domingo, 19 de fevereiro de 2017

Hjorth & Rosenfeldt - O Homem Ausente [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Nem precisei de chegar ao terceiro para constatar o quão fantástica é esta série. Já o sabia e apenas lera dois livros mas mostraram-se de uma qualidade imensa, por isso, nem hesitei quando escolhi aquela que seria a primeira leitura deste ano. Estaria assegurado um excelente começo de ano, no que concerne a livros.

Além do caso criminal que se destaca na trama, o aparecimento de ossadas numa vala descoberta numa região montanhosa, há um segundo mistério que capta também a atenção do leitor: o desaparecimento de um indivíduo, de nacionalidade afegã, residente na Suécia que leva a esposa do mesmo a envidar esforços que a levem ao seu paradeiro. Confesso que este último não me atraiu tanto quanto o primeiro. Não obstante sentir-me curiosa com esta sub-trama que me fez constatar, uma vez mais, o quão diminuto é o papel da mulher na sociedade islâmica e do consequente contraste que existe entre essa e a cultura ocidental, tendo como reflexo, na presente obra, as crescentes barreiras que acabaram por obstar a qualquer avanço da personagem feminina na busca pelo marido.

Este foi o ingrediente novidade da trama pois, como os autores nos têm vindo a habituar, ambos os casos de investigação se entrelaçam com o desenvolvimento das vidas pessoais das personagens, com ênfase na que é mais interessante, a de Sebastian Bergman que vê o seu segredo cada vez mais perto de se tornar conhecido. Agradou-me muito e devo dizer que a iminência da revelação do esqueleto no seu armário deixou-me tão entusiasmada quanto o própria investigação, componente que, como sabeis, valorizo de sobremaneira nas minhas leituras. Não obstante o seu papel na aludida investigação ser diminuto, comparativamente com as obras antecessoras.

Ainda que o livro ascenda às 500 páginas, não creio que, em momento algum, se tenha tornado maçador, antes pelo contrário. Li com avidez, sedenta de mais desenvolvimentos na trama sobre Sebastian e a investigação policial. Note-se que, embora Sebastian exerça um fascínio sobre mim, considero que a personagem Ellinor foi igualmente importante. Arquitectou uma situação complexa e melhor, fez com que o desfecho de O Homem Ausente me deixasse em choque e a ansiar pela publicação do próximo volume quanto antes!

Em suma, esta série está no pódio das sagas nórdicas policiais. Reúne duas componentes que considero importantíssimas: um protagonista a quem me afeiçoei (ainda que, inicialmente, tenha demonstrado uma atitude desprezível para com as mulheres) e casos policiais intrincados, verossímeis e surpreendentes. O Homem Ausente não destronou meu livro preferido da série, O Discípulo, mas o seu final deixou-me a suspirar por mais. 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Bear Grylls - Voo Fantasma [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 15 Fevereiro 2017
  
               Título Original: Ghost Flight 
               Preço com IVA: 18,95
               Páginas: 408
               ISBN: 9789897542992 

Sinopse: Uma mãe e um filho raptados de forma selvagem numa montanha cercada pela neve. Um soldado leal, torturado e executado num lugar remoto da Escócia. Um avião perdido, finalmente descoberto no coração da selva amazónica, que esconde um segredo perigoso que poderá libertar o mal na Terra. Uma corrida desesperada para vencer uma conspiração assustadora nascida nos dias mais negros da Alemanha nazi.
E há algo que une tudo isto. Só um homem pode desvendar o segredo. Will Jaeger. O Caçador.
Um pouco de Jason Bourne com um pouco de Indiana Jones, Voo-Fantasma é o thriller de estreia explosivo do apresentador de TV e perito em sobrevivência Bear Grylls.

Sobre o autor: Bear Grylls é autor de 22 livros, incluindo a sua autobiografia: Lama, Suor & Lágrimas, um incrível bestseller internacional.
Coronel honorário dos Royal Marine Commandos, foi, durante três anos, soldado das forças especiais britânicas SAS, o que lhe permitiu aperfeiçoar muitas das habilidades que os seus fãs adoram ver nos programas de televisão que protagoniza e que se tornaram nos mais vistos do planeta, com uma audiência estimada de 1,2 mil milhões de espectadores e que lhe valeram uma nomeação para os Emmys.

Peter May - Em Fuga [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 15 Fevereiro 2017
  
               Título Original: Runaway
               Preço com IVA: 18,95
               Páginas: 392
               ISBN: 9789897542985

Sinopse: Em 1965, cinco amigos, todos adolescentes, cansados da rotina e temerosos de uma vida previsível, fogem de Glasgow com destino a Londres e o sonho de serem estrelas e de transformar a sua banda de música num sucesso. No entanto, antes do final do primeiro ano, três deles regressam á sua cidade natal na Escócia - e voltam diferentes, danificados, sem que ninguém perceba a razão para tal. Cinquenta anos mais tarde, em 2015, um brutal homicídio na capital inglesa obriga esses três homens, agora com quase 70 anos, a regressar a Londres e a confrontar, por fim, a mancha escura do seu passado da qual tentaram fugir durante toda a vida.

Sobre o autor: Peter May É um autor amplamente premiado e um sucesso de vendas internacional, contando com um grande número de seguidores em todo o mundo. Nascido e criado na Escócia, vive actualmente em França. Depois de uma carreira bem-sucedida enquanto criador e produtor, decidiu abandonar a televisão para se dedicar ao seu primeiro amor, a literatura. A obra A Casa Negra foi publicada pela primeira vez em França com o título L'Ile des Chasseurs d’Oiseaux e prontamente classificada de obra-prima pelo jornal francês L´Humanité. Em França, ganhou diversos prémios, entre eles os prestigiados Cezam Prix Littéraire, atribuído pelos leitores. Em Inglaterra, A Casa Negra foi publicada pela galardoada Quercus. O livro tornou-se imediatamente num sucesso de vendas e foi nomeado para o Barry Award e para o Macavity Award aquando da sua publicação nos Estados Unidos. Em 2013, venceu o Barry Award para Melhor Romance Policial.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

S. K. Tremayne - A Criança de Fogo [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: É numa atmosfera sombria e isolada que se desenrola a acção de A Criança de Fogo. A história narra a vida de Rachel Daly agora que é casada com um homem rico e viúvo, com um filho. Inicialmente apercebemo-nos de que a interacção com o enteado, Jamie, é pautada por acontecimentos estranhos, uma vez que a criança perdera a mãe num acidente trágico e parece ter algumas premonições no que concerne ao futuro da madrasta, conferindo um clima tenso e de suspense. Efeito intensificado, no meu entender, devido a outros dois aspectos: o primeiro relacionado com a brevidade em que os dois se conhecem e se relacionam, remetendo este thriller a outros, de cariz mais psicológico e que se entrosam com o drama familiar do casal.

O segundo relaciona-se com as premonições de Jamie. Este, repetidamente, amaldiçoa a madrasta, marcando-a para morrer no Natal. Estas pragas, acompanhadas de acontecimentos estranhos, acabam por desencadear reacções por parte de Rachel instalando-se a dúvida: a que deverão estes comportamentos? Terá sido a morte da mãe a impulsionadora de atitudes estranhas por parte de Jamie? Ou serão apenas alucinações de Rachel que conduzem a criança a demonstrar condutas menos próprias?

Tal como As Gémeas de Gelo, inicialmente, a sensação é que a história terá laivos de sobrenatural. Há diversas referências à possibilidade de que os acontecimentos tenham como força motriz, o fantasma de Nina, a mãe do menino. Confesso que não sou grande fã de fenómenos paranormais, quer em literatura quer em cinema, mas à semelhança da obra antecessora, este ingrediente confere um aspecto diferente nas histórias que costumo ler. E também este ingrediente intensifica a componente de terror. É uma história, por isso, muito sombria.

Gostei da forma como a trama é narrada, quer na primeira pessoa, sob a perspectiva de Rachel, permitindo-nos saber os seus pensamentos mais íntimos. Intercala com capítulos narrados por um narrador omnisciente, que foca a acção em David e na criança. A história desenrola-se em gradação decrescente para o Natal, altura em que se irá cumprir a profecia preconizada por Jamie. Creio que foi uma forma assaz inteligente de relatar os eventos da história.

Apesar de ter gostado muito da história, do suspense da mesma e do ambiente sombrio onde esta tem lugar, devo confessar que esperava um desfecho à medida. Contudo, e ainda que este seja verossímil e lógico, achei-o um pouco apressado. Pessoalmente ter-me-ia alongado nos acontecimentos daquela noite de Natal. Afinal de contas, toda a trama tinha como grande enfoque essa época.

Em global, este é, na minha opinião, um excelente livro composto por sensações de sobrenatural e um cenário obscuro, ilustrado por algumas imagens que separam os capítulos. A trama é psicologicamente complexa, tal como eu gosto. Já gostara muito de As Gémeas de Gelo, mas creio que A Criança de Fogo é ainda melhor!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Ramson Riggs - Biblioteca de Almas [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 10 Fevereiro 2017
  
               Título Original: Library of Souls
               Preço com IVA: 17,70
               Páginas: 424
               ISBN: 9789722532914

Sinopse: Um  rapaz  com  poderes  extraordinários.  Um  exército  de  monstros assassinos.  Uma  batalha  épica  pelo  futuro  das crianças peculiares.
A aventura que começou em O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares e que continuou em Cidade sem Alma chega agora a uma emocionante conclusão em Biblioteca de Almas. Jacob  Portman,  o  herói  que  viajou  no  tempo  para  encontrar  as  crianças peculiares,  explora  a  sua  peculiaridade  e descobre  um  poder  até  então desconhecido.  Acompanhado  de  Emma  Bloom,  a  rapariga  que  consegue  produzir fogo com  as mãos,  e  Addison MacHenry,  um  cão  capaz de  localizar  qualquer peculiar, parte  numa  viagem  ao  passado  para tentar salvar os seus amigos peculiares... e o futuro de todos eles.

Sobre o autor: Ransom Riggs cresceu na Florida, mas vive agora numa terra cheia de crianças peculiares: Los Angeles. Começou desde cedo a ler histórias de terror e a ver comédias britânicas na televisão, o que pode explicar o seu estilo também peculiar. Além da escrita, as suas paixões são o cinema, a fotografia e viajar.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Sandra Brown - Ligações Arriscadas [Divulgação Quinta Essência]


Data de publicação: 28 Fevereiro 2017
  
               Título Original: Friction
               Preço com IVA: 16,60
               Páginas: 400
               ISBN: 9789897416712

Sinopse: Crawford Hunt acabou de preparar o quarto novo da filha. Em tons de rosa, a cor preferida de Georgia. No dia seguinte, se tudo correr bem em tribunal, a sua menina voltará para casa depois de quatro anos de ausência.
Após a morte da mulher, Crawford – ranger de profissão – mergulhou numa profunda depressão. Mas desde então fez tudo ao seu alcance para dar a volta por cima. O seu destino encontra-se agora nas mãos da juíza Holly Spencer.
Porém, tudo aquilo que ele conseguiu com tanto esforço vai ser posto à prova na sala de audiências, quando um homem armado dispara contra Holly. Instintivamente, o ranger protege-a. Não podia saber que estava a pôr em causa o seu futuro com Georgia… pois, por um lado, acaba de mergulhar num mistério do qual dificilmente sairá ileso. Por outro, vai comprometer a própria Holly. A juíza faz tudo para reprimir os seus sentimentos mas revela-se incapaz de negar a surpreendente – e altamente inapropriada – atração que sente pelo ranger.
Sob o peso de tamanha responsabilidade, Crawford sente o seu mundo descarrilar de novo. Não pode perder a filha... mas para poder recuperar a sua vida de outrora, precisa desesperadamente de pôr fim a uma situação impossível.
Um vertiginoso thriller sobre a importância dos laços de família e os segredos que estamos dispostos a guardar para os proteger..


Sobre a autora: Sandra Brown é autora de mais de setenta romances, na sua maioria bestsellers do New York Times. É uma das mais importantes escritoras de romances policiais dos Estados Unidos, distinguidas, entre outros, com os prémios Texas Medal of Arts Awards for Literature e o Thriller Master de 2008, a distinção máxima atribuída pela International Thriller Writer’s Association. Publicou o seu primeiro romance em 1981 e, desde então, já vendeu cerca de oitenta milhões de exemplares em todo o mundo, estado a sua obra traduzida em trinta e três idiomas.





Hans Olav Lahlum - À Mesa Com O Assassino [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Um ano depois da resolução da investigação de Crime Num Quarto Fechado, o detective Kolbjørn Kristiansen, mais conhecido por K2, volta ao activo, desta feita, para deslindar o estranho caso da morte de Magdalon Schelderup, um homem milionário morto sob circunstâncias invulgares. Isto porque, antes de morrer, Magdalon dirige-se ao detective a fim de o alertar que será morto em breve por alguém seu conhecido.  Mas quando outros membros da família começam a morrer, K2 procura a ajuda da brilhante Patricia que, a partir de sua cadeira de rodas, orienta o curso da investigação.

O sucessor de Crime Num Quarto Fechado mantém a linha clássica que nos remete para as obras de Agatha Christie ou Sir Arthur Conan Doyle que apresentam casos cuja resolução apela ao raciocínio lógico. No caso de Hans Olav Lahlum, a investigação torna-se mais aliciante uma vez que conta um pouco de História. Sendo a acção passada no final dos anos sessenta, os eventos da Segunda Guerra Mundial, temática novamente dissecada por Lahlum, parecem ter ocorrido há relativamente pouco tempo, o que prova que a escrita do autor nos consegue transportar no tempo. 
Além disso, a temática oferece muitas possibilidades de segredos ou traições. O início de militância no partido nazi ou a participação na Segunda Guerra Mundial podem ser motes interessantes para adensar ou despistar os suspeitos de um homicidio, não vos parece?

Confesso que, comparando as duas obras do autor, a primeira me causou mais impacto. Gostei da aparente impossibilidade de um crime ser cometido numa divisória fechada. Esta trama, por outro lado, rege-se pelas típicas histórias de Christie: morte, a investigação por interrogatório de uma dupla (neste caso K2 e Patrícia) que culmina no desvendar do culpado numa reunião onde estão todos os suspeitos. No posfácio do autor, Lahlum homenageia Agatha Christie, a autora que ele considera como "a maior escritora policial do mundo". E, de facto, são notórias as suas influências nesta obra.

A trama é inteligente e realmente faz jus aos clássicos policiais da Rainha do Crime. Pensei na similaridade no decorrer da história e sobretudo no final, que é verdadeiramente surpreendente. 
Apesar de ser uma fã assumida de policiais mais gráficos, À Mesa Com O Assassino proporcionou-me um agradável momento de leitura. 


M. Night Shyamalan - Fragmentado [Opinião Cinematográfica]


OK, já há muito tempo que não escrevia nesta minha rubrica (muito amadora e parca em posts, convenha-se). A ver se em 2017 aposto mais nas minhas opiniões cinematográficas.
Desde o ano passado, em que vi o teaser de Split, o novo filme de M. Night Shyamalan, que tinha uma grande curiosidade em vê-lo. A semana passada participei em imensos passatempos na esperança de conseguir ir à antestreia- Mission unsucessfully - pelo que fui na quinta-feira, dia de estreia, ver o aguardado filme.

Antes de mais, gosto do trabalho do realizador indiano e tenho-o acompanhado desde O Sexto Sentido. Note-se que vejo apenas os thrillers dele, pelo que perdi O Último Airbender, e assim, a minha percepção restringe-se ao género que referi. O único filme que não gostei mesmo foi A Vila. Também o fora ver ao cinema e chorei o dinheiro dado pelo bilhete. Enfim, águas passadas...

Tenho visto ultimamente nas redes sociais a partilha do trailer do filme e creio que toda a gente sabe, mais ou menos, a premissa deste filme que tem a ver com um homem, que tem 23 personalidades, e rapta três raparigas. Uma delas é especial, a Casey. Durante a história, somos elucidados com flashbacks do seu passado e percebemos que ela é diferente das duas colegas que foram sequestradas. 

A história é muito interessante. Como sabeis, a área da Psicologia sempre exerceu um grande fascínio em mim, com ênfase nesta questão de múltiplas personalidades. Considero uma personalidade/ identidade, algo tão complexo que dificilmente concebo a ideia de várias no mesmo corpo. Não é tema que veja frequentemente retratado em filmes ou livros, pelo que a trama despertou-me um rápido interesse. Isto leva-nos ao aspecto que mais me impressionou no filme, sem sombra de dúvida: a actuação de James McAvoy. Desculpem a minha ignorância, eu nem sequer conhecia o autor mas, caramba, que papel! Embora a personagem tenha 23 personalidades vigentes e uma 24ª a emergir, as poucas identidades que surgem são tão diferentes entre si. Os trejeitos, a forma de falar e de vestir, tudo... parecem mesmo pessoas diferentes, embora interpretadas pelo mesmo autor. E senti medo. Medo de uma das identidades, a responsável pelo rapto das meninas. No outro extremo, senti uma adoração por Hedwig, o menino de 9 anos, que prima pela inocência. Uma característica que Dennis, claramente, não detém.
O actor não está nomeado para os Óscares ou qualquer outro prémio mas sinceramente acho que merecia ser valorizada esta estrondosa actuação que se destaca pela exímia individualização de cada personalidade.

Não sei se o realizador terá feito alguma pesquisa sobre a temática, mas achei deveras curioso que identidades diferentes que coabitem no mesmo corpo possam apresentar características tão diferentes quanto doenças específicas ou diferentes orientações sexuais.

O tempo passou sem que desse conta. A história engoliu-me. Ora fascinada com aquelas identidades que desfilavam perante o horror das três adolescentes, ora curiosa com a que seria a 24ª que brotava de McAvoy (já vos disse que fiquei impressionada com o autor? :) )

Nos filmes de Shyamalan, costuma haver uns laivos de sobrenatural. A fórmula manteve-se. Se gostei? Acho que teria sido mais interessante se a história se mantivesse no campo da lógica. Afinal de contas, o trato da Personalidade Múltipla acarretava já uma grande complexidade (e, embora sendo rara, é verosímil). Por isso, pessoalmente mudaria uns pequenitos pormenores e, por consequente, teria fechado a história de uma forma diferente não obstante ficar satisfeita com o desfecho. Até agrega uma interessante surpresa no final: a aparição flash de uma personagem conhecida da filmografia do realizador indiano. Fiquei, naturalmente, com uma vontade de revisitar as suas obras. 

Se recomendo? Sim, muito! Foi um filme que mexeu muito comigo e, apesar de o ter visto já há uns dias, teima em não sair do meu pensamento. Para mim, a par de O Sexto Sentido, Fragmentado é dos melhores feitos de Shyamalan.

Até ao próximo filme ;) 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Mason Cross - O Fugitivo [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 6 Fevereiro 2017
  
               Título Original: The Time to Kill
               Preço com IVA: 19,99
               Páginas: 384
               ISBN: 9789898855176

Sinopse: Há cinco anos, Carter Blake abandonou a organização secreta governamental para a qual trabalhava, a Winterlong, com uma condição: ele prometia não divulgar o tipo de operações duvidosas que realizavam e em troca deixavam-no viver em paz. Mas a liderança da Winterlong mudou e agora eles querem-no fora de cena, de vez.
Alheio a este facto, Blake, que passou a dedicar-se a encontrar pessoas que não querem ser encontradas, aceita um novo serviço: procurar Scott Bryant, que roubou à empresa de software onde trabalha um programa que promete revolucionar as redes sociais. A missão não é das mais difíceis e Blake descobre rapidamente o paradeiro do ladrão desaparecido.
Quando se prepara para trazer Bryant de volta, juntamente com o software roubado, Blake recebe uma mensagem misteriosa, que o leva a concluir que a sua antiga organização anda atrás dele. É então que Blake passa de caçador a presa e tudo muda. Restam-lhe duas opções: fugir para sempre ou virar o jogo a seu favor e acabar de vez com a Winterlong. O confronto com o passado é inevitável, mas conseguirá ele sobreviver?

Sobre o autor: Nasceu em Glasgow, na Escócia, em 1979. Licenciou-se em Línguas e fez uma pós-graduação em Tecnologias de Informação, o que lhe permitiu descobrir que tem muito mais êxito com as palavras do que com os computadores.
Sempre se dedicou à escrita, sendo autor de um número considerável de contos policiais, incluindo A Living, que foi finalista do prémio Quick Reads «Get Britain Reading».
É autor de O Caçador e O Samaritano, igualmente publicados pela Topseller.
Saiba mais em www.masoncross.net

Imprensa
«Alucinante! A não perder.» 
Daily Mail

«Um thriller de tirar o fôlego.» 
Morning Star


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Ignacio del Valle - Céus Negros [Divulgação Porto Editora]


Data de publicação: 9 Fevereiro 2017
  
               Título Original: Soles Negros
               Tradução: Alcinda Marinho
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789720040534

Romance policial sobre os crimes esquecidos da Espanha de Franco é apresentado no Correntes d’Escritas
No próximo dia 9 de fevereiro, a Porto Editora faz chegar às livrarias o mais recente romance de Ignacio del Valle, Céus negros.
No final de fevereiro – de dia 21 a 23 – o autor vai estar em Portugal para apresentar esta obra (vencedora do prémio Buenos Aires Negro 2016) e para participar na 18.a edição do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.
Durante o quente verão de 1950, uma criança é encontrada morta em Pueblo Adentro, pequena aldeia na Extremadura. Arturo Andrade, encarregue de resolver este caso, depressa se dá conta de que este representa apenas um percalço no funcionamento de um sórdido esquema sancionado pelas instituições do regime espanhol.
Depois de Os demónios de Berlim (com que venceu o Prémio da Crítica das Astúrias), o terceiro título da série protagonizada por este emblemático personagem, Ignacio del Valle assina um magnífico romance que, sob a guisa de investigação policial a um macabro crime, faz o retrato de uma Espanha dividida, das feridas abertas pelo franquismo e dos crimes esquecidos pela História.

Sinopse: Espanha, 1950. Num país que ainda procura recuperar dos traumas da guerra, Arturo Andrade é chamado a investigar o misterioso assassinato de uma criança em Pueblo Adentro, uma aldeia a poucos quilómetros de Badajoz, a sua cidade natal, e centro da resistência anarquista da Extremadura.
Arturo cedo se dá conta de que este crime é apenas a ponta do icebergue de uma bem montada rede de tráfico infantil que fez desaparecer mais de 30 mil crianças. Um elemento fundamental deste sórdido esquema é o Auxílio Social, instituição encarregada de «reeducar» os filhos dos prisioneiros republicanos, derrotados na Guerra Civil. Por detrás, uma teia de interesses que envolve as mais altas esferas do regime. Com este notável romance, Ignacio del Valle põe a nu a grande mentira de uma certa Espanha franquista, que sob a enganosa aparência de fomentar o progresso do país leva a cabo uma série de crimes atrozes, muitos dos quais passaram incólumes pelo crivo da História.

Sobre o autor: Ignacio del Valle é autor da série de suspense histórica protagonizada pelo emblemático Arturo Andrade, que integra A arte de matar dragões, O tempo dos imperadores estranhos (adaptado ao cinema sob o título Silencio en la nieve), Os demónios de Berlim e Céus negros, todos eles alvo de variadas distinções literárias.
Escreve colunas de opinião nos diários El Comercio de Gijón e Panamá América, colaborando com o suplemento El Viajero do jornal El País, entre outras publicações. Dirige a secção cultural «Afinando los sentidos», da Onda Cero Radio.