terça-feira, 20 de junho de 2017

Lars Kepler - O Porto das Almas [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: É com algum desconforto que teço algumas considerações pessoais sobre a nova obra de Lars Kepler, a primeira de uma série denominada Playground. Estava com demasiadas expectativas, afinal de contas, sou fã acérrima da dupla e acompanho-os desde a publicação de O Hipnotista, que remota a 2010.

A presente obra desvia-se totalmente dos enredos protagonizados pelos inspector finlandês Joona Linna, centrando-se num local pouco habitual, uma espécie de limbo entre os mortos e os vivos, um elemento que à partida, e numa perspectiva pessoal, se torna pouco convincente. Não me tendo despertado um particular interesse, toda a acção que tinha lugar neste cenário pareceu-me incongruente. 

Além disso, desde os primeiros instantes, tive uma sensação que que o autor não era Lars Kepler. Recordo-me de sentir aquele frio na espinha com as descrições sombrias. Li Stalker, o último livro protagonizado por Linna por cá, durante o período da noite e as sensações de medo eram palpáveis. Falo de Stalker, mas creio que é consensual, a escrita da dupla é rica em percepções sensoriais. Porém, a descrição deste dito limbo da Vida e da Morte não foi, na minha opinião, suficientemente tenebrosa ao ponto de me sentir indiferente ao mesmo.

Dos pontos positivos destaco as personagens. Não existindo uma relação de familiaridade como Joona Linna mantinha com os leitores da série, posso dizer que o meu primeiro contacto com Jasmin foi muito positivo. A protagonista feminina mostrou-se estar à altura, sendo caracterizada como uma mulher determinada, com garra. Uma mãe leoa para com Dante. 

Gostei das questões que o enredo foi levantando e que, a meu ver, configuram-se como dignas de interesse e convidam o leitor a reflectir sobre o sentido da vida e no quão efémera esta pode ser. 

Para desfrutar deste livro, o leitor terá que ir open minded e, acima de tudo, que esta série, a avaliar pelo primeiro volume, nada tem a ver com a que é protagonizada por Linna. Há duas ilações que tiro, perante a leitura desta obra: a primeira, de cariz mais pessoal, relaciona-se com o meu estado de espírito, absorta pela surrealidade da história. Eu que adoro Lars Kepler, considero que existe um fosso entre esta obra e as demais publicadas. A segunda ilação a tirar relaciona-se com a versatilidade de Kepler em tecer tramas diferentes dentro do género de thriller. Confesso que esta nova fórmula não me interessou particularmente. Os meus preferidos continuam a ser O Hipnotista e O Homem da Areia. Nutro um especial carinho pela Vidente e pelo Stalker. As obras foram avaliadas com 4 e 5 no Goodreads, sendo esta a primeira vez que dou uma classificação mais baixa a uma obra de Kepler.

Não obstante esta minha percepção à nova obra, não me demito do cargo de fã. Continuarei a seguir atentamente os seus trabalhos, com especial ênfase naqueles em que entra Jonna Linna e dia 22 lá estarei para os saudar.


5 comentários:

  1. Eu tenho-o cá em casa para ler, mas com os exames acho que só o começo para a semana.

    Dos livros publicados por cá de Linna só li os três primeiros, mas adorei!! Estou bastante curiosa com esta nova série, mas também não sei até que ponto o plot não será incongruente...

    Infelizmente, também por causa dos exames, não vou poder encontrá-los dia 22...

    Beijinhos,
    Carolina - http://leiturasdacarolina.blogspot.pt

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  2. Tanto tempo á espera para isto?? :(

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    1. É o meu ponto de vista Ana. Tu podes vir a gostar... sabes que gostos são sempre subjectivos.

      Beijinho grande e boas leituras

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  3. Nunca li nada deles.
    E comprei este, comecei ontem...

    Até pensei em parar para ir ler o stalker.. :P

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    1. Nãããããão! O Stalker é muito bom, é! Mas pfavor, lê antes o Hipnotista. Para conheceres o protagonista da série, Joona Linna. Vou aguardar a tua opinião :D

      Beijinho grande, boas leituras

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