Unidos ser um pais avant garde.

Uma leitura que, apesar de não ser das minhas preferidas (na minha opinião, uma resolução de um crime é sempre mais apelativa), reconheço que desmistifica alguns tabus relativamente ao transgénero, um tema com o qual não estava muito familiarizada. Creio que ainda existem alguns tabus no que concerne às opções sexuais. É uma obra que é um verdadeiro exemplo de perseverança, apelando a uma introspecção sobre aceitação. 

Julia Heaberlin - O Que Viram as Flores [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 5 Maio 2017

               Titulo Original: Black-Eyed Susans
               Tradução: Ana Cunha Ribeiro
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 376
               ISBN: 9789722533485

Na próxima sexta-feira, 5 de maio, chegará  às  livrarias  o  mais  recente  livro  de  Julia  Heaberlin, «O que  viram  as  flores»,  um thriller psicológico eletrizante  que esteve no TOP5 do Sunday Times e do USA Today Bestseller.
Este livro conta a história de uma rapariga que escapou às mãos de  um  assassino  em  série  e  que,  vinte  anos  mais  tarde, é surpreendida com  o  seu  passado  terrível.
Com um  enredo intrigante, este   livro tem   como   cenário   o   Texas   e levanta questões sobre a verdadeira identidade dos prisioneiros no correr da morte.
«O que viram as flores» tornou-se um fenómeno tão marcante internacionalmente  que  já  tem direitos vendidos em  vários países  e,  ainda, uma  adaptação  cinematográfica  prevista.
Para  todos  aqueles  que  procuram  livros emocionantes, «O que viram as flores» garantirá uma leitura intensa.

Sinopse: Sou estrela de cabeçalhos de jornal e de histórias assustadoras à roda da fogueira. Sou uma das quatro raparigas das susanas-de-olhos negros. A que teve sorte.
Aos 16 anos, Tessa foi encontrada num campo do Texas, quase morta e só com alguns fragmentos de memória em relação à sua chegada ali. A imprensa chama-lhe a única Susana-de-Olhos-Negros que sobreviveu a um serial killer. O testemunho de Tessa mandou um homem para o corredor da morte.
Passados 20 anos, Tessa é artista e mãe solteira. Num dia de fevereiro, abre a janela do seu quarto e depara com um magnífico canteiro de susanas-de-olhos-negros diante de si, embora se trate de flores de verão. Será que o homem que espera a morte é inocente? E andará o serial killer atrás dela? Ou, pior ainda, da sua filha?

Sobre a autora: Julia  Heaberlin  é  autora  de  três  thrillers  psicológicos de  grande  êxito  comercial e  ao  nível  da  crítica. Muitas  vezes comparada  a  Gillian  Flynn  pela  qualidade  da  sua  escrita  e  pelo  percurso  editorial  com  algumas  semelhanças,  os seus  livros  estão  publicados  numa  dúzia  de  países.  Antes  de  se  dedicar  à  escrita,  Julia  Heaberlin  foi  editora  de diversos jornais e recebeu vários prémios pelo seu trabalho.
Vive em Dallas com a família e está atualmente a trabalhar no seu quarto livro.

Imprensa
«A não perder.» - Washington Post

«Excelente.» - The Times

«O meu livro do ano.» - Sophie Hannah